Daniel Vilela, do MDB, é reeleito governador de Goiás no primeiro turno

Foram 66 aviões entregues no período

O governador Daniel Vilela (MDB) foi reeleito ao cargo neste domingo (4) das eleições 2026. Com 91,23% das seções eleitorais totalizadas, Vilela registrou 58,88% % dos votos válidos (1.947.517 votos), superando a marca necessária de 50% mais um dos votos válidos para confirmar a reeleição logo no primeiro turno.

Eleição em Goiás marca sucessão para gestão Caiado

A eleição para o governo de Goiás foi marcada pela disputa em torno da sucessão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo no fim de março para disputar a Presidência da República. Com a saída de Caiado, o então vice-governador Daniel Vilela assumiu o Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, e passou a concorrer à reeleição. 

A mudança colocou Vilela no centro da disputa e transformou a eleição estadual também em uma espécie de avaliação da continuidade do grupo político que comandou Goiás nos últimos anos. A candidatura de Vilela foi construída sobre a continuidade da administração de Caiado.  

Durante a campanha, o governador procurou apresentar-se como sucessor do projeto iniciado pelo antecessor, enquanto os adversários tentaram estabelecer diferenças entre as duas administrações e questionar os resultados da gestão. A estratégia colocou a administração pública anterior e o período de transição no centro do debate eleitoral.

Os perfis de candidatos na eleição goiana

Do outro lado, a disputa reuniu dois nomes com trajetórias distintas na política goiana: o senador Wilder Morais e o ex-governador Marconi Perillo. Wilder entrou na corrida como o principal representante do campo bolsonarista no estado. A candidatura do senador também esteve alinhada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto o candidato do PT, Luis Cesar Bueno, fez campanha vinculada à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. 

Wilder procurou combinar a identificação com o eleitorado conservador com uma campanha de caráter regional. O senador participou de atos ao lado de lideranças nacionais do PL e buscou se apresentar como alternativa à continuidade do grupo de Caiado e Vilela. Na reta final, Flávio Bolsonaro esteve em Goiânia para um ato de campanha ao lado de Wilder, reforçando a associação entre as duas candidaturas. 

Perillo, por sua vez, voltou a disputar o governo estadual depois de ter comandado Goiás por quatro mandatos. O tucano buscou transformar a experiência acumulada nos governos anteriores em uma das principais marcas de sua campanha.

Ao mesmo tempo, adotou uma postura de oposição à atual administração estadual e procurou recuperar espaço político em um cenário no qual o MDB de Daniel Vilela havia se tornado uma das principais forças do estado. A presença de Marconi acrescentou uma dimensão histórica à eleição.

O ex-governador havia protagonizado disputas pelo Palácio das Esmeraldas em diferentes períodos e voltou ao cargo de candidato em uma eleição na qual também estavam em jogo as forças políticas que se consolidaram em Goiás depois de sua saída do governo. 

A disputa entre Marconi e Wilder também ganhou contornos próprios. Os dois candidatos buscavam espaço no campo oposicionista, mas adotaram estratégias diferentes.

Wilder tinha o apoio formal do PL e a associação direta com Flávio Bolsonaro. Marconi tentou ampliar seu eleitorado para além do campo tradicional do PSDB e, ao longo da campanha, houve movimentos de aproximação com setores da direita. 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Gazeta do Povo | Foto: Governo Goiás/Divulgação