Caiado aposta em resultados de Goiás para se apresentar ao Brasil na TV

Com o terceiro maior tempo entre os candidatos à Presidência, a campanha do PSD pretende explorar legado do ex-governador

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será um dos principais palcos para Ronaldo Caiado (PSD) apresentar sua candidatura à Presidência da República ao eleitorado nacional.

Com 2 minutos e 2 segundos em cada bloco de propaganda em rede, o ex-governador de Goiás terá o terceiro maior tempo entre os candidatos, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 5 minutos e 31 segundos, e Flávio Bolsonaro (PL), com 4 minutos e 20 segundos.

O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa em 28 de agosto e será veiculado até 1º de outubro, conforme o calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Mais do que apresentar propostas, a estratégia da campanha de Caiado será utilizar os programas para transformar a experiência administrativa do candidato em uma espécie de cartão de visitas nacional. A ideia foi detalhada pelo coordenador-geral da campanha, Adriano da Rocha Lima, em conversa com o portal R7 nesta sexta-feira (21).

Segundo ele, a comunicação partirá da trajetória de Caiado à frente do governo de Goiás e dos resultados que a campanha atribui às duas gestões do ex-governador. Segurança pública, educação, saúde, equilíbrio fiscal e transformação digital serão os principais eixos explorados na propaganda.

“Caiado saiu do governo com índices muito altos de aprovação. Na gestão, Goiás avançou especialmente em segurança pública, educação, saúde, equilíbrio fiscal e transformação digital”, afirmou Adriano.

A segurança pública deverá ocupar espaço relevante na narrativa eleitoral. A campanha pretende apresentar os resultados obtidos em Goiás como uma demonstração prática da capacidade de Caiado para enfrentar um dos temas que estarão no centro da disputa presidencial.

A educação também será utilizada como vitrine. Adriano cita a posição alcançada por Goiás no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), além da regionalização da saúde, com a ampliação da rede de hospitais e policlínicas no interior do Estado. A digitalização dos serviços públicos e da área da saúde também deverá aparecer nos programas.

“É a partir dessas realizações que queremos apresentar Caiado ao Brasil, não como um candidato de teses, mas como alguém que mostra o que já fez e, a partir disso, apresenta propostas estruturadas para o país, principalmente em segurança e saúde”, disse o coordenador.

Comparação sem ataque pessoal

A estratégia definida pela campanha também indica que Caiado deverá se posicionar em relação aos dois candidatos que terão mais tempo de televisão: Lula e Flávio Bolsonaro. Adriano, porém, nega que exista uma orientação específica para intensificar ataques contra Flávio.

A explicação ganha importância diante da recente mudança na equipe de comunicação da campanha e das discussões internas sobre a forma como o candidato deveria se posicionar em relação ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com Adriano, a orientação não é estabelecer uma campanha baseada em ataques, mas colocar diferentes trajetórias políticas e administrativas diante do eleitor.

“Naturalmente, ao mostrar trajetória, experiência e resultados, surgem diferenças em relação a Flávio, assim como existem diferenças profundas em relação a Lula, de quem Caiado é adversário histórico. Mas nunca houve uma estratégia de ‘atacar mais’ ou ‘atacar menos’ Flávio”, afirmou.

A campanha pretende, portanto, construir a imagem de Caiado a partir do que considera resultados concretos de sua passagem pelo governo de Goiás. A comparação com os adversários deverá aparecer como consequência dessa apresentação, e não necessariamente como eixo central da comunicação.

“A estratégia é apresentar Caiado e permitir que o eleitor compare trajetórias, resultados e propostas. As diferenças serão apontadas com base em fatos, nunca em ataques pessoais, fake news ou oportunismo. É assim que a campanha está sendo pautada e continuará”, declarou Adriano.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto:  Lula Marques/ Agência Brasil

Voos de drones terão restrição temporária na área do Desfile de 7 de Setembro 

Medida será aplicada em 29 de agosto e em 7 de setembro, da 0h às 18h; orientação é destinada a pilotos e proprietários de aeronaves não tripuladas

Pilotos e proprietários de drones devem ficar atentos às restrições temporárias de voo previstas para a área do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília. Nos dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h, será estabelecida uma Zona de Restrição de Voo, conhecida pela sigla FRZ (Flight Restriction Zone), na região destinada ao evento.

Durante os períodos de restrição, ficam proibidos os voos de aeronaves não tripuladas na área delimitada, com exceção dos equipamentos pertencentes aos órgãos de segurança pública e às demais instituições previamente autorizadas. A medida faz parte dos procedimentos de segurança adotados para a realização do evento e busca reduzir riscos para o público, autoridades, equipes que trabalham na área e demais operações realizadas no espaço aéreo. 

