Projeto de lei restringe publicidade das bets para proteger saúde mental

A proposta está em análise no Senado, e propõe restrições severas à publicidade

O avanço do mercado de apostas em jogos de azar on-line, popularmente conhecidos como “bets”, está na mira do Congresso Nacional.

Está em análise no Senado o Projeto de Lei (PL) 2.470/2026, que propõe restrições severas à publicidade, ao patrocínio e ao design de produtos de apostas de alto risco.

A proposta é uma iniciativa da Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Saúde Mental e tem como autora a senadora Damares Alves (Republicanos). O objetivo central do texto é criar uma barreira de proteção para a saúde mental dos cidadãos, o bolso do consumidor e o orçamento das famílias.

O projeto também estabelece medidas para proteger grupos vulneráveis e classifica os riscos associados a diferentes tipos de jogos.

As possíveis consequências da proposta incluem a redução da exposição da população, especialmente de grupos vulneráveis, a estímulos comerciais que incentivam apostas. Além disso, limita a publicidade predatória e de práticas que exploram o sofrimento humano.

A proposta também estabelece limites à atuação das plataformas digitais e intermediários de mídia, com o cuidado de preservar a distinção entre publicidade comercial irregular e conteúdo jornalístico, acadêmico, parlamentar, artístico ou opinativo.

A intenção não é restringir o debate público sobre apostas, mas impedir a circulação de comunicação mercadológica destinada a estimular, reativar, fidelizar ou intensificar o comportamento de aposta em desacordo com a legislação.

Outro eixo da proposta é a criação de mecanismos de proteção efetiva aos usuários em risco. Alertas genéricos e mensagens padronizadas de “jogo responsável” não são suficientes quando a pessoa já apresenta comportamento compulsivo, perda crítica, superendividamento, sofrimento psíquico ou tentativa reiterada de recuperação de perdas.

Nessas hipóteses, segundo o projeto, a atuação regulatória deve exigir medidas concretas de contenção, como pausa obrigatória, bloqueio temporário, limitação de depósito e perda, bloqueio de marketing e interrupção de comunicações promocionais.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Seleção Brasileira perde por 2 x 1 da Noruega e é eliminada nas oitavas de final, como no mundial de 1990

A Seleção Brasileira foi eliminada neste domingo (5) nas oitavas de final da Copa do Mundo FIFA. A derrota por 2 x 1 para a Noruega marca a pior campanha do Brasil desde o mundial de 1990.

Há 36 anos, o Brasil também caiu nas oitavas, na ocasião para a seleção da Argentina, após derrota por 1 x 0. O mesmo resultado se deu em 1934.

duas vezes a amarelinha teve um pior desempenho em mundiais da FIFA, quando foi eliminada na fase de grupos em 1930 e 1966.

Com a eliminação deste domingo, a seleção bateu outro recorde negativo e ampliou para 28 anos o jejum sem títulos mundiais, superando a seca encerrada no tetra, em 1994, quando estava há 24 anos sem Copas do Mundo.

A próxima chance do Brasil será na Copa de 2030, que será realizada em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos. O ciclo também será comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que renovou o contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por mais quatro anos antes do torneio.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Artista de Ceilândia, de 56 anos, foi referência no rap, no grafite e no breaking e enfrentava um câncer

O rapper Rivas Alves, conhecido como Rivas Álibi e Kabala, morreu neste domingo (5), aos 56 anos. O artista enfrentava um câncer e teve a morte confirmada pela família nas redes sociais.

Rivas foi um dos maiores nomes da formação da cena hip-hop no Distrito Federal. Ligado a Ceilândia, atuou por mais de 4 décadas como rapper, grafiteiro e b-boy. Também integrou o grupo Álibi, um dos pioneiros do rap brasiliense, ao lado do irmão DJ Jamaika, morto em 2023.

Ele também foi um dos nomes ligados à Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika, espaço criado para preservar a memória do movimento, promover oficinas e valorizar artistas da cultura urbana. O local funciona próximo à estação Ceilândia Centro e se tornou ponto de encontro de artistas, educadores e coletivos da região.

Em entrevista ao projeto Peso 061, Rivas disse ter começado no hip-hop em bailes de funk e soul frequentados por jovens da periferia do DF no início dos anos 1980. Na época, segundo ele, o contato com a cultura hip-hop vinha principalmente pelos DJs, que conseguiam acessar lançamentos internacionais.

Nos últimos anos, Rivas também apresentava, ao lado de Rei, o Rap Total Podcast, dedicado à memória e aos debates sobre a cena musical de Brasília.

“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas! Rivas deixa um legado que vai além de sua arte e deixa lembranças, inspiração e a certeza de que seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória”, disse a família em nota.

Os familiares também agradeceram as mensagens de apoio recebidas durante o tratamento.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução

Bruno Guimarães só bateu três pênaltis na carreira antes de falhar na Copa

O pênalti que poderia ter decidido o destino do Brasil na Copa do Mundo foi batido por Bruno Guimarães, que jamais havia chutado uma penalidade com a camisa da seleção

O pênalti que poderia ter decidido o destino do Brasil na Copa do Mundo foi batido por Bruno Guimarães, que jamais havia chutado uma penalidade com a camisa da seleção. Mais do que isso, o volante do Newcastle tinha, até este domingo, apenas três pênaltis batidos na carreira — os dados só consideram situações durante jogo, não contam decisões após empates.

Bruno havia acertado os três pênaltis: dois pelo Newcastle na temporada 2025-26 da Premier League e um pelo Lyon, na temporada 2020-21 do Campeonato Francês.

Neste domingo, ele recebeu a bola das mãos de Vini Jr., correu com paradinha, chutou de chapa no lado direito do gol norueguês e viu a bola parar nas mãos do goleiro Orjan Nyland. O arqueiro norueguês nunca havia defendido um pênalti com a seleção. O duelo acabou 2 a 1 para os europeus.

A escolha de Bruno foi feita por Carlo Ancelotti, pelo bom aproveitamento do meio-campista nos treinos.

Fizemos uma estatística de um ano dos jogadores rivais e também dos nossos. O melhor era Neymar, Igor Thiago, Raphinha e depois, Bruno Guimarães. E depois, Martinelli. Escolhemos Bruno porque pensamos que era o melhor no campo. Carlo Ancelotti, técnico da seleção

O que a comissão técnica não levou em conta foi a experiência em situações de pressão — um jogo de oitavas de final de Copa do Mundo, por exemplo.

Vini Jr., o principal jogador do Brasil na Copa, tem 19 pênaltis na carreira, com 13 acertos e seus erros, dois deles na temporada que acabou em maio deste ano. Matheus Cunha, outro nome cotado para fazer a cobrança, tem 9 pênaltis no currículo, com sete acertos e dois erros.



Alô Valparaíso/* Com as informações do UOL | Foto: Canva