Jogos do Brasil na Copa provocam altos e baixos no consumo de energia

Quando partida começa, carga tem redução drástica

Seleção brasileira em campo na Copa do Mundo é praticamente sinônimo de economia de energia. Na última quarta-feira (24), quando Vini Júnior e companhia iniciaram a partida contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA), o consumo de energia elétrica aqui, no Brasil, despencou.

Às 19h, horário da partida, a demanda era de aproximadamente 90 mil megawatts (MW). Até o fim do primeiro tempo, às 19h53, o consumo caiu 9.058 MW. Essa redução é equivalente à soma das cargas médias dos estados do Rio de Janeiro e do Pará.

As informações constam no painel de monitoramento em tempo real do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O ONS é o órgão responsável pela coordenação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Cabe ao ONS, por exemplo, determinar o aumento de produção de energia ou a interrupção de geração em momentos de excesso no SIN.

A instituição é formada por representantes de empresas de geração, transmissão, distribuição, sob fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor.

Padrão Copa

Durante a Copa do Mundo, o ONS montou uma operação especial para acompanhar oscilações de consumo provocadas pela mobilização dos torcedores, de forma a identificar reduções e elevações repentinas.

Com o monitoramento, por exemplo, o órgão identifica as chamadas rampas de carga. Nos três jogos do Brasil na primeira fase, os dados mostraram o padrão de redução vertiginosa do consumo durante as partidas e subidas expressivas no intervalo e ao fim do jogo.

As oscilações começam antes mesmo do jogo. No dia do confronto com a Escócia, o ONS notou que, às 18h25, a carga de consumo estava em 98 mil MW, caindo 7 mil MW até o momento em que a bola rolou. Essa “economia” equivale à carga média de Minas Gerais.

Rampa recorde

Com o fim do primeiro tempo, o consumo dos brasileiros disparou 5,6 mil MW em nove minutos. Isso equivale à soma das cargas médias dos estados de Santa Catarina e Mato Grosso.

De acordo com o ONS, esse foi o maior valor de rampa de elevação de carga em intervalos de jogos do Brasil em relação às últimas três Copas do Mundo.

Com o reinício da disputa, a demanda despencou novamente e atingiu o menor nível (78.236 MW) às 20h59, três minutos antes do fim da partida.

Decretada a classificação da seleção como líder do grupo C da Copa do Mundo, os brasileiros aqui no país fizeram o consumo subir 8.546 MW em aproximadamente 18 minutos. Esse incremento equivale à soma da carga média do Paraná e da Bahia.

Olho em grandes eventos

O ONS assinala que o monitoramento em tempo real evidencia como eventos de grande audiência impactam diretamente o consumo de energia elétrica no país, exigindo planejamento e resposta ágil da operação.

O diretor-geral do órgão, Marcio Rea, ressalta que o ONS tem a missão de coordenar um sistema elétrico de dimensões continentais.

“Da sala de casa às festas de rua, todos estes comportamentos influenciam nossa operação”, diz.

Na próxima segunda-feira, a seleção enfrenta o Japão às 14h, em Houston (EUA).

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Polícia resgata animais em situação de maus-tratos e prende responsáveis

A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Proteção Animal (GPA) de Goiânia – 1ª DRP, deflagrou, na quarta-feira (24/06), a Operação Filantropia de Fachada, em uma ação conjunta com a Polícia Técnico-Científica, a Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma) e a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic).

A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento. No dia 24/06/2026, em continuidade à investigação, a equipe policial foi até o local, resultando na autuação em flagrante de um homem e uma mulher responsáveis pelo estabelecimento.

Maus-tratos

No local, foi constatada uma situação grave de maus-tratos contra os cães e felinos, sendo encontrados 14 cães e 9 gatos em completa situação de maus-tratos, e no momento da abordagem foi encontrado um gato morto dentro de uma gaiola junto aos animais vivos.

Devido ao estado crítico de saúde dos animais, e à omissão deliberada e extrema dos responsáveis, cinco cães e dois gatos que estavam em estado crítico precisaram ser internados às pressas na Upavet, mas, infelizmente, um dos cães não resistiu e morreu logo após dar entrada na unidade, os demais animais em melhor estado ficaram sob a responsabilidade da Amma. No local, ainda foi encontrada uma ave silvestre em desacordo com a lei.

A perícia técnica confirmou a ocorrência dos crimes e os dois responsáveis foram presos em flagrante, pelos crimes de maus-tratos qualificado pela espécie canina e felina, e majorado pelo resultado morte, e ainda por manter um animal silvestre em sua guarda sem autorização legal.

Polícia resgata animais em situação de maus-tratos e prende responsáveis
A força-tarefa, foi iniciada em virtude de uma ocorrência registrada no Grupo de Proteção Animal, cuja investigação já estava em andamento (Foto: PC)

Alô Valparaíso/* Com as informações da SSP-GO | Foto: PCGO

Bolsonaro apresenta picos de pressão alta, diz boletim médico

Relatório enviado ao STF indica sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Os episódios foram controlados com doses extras da medicação em uso.

O relatório informa ainda que o tratamento para os casos recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.

Os pulmões de Bolsonaro ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano.

O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente, de 71 anos, passou a cumprir prisão domiciliar.

O relatório médico anterior, divulgado na sexta-feira (19), apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço. Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele boletim.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. No fim de março, ele obteve autorização para permanecer em prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Justiça mantém prisão de Oruam após defesa citar tuberculose

Juíza negou o pedido de revogação da prisão preventiva e determinou avaliação médica caso o rapper, considerado foragido, seja preso

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, para revogar a prisão preventiva. Os advogados alegaram que ele enfrenta um quadro grave de tuberculose pulmonar, mas a decisão manteve o mandado de prisão contra o rapper, que é considerado foragido.

Segundo a defesa, Oruam perdeu cerca de 5 kg no último mês, sofre com tosse crônica, apresenta lesões nos pulmões e perda de massa muscular. Os advogados também afirmaram que um dos laudos médicos recomenda isolamento durante o tratamento para evitar a transmissão da doença.

Na decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que os fundamentos que justificaram a prisão preventiva continuam válidos, principalmente porque Oruam permanece foragido.

Segundo a magistrada, os laudos médicos apresentados pela defesa não são suficientes para revogar a prisão, já que os documentos não foram produzidos por um órgão oficial do Estado. Ela também afirmou que a defesa não apresentou provas de que o sistema prisional não teria condições de oferecer o tratamento necessário ao rapper.

Caso Oruam se entregue ou seja preso, a juíza determinou que ele seja encaminhado imediatamente ao sistema médico-hospitalar prisional. Uma equipe deverá avaliar seu estado de saúde e informar à Justiça quais são as condições de tratamento e se a estrutura disponível é adequada para atendê-lo.

A decisão também rejeita outros argumentos da defesa, como o de que todas as testemunhas já foram ouvidas e o de que um laudo pericial não comprovou de forma conclusiva a violação da tornozeleira eletrônica. Para a juíza, o fato de Oruam continuar foragido mostra que medidas alternativas à prisão não seriam suficientes neste momento.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: PCRJ/Divulgação