MDB racha no 2º turno, com 17 diretórios para Flávio e 10 em apoio a Lula

Alas do Norte e do Nordeste ficam com o presidente; maioria da sigla oficializa adesão ao senador em evento em São Paulo

O MDB vai dividido para o segundo turno da eleição presidencial. Nesta terça-feira (13), dez diretórios estaduais do partido, todos do Norte e do Nordeste, anunciaram apoio à chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-Geraldo Alckmin (PSB). No mesmo dia, o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, oficializou em São Paulo a adesão de outros 17 diretórios, entre eles o do Distrito Federal, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Diretórios que fecharam com Flávio Bolsonaro:

Diretórios que fecharam com Lula:

Em nota, os emedebistas pró-Lula afirmaram que a decisão segue o compromisso do partido com o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda, a redução das desigualdades e a justiça social.

O texto defende a continuidade de programas do governo federal, como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida e Brasil Sorridente.

“Defendemos um Brasil que avance com oportunidades para todos, crescimento sustentável e diálogo político”, diz o comunicado.

Do lado de Flávio, no evento desta terça, Baleia Rossi listou cinco razões para a escolha. Citou a expectativa de gastos públicos de melhor qualidade, com ênfase na área social, a valorização do agronegócio moderno, o fortalecimento de estados e municípios, o combate ao crime organizado com uso de tecnologia e a pacificação nacional, com defesa da democracia.

“E, por fim, um apelo à pacificação nacional. Nós precisamos pacificar esse país”, disse.

A ala favorável a Flávio ganhou força dentro do partido depois que nomes ligados a Lula perderam no primeiro turno. Renan Filho foi derrotado na disputa pelo governo de Alagoas, e Hana Ghassam, no Pará.

Na primeira etapa da eleição, o MDB não apoiou nenhum candidato ao Planalto e deixou os diretórios livres para definir alianças conforme a realidade local. O PT queria atrair a sigla para a coligação de Lula, mas, segundo integrantes do MDB, nunca houve negociação concreta.

O partido chegou a ocupar três ministérios de peso no atual governo. Simone Tebet comandou o planejamento antes de deixar o MDB e se filiar ao PSB; Renan Filho esteve nos Transportes, e Jader Filho, nas Cidades.

Além do MDB, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos declararam apoio a Flávio.

O PSD se manteve neutro, mas Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pela legenda, anunciou voto no senador.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Charles Vieira/Divulgação Flávio Bolsonaro e Ricardo Stuckert/Divulgação Lula