Veritá: Flávio Bolsonaro tem 51,1% dos votos válidos, e Lula, 48,9% no 2º turno

Pesquisa ouviu 15.554 eleitores entre 12 e 16 de outubro; levantamento tem margem de erro de 1 ponto percentual

Pesquisa eleitoral divulgada neste sábado (17) pelo Instituto Veritá sobre as intenções de voto para a Presidência da República mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,1% dos votos válidos no 2º turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,9%.

Levando em consideração as intenções de voto totais (com os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos), Flávio tem 49,7%, enquanto Lula soma 47,7%. Nesse cenário, há empate técnico entre os dois. Veja:

A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 16 de outubro, com as entrevistas de 15.554 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01107/2026.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

Papa Leão XIV retorna ao Vaticano quatro dias após cirurgia de câncer

Pontífice estava internado no Hospital Gemelli desde terça-feira (13), quando passou por uma operação para remover nódulo no pulmão

O papa Leão XIV deixou o Hospital Gemelli neste sábado (17), após receber alta da equipe médica que o acompanhava. O pontífice foi liberado quatro dias após ter sido submetido a uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão.

Após a saída, o papa entrou em um carro e partiu em direção ao Vaticano.

O papa americano foi internado no hospital na terça-feira (13), onde os médicos removeram um nódulo que foi diagnosticado como adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão.

A alta de Leão já era prevista pelo Vaticano e pela equipe pelo seu acompanhamento.

“Após os exames de sangue e a radiografia de tórax realizados esta manhã, e após avaliação de seu estado clínico, o Santo Padre foi considerado apto para receber alta”, disseram seus médicos, Dr. Luigi Carbone e Prof. Stefano Margaritora mais cedo neste sábado (17).

O pontífice ainda deverá proferir a tradicional bênção de domingo de uma janela com vista para a Praça de São Pedro, uma semana depois de ter dito à multidão que precisaria de uma cirurgia.

Os médicos do papa afirmaram que a cirurgia foi concluída com sucesso, sem complicações. Eles ainda não divulgaram o tamanho do tumor nem se a doença se espalhou para os linfonodos próximos, fatores essenciais para determinar o prognóstico.

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Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 170 milhões neste domingo

Apostas podem ser feitas até às 22h de sábado

A Mega-Sena sorteia neste domingo (18) prêmio estimado em R$ 170 milhões. As seis dezenas do concurso 3.071 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (17) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números 19 – 27 – 29 – 43 – 54 – 60 e nenhum apostador acertou as seis dezenas. 

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Do ‘Exército do Lula’ à ‘Tropa do Flávio’: como canais de WhatsApp viraram ferramentas políticas

Com milhões de seguidores, grupos mobilizam apoiadores e ampliam a circulação de mensagens a uma semana do segundo turno

Com mais de 4,8 milhões de seguidores, o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, idealizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e a “Tropa do Flávio”, que reúne mais de 1,7 milhão de seguidores, mostram o alcance dessas ferramentas na disputa presidencial. Além de mobilizar apoiadores, os canais levantam questões sobre a circulação de desinformação e os limites da atuação da Justiça Eleitoral, como mostrou a suspensão e posterior reativação do canal ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os grupos permitem distribuir mensagens em larga escala, mas o número de seguidores não indica quantos eleitores podem ser convencidos a mudar de voto. Especialistas apontam que essas ferramentas são especialmente úteis para mobilizar quem já se identifica com um candidato, enquanto a capacidade de alcançar indecisos é mais difícil de medir.

Mobilização

Nos canais de transmissão, apenas os administradores publicam conteúdos, como textos, vídeos, áudios e links. Os seguidores podem reagir às publicações, mas não trocam mensagens entre si, como ocorre nos grupos tradicionais do WhatsApp.

Para o cientista político Leandro Gabiati, a principal força dessas ferramentas está na possibilidade de transformar apoiadores em agentes de divulgação de uma candidatura.

“Diferentemente da propaganda tradicional, na qual o eleitor é predominantemente receptor da mensagem, as plataformas permitem que ele participe diretamente da circulação de conteúdos, do debate, da defesa de candidatos e da mobilização de outros eleitores”, explica.

Segundo o especialista, o WhatsApp também permite organizar essa mobilização sem os custos econômicos e logísticos de outras formas de campanha. O efeito eleitoral, porém, não pode ser medido apenas pelo volume de seguidores ou de publicações.

Alcance não significa votos

Gabiati distingue o engajamento de eleitores já identificados com um candidato da capacidade de convencer quem ainda não decidiu o voto.

“Isso pode fortalecer a identidade política, ampliar o engajamento e ajudar a organizar os apoiadores. Entretanto, é importante distinguir entre mobilização e conversão eleitoral: os grupos de WhatsApp são particularmente eficazes para ativar pessoas que já possuem alguma identificação política, mas sua capacidade de conquistar eleitores indecisos é mais difícil de mensurar”, afirma.

O compartilhamento de mensagens por familiares, amigos e conhecidos pode ampliar a circulação de conteúdos em redes de confiança. Isso, no entanto, não permite concluir que cada novo compartilhamento represente um eleitor convencido ou que o alcance de uma publicação resulte em votos.

Justiça Eleitoral

O canal “Exército do Lula” voltou ao ar após decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques. A suspensão anterior levou a uma disputa sobre as regras aplicáveis aos canais políticos, incluindo a discussão sobre a necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

Para o advogado eleitoral Getúlio Immich da Silva, a restrição desses espaços precisa considerar irregularidades concretas e a proporcionalidade da medida, sem tratar o alcance ou o posicionamento político como motivos suficientes para uma suspensão.

“O limite está justamente aí: uma restrição ampla não pode ser adotada apenas porque o canal tem grande alcance, adota posição política clara ou divulga conteúdo controverso”, explica.

Segundo o advogado, a análise deve considerar a função efetiva do canal, sua relação com a campanha e a gravidade da possível irregularidade.

“O episódio não cria uma regra de que todo canal de apoiadores precise ser registrado ou de que a Justiça Eleitoral possa suspender livremente canais de grande alcance. Ele mostra que a análise depende da função real daquele canal, do vínculo que possui com a campanha, da natureza da irregularidade apontada e da proporcionalidade da medida adotada”, conclui.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/WhatsApp