Ministério da Saúde anuncia novas regras para o Farmácia Popular; veja o que muda

Programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas, segundo dados da pasta

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (12) mudanças no Programa Farmácia Popular durante evento da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias), em São Paulo.

As alterações envolvem a modernização dos sistemas usados pelo programa e novas ferramentas para acompanhar possíveis irregularidades. O texto também prevê a criação de um grupo de trabalho para discutir a ampliação dos serviços oferecidos aos usuários.

Entre as possibilidades que serão avaliadas estão a oferta de exames, testes rápidos e teleatendimento nas unidades. As mudanças estão detalhadas em uma portaria publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

“Queremos dar um salto ainda maior na modernização digital desse programa”, afirmou Padilha, durante o evento.

Atualmente, o programa possui cerca de 28 mil farmácias credenciadas e oferece gratuitamente 41 itens, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes.

Segundo o Ministério da Saúde, o programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas.

Fiscalização e renovação das farmácias

Com as novas regras, uma possível irregularidade em farmácias credenciadas não levará automaticamente à suspensão. A medida adotada dependerá do risco identificado, e a suspensão imediata ficará restrita aos casos classificados como de risco alto ou muito alto. Ferramentas digitais e inteligência artificial serão usadas nesse acompanhamento para tornar o controle das unidades mais ágil.

O SAV (Sistema Autorizador de Vendas), utilizado para registrar as operações do programa, também será atualizado. A ferramenta receberá novos recursos digitais para aumentar a segurança e melhorar o acompanhamento das retiradas de medicamentos e outros produtos.

O governo estuda ainda usar biometria e reconhecimento facial para identificar os usuários, como uma forma de reforçar a segurança e ajudar no combate a fraudes.

As farmácias também terão que renovar a participação no programa a cada dois anos. De acordo com a portaria, quem perder o prazo poderá ter o acesso ao sistema suspenso até regularizar a situação. Caso a renovação não seja feita, a participação da unidade poderá ser cancelada.

Outra mudança é a possibilidade de ampliar o número de farmácias credenciadas em regiões que ainda têm pouca cobertura do programa. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a expansão deverá priorizar áreas vulneráveis e periferias de grandes centros.

Exames e teleatendimento

Um grupo de trabalho vai estudar a inclusão de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento de pacientes nas unidades.

O teleatendimento poderá envolver médicos, enfermeiros e nutricionistas. A proposta é usar a estrutura do programa para acompanhar pessoas que precisam de tratamento contínuo, como aquelas com hipertensão e diabetes.

Segundo Padilha, o formato ainda será detalhado pelo grupo de trabalho, que reunirá o Ministério da Saúde e representantes do varejo e da indústria farmacêutica. A oferta dos novos serviços dependerá também de avaliações técnicas e das necessidades de cada região.

A expectativa é de que as primeiras propostas sejam concluídas até o fim deste ano e possam começar a ser colocadas em prática a partir de 2027.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Caiado diz que Lula e Flávio são ‘café requentado’

Candidato do PSD à presidência criticou adversários durante encontro com empresários do setor de transportes e disse que Lula e Flávio “amarelaram” para debates

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta quarta-feira (12) os adversários Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que os dois “amarelaram” para os debates eleitorais. A declaração foi dada durante encontro promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), na sede da entidade, na Vila Maria, zona norte da capital paulista.

“Eles estão em fuga, estão batendo em retirada, ou seja, eles amarelaram diante de um debate que eles não têm capacidade de debater”, afirmou Caiado.

O candidato disse considerar “preocupante para a democracia” a ausência dos adversários nos debates e defendeu que quem disputa um cargo público deve apresentar suas posições à sociedade. Para Caiado, esta pode ser “talvez a eleição mais importante da história do país, após o processo de redemocratização”.

Ao atacar Lula e Flávio, o candidato do PSD também classificou os dois como “café requentado”. Segundo ele, o país já conhece os governos do PT e também teve a experiência de uma gestão ligada ao grupo político de Flávio Bolsonaro.

“Isso aí é café requentado, a gente já sabe onde vai dar”, disse.

Caiado afirmou ainda que espera ter mais de dois minutos no horário eleitoral e participar dos debates. Segundo ele, a representação de seu grupo político na Câmara, no Senado e nos municípios dará “musculatura” à campanha.

Segurança pública

Diante de empresários do setor de transportes, Caiado dedicou boa parte do discurso à segurança pública. Ele alertou para o avanço das facções criminosas sobre atividades econômicas e afirmou que organizações criminosas buscam espaço em setores como transporte, combustíveis, lixo, fintechs e saúde, além de tentar ampliar a influência sobre instituições e o poder público.

“O Brasil caminha para essa mexicanização”, afirmou, ao comparar o avanço das facções no país ao processo ocorrido no México.

Caiado também defendeu uma atuação integrada das forças de segurança, com inteligência e unidades especializadas em crimes como narcotráfico, roubo de cargas e de combustíveis.

O ex-governador citou Goiás, onde já atuou como chefe do executivo, como exemplo da política que pretende levar para o governo federal. Caiado afirmou que o estado chegou a registrar quase 500 roubos de cargas por ano e sustentou que esse tipo de crime foi praticamente eliminado durante sua gestão.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação

Caiado diz que Bolsonaro perdeu reeleição em 2022 por falta de entregas

Candidato do PSD à Presidência voltou a atacar políticas de transferência de renda

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta quarta-feira (12), que o ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu a reeleição em 2022 por falta de entregas e criticou o que chamou de “populismo desenfreado” na América Latina, ao voltar a atacar políticas de transferência de renda associadas ao PT.

Caiado participou de um almoço com empresários promovido pela Acsp (Associação Comercial de São Paulo) no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista. O seu candidato a vice e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também compareceu ao evento. A cerimônia reuniu cerca de mil convidados.

Ao comentar o desempenho eleitoral do ex-presidente, Caiado afirmou que o resultado de 2022 foi um recado do eleitor. “São cinco mandatos diferentes. Um mandato do PSL, que perdeu na sucessão. Então, a reeleição. Então, mostra que quem não entrega não tem voto”, disse.

Em seguida, o ex-governador de Goiás contrapôs a própria trajetória eleitoral, citando as duas eleições que venceu no primeiro turno como demonstração de que gestores que entregam resultados são reconhecidos pela população.

Na avaliação do presidenciável, o populismo na América Latina cria relações de dependência entre eleitores e políticas de benefícios, dinâmica que atribuiu ao PT e que, segundo ele, retira dos cidadãos a “capacidade de iniciativa própria”.

Caiado também elevou o tom sobre as contas públicas e disse ver um quadro mais delicado do que o enfrentado na crise de meados da década passada. “O quadro fiscal hoje é mais grave que aquele em que entramos em 2015”, afirmou, criticando a condução econômica da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Ele disse ainda que seu plano de governo será entregue nesta sexta-feira (14). Pela legislação eleitoral, o documento deve ser apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) junto com o pedido de registro da candidatura até o próximo dia 15, sábado.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

Manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas são principais sintomas

Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados.”

No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

À época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

Confira, a seguir, as principais informações sobre o sarampo:

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

Transmissão e prevenção

Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

Entre três a cinco dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo restante do corpo.

A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

Complicações

O sarampo é considerado uma doença grave, que pode deixar sequelas por toda a vida ou, até mesmo, causar a morte.

Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

Diagnóstico

O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.

Arte com sintomas do sarampo

Vacinação

O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

Tipos de vacinas

Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias – além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

Esquema vacinal

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Em situação de risco para o sarampo — surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

>> Veja como é o esquema vacinal por faixa etária:

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo.

Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva