Erosão em Valparaíso de Goiás ameaça residências e comércio

Cratera na BR-040 aumenta há 20 anos, afetando infraestrutura local

A voçoroca localizada em Valparaíso de Goiás, continua a se expandir e preocupa moradores e autoridades. Formada há cerca de 20 anos, a erosão compromete parte da BR-040, ameaça residências e o Brasil Center Shopping, além de dificultar o trânsito local. A cratera, situada próxima à passarela amarela que liga os bairros Valparaíso I e II, possui aproximadamente 500 metros de comprimento e 20 de profundidade.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou, em nota divulgada em 16/10, que desde que a BR-040/GO voltou à sua jurisdição, realiza monitoramento contínuo da área. Segundo a autarquia, já foram executados serviços preventivos, elaborado projeto e contratadas obras para conter o processo erosivo às margens da rodovia, além da adequação dos sistemas de drenagem para transposição de águas pluviais no km 1,9.

Após a identificação da erosão, equipes do Dnit realizaram serviços emergenciais e anteciparam o fechamento total da via marginal, medida prevista no projeto executivo. O órgão destacou que a ação busca garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores, além de viabilizar a execução das obras, cujo prazo estimado é de até seis meses.

A prefeitura de Valparaíso de Goiás acompanha os trabalhos. Em nota, informou que a intervenção inclui escavações pelo método não destrutivo para implantação de um tunnel liner sob a BR-040, estrutura que interligará os dois lados da rodovia. A obra também está relacionada a medidas para reduzir alagamentos recorrentes na região.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad-GO) estima que a voçoroca se formou há cerca de duas décadas. No início deste ano, o buraco foi cercado com grades metálicas e parcialmente preenchido com pedras para evitar agravamento da erosão.

De acordo com a Defesa Civil do Distrito Federal, voçorocas são grandes erosões geralmente causadas pela água da chuva. A impermeabilização do solo por excesso de calçadas e asfalto impede a infiltração natural, intensificando o escoamento e favorecendo a formação de crateras. Outros fatores que contribuem para o problema incluem ausência de infraestrutura de drenagem, desmatamento, acúmulo de lixo e ocupação desordenada de áreas frágeis. O solo do Cerrado, naturalmente propenso a erosões, amplia os riscos.

A situação tem sido acompanhada também por veículos de imprensa. Reportagem da TV Record Brasília mostrou imagens da cratera e destacou os impactos no trânsito da região, com pedestres dividindo espaço com veículos. Já a TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás, registrou que parte do asfalto cedeu e reforçou que a interdição da marginal da BR-040 foi necessária para garantir segurança. O material exibido pela emissora também mostrou a preocupação dos moradores diante da proximidade da erosão com imóveis e estabelecimentos comerciais.

Com a previsão de chuvas intensas nos próximos meses, autoridades reforçam a necessidade de atenção redobrada para evitar que a situação se agrave e comprometa ainda mais a mobilidade e a segurança da população local.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles e R7 | Foto: Reprodução