Mulher que invadiu zoológico é professora no DF e está afastada

Secretaria afirma que a docente cumpre licença desde o início do ano. Ela é suspeita de tentar tomar uma criança um dia após invasão no zoo

A mulher de 31 anos que invadiu o recinto dos elefantes no Zoológico de Brasília, no último sábado (11/7), e que tentou tomar uma criança de 8 anos da mãe, no domingo (12/7), é professora da rede pública do Distrito Federal. Servidora efetiva desde 2019, ela precisou ser afastada por questões de saúde no início do ano letivo de 2026.

Relembre o momento da invasão no zoológico:

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) informou que a docente foi afastada pela Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Samambaia (DF), desde o início deste ano, em razão de licença médica. Não há detalhes sobre o atual quadro de saúde da mulher.

A escola onde a mulher dava aula também não foi descrita pela Secretaria. O órgão confirmou apenas que, após o afastamento, outro docente foi nomeado para o cargo.

A pasta declarou ainda que, após tomar ciência da invasão no Zoológico de Brasília e da tentativa de tomar a criança, “iniciou a análise dos fatos para adoção de providências administrativas”.

Mais sobre o caso de invasão

Caso envolvendo criança

Um dia depois de invadir o recinto do animal, a mulher foi presa após tentar roubar uma criança de 8 anos de uma mãe, na QR 513 de Samambaia (DF).

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a mulher alegou ter recebido uma “providência divina” para resgatar o menino, pois acreditava que ele estaria sendo sequestrado pela própria mãe.

De acordo com a investigação policial, a mãe da criança estaria voltando de um estabelecimento comercial com o marido e o filho, em Samambaia, quando foi surpreendida pela mulher.

A suspeita teria descido de um carro e ido em direção ao menor, tentando colocá-lo à força dentro do automóvel.

A mãe da criança entrou em uma luta corporal com a suspeita ao tentar recuperar o filho. A autora chegou a se deitar no chão segurando o menino, se recusando a soltá-lo. Durante a confusão, ela dizia ser policial e afirmava ser a “mãe espiritual” da criança.

A Polícia Militar do DF (PMDF) foi acionada e encontrou a suspeita ainda no local. Os policiais informaram que a mulher apresentava comportamento alterado. Ela reforçou aos militares a versão de que estaria apenas atendendo a um “chamado divino”.

Devido ao estado psíquico alterado, a equipe policial conteve a mulher e a conduziu para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte). O veículo utilizado por ela foi apreendido durante a ocorrência, mas posteriormente liberado a outro responsável.

Apesar dos fatos citados pelas testemunhas, a 26ª DP não prendeu a mulher em flagrante. A PCDF informou que os elementos colhidos “evidenciam a necessidade de prévia e aprofundada aferição da capacidade de autodeterminação da conduzida ao tempo dos acontecimentos”.

Mulher busca internação

A irmã da suspeita, que terá o nome preservado dada a fase incipiente das investigações, confirmou que a mulher tentou tomar a criança. De acordo com a parente, a investigada está buscando atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia. “Estamos tentando internação para ela”, pontuou a irmã.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Reprodução