Caiado rejeita câmeras corporais em policiais e diz que Brasil vive “ambiente de guerra”

Candidato do PSD visitou o largo da Penha, no Rio de Janeiro, e usou colete à prova de balas

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, rejeitou o uso de câmeras corporais por policiais durante visita ao largo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (26).

Em uma das regiões mais afetadas pela atuação do narcotráfico, Caiado voltou a colocar a segurança pública no centro de sua campanha e afirmou que não pretende adotar o equipamento caso seja eleito.

“Você não vai colocar câmeras nos policiais? Não, não vou. Me mostre o lugar no mundo, em guerra, que tem câmera no policial. Onde você já viu isso?”, questionou.

Caiado comparou a realidade brasileira à de países onde, segundo ele, o nível de segurança é muito superior. “A hora que eu chegar num nível de segurança pública da Inglaterra, aí ele usa um cassetete e um apito. Só isso. Ele não tem nem câmera, nem arma”, afirmou.

Para o candidato, a política de segurança precisa considerar o nível de violência enfrentado pelas forças policiais brasileiras. “Você não pode querer copiar um modelo para um ambiente de guerra”, declarou.

Durante a agenda no largo da Penha, Caiado também usou colete à prova de balas pela segunda vez desde o início da campanha presidencial. O equipamento foi recomendado pelos agentes responsáveis pela segurança do candidato, diante da avaliação de risco durante a visita à região.

A região da Penha é marcada pela forte presença do crime organizado e está inserida em uma área de intensa disputa territorial entre facções. Na semana passada, por exemplo, investigações da polícia revelaram que criminosos promoviam cursos para o uso de drones no Complexo da Penha, equipamento que passou a ser utilizado pelo tráfico para monitoramento e ataques.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Ricardo Stuckert