Área de restrição

A Zona de Restrição de Voo abrange a área destinada ao desfile cívico-militar e seu entorno imediato, conforme delimitação definida para a operação de segurança. Antes de operar um drone nas datas previstas, o piloto deve verificar se o local pretendido está inserido na área restrita e observar as determinações estabelecidas para o período. 

A proibição alcança os voos recreativos e profissionais que não tenham autorização específica. Equipamentos utilizados por órgãos de segurança pública e instituições previamente autorizadas poderão operar conforme as regras estabelecidas para a atividade.

Voos não autorizados podem gerar sanções

A realização de voos em desacordo com as restrições poderá resultar na adoção de medidas de mitigação e na aplicação das sanções administrativas, civis e penais previstas na legislação.

As normas relacionadas à operação de drones envolvem diferentes responsabilidades, desde o cumprimento das regras de tráfego aéreo até cuidados para não colocar em risco pessoas, bens, aeronaves ou a própria segurança pública.

Regras
Entre as legislações aplicáveis estão o Código Brasileiro de Aeronáutica, normas específicas sobre aeronaves não tripuladas e dispositivos relacionados às responsabilidades civil e penal decorrentes de operações irregulares.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) atua nas questões relacionadas ao acesso e uso do espaço aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras para a operação das aeronaves, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atua na regulamentação dos equipamentos de radiofrequência.

Em áreas ou situações relacionadas à segurança presidencial, também são adotados procedimentos específicos coordenados pela Presidência da República, em articulação com os demais órgãos envolvidos na segurança do evento. Por isso, além das regras gerais aplicáveis à utilização de drones, o operador deve observar restrições temporárias estabelecidas para determinadas regiões, datas e eventos.

Serviço:
⇒ Restrição temporária para voos de drones;
⇒ Dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h;
⇒ Local: área delimitada para o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília. 

Piloto deve verificar se o espaço onde desejar sobrevoar com o drone está inserido na área restrita | Foto: Divulgação 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto:  Divulgação

Familiares de pessoas desaparecidas podem fazer coleta de DNA no DF

Disponível entre segunda-feira (24) e sexta (28), procedimento integra mobilização nacional e permite o cruzamento do material genético com bancos distrital e nacional

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fazer a coleta de material genético no Distrito Federal entre esta segunda (24) e sexta-feira (28), como parte da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas. No DF, o atendimento será feito pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), das 8h às 18h.

A iniciativa integra a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. A coleta de DNA de familiares é uma das estratégias utilizadas para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas em todo o país.

As amostras coletadas são processadas, e os resultados obtidos são inseridos nos bancos do instituto e no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A partir daí, o material passa por cruzamentos com perfis de pessoas vivas e de pessoas falecidas ainda não identificadas.

O material colhido é exclusivo para fins de localização de pessoas desaparecidas, não sendo compartilhado para nenhum outro tipo de pesquisa, como criminal. Mesmo quando não há identificação imediata, o perfil permanece cadastrado e continua sendo comparado automaticamente a cada atualização das bases de dados.

Quem pode fazer a coleta

A recomendação é que, sempre que possível, sejam coletadas amostras de pelo menos dois familiares da pessoa desaparecida. Preferencialmente, podem participar mãe e pai biológicos, filhos biológicos — juntamente com o outro genitor desses filhos — e irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe da pessoa desaparecida.

Na ausência desses parentes, outras possibilidades podem ser avaliadas individualmente pelos especialistas do IPDNA, de acordo com a composição familiar disponível.

Caso seja identificada uma pessoa viva, a família será comunicada oficialmente pelo IPDNA em conjunto com a delegacia responsável pela ocorrência. Se a correspondência genética resultar na identificação de uma pessoa falecida, a comunicação também será feita pelo instituto e pela unidade policial responsável, que orientarão a família sobre os procedimentos legais.

Quando não houver correspondência imediata, o perfil permanecerá nas bases e continuará sendo confrontado com novos registros incluídos posteriormente.

Procedimento

A coleta de DNA é simples e não exige jejum. Na maior parte dos casos, é feita com um suabe, semelhante a um cotonete, ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha para retirar células da mucosa oral. Eventualmente, poderá ser utilizada uma gota de sangue retirada do dedo.

Em determinadas situações, também poderão ser avaliados objetos de uso da própria pessoa desaparecida que contenham material biológico, como escova de dentes ou dentes de leite preservados pela família. A possibilidade de aproveitamento desses itens depende das condições do material e será analisada pelos peritos.

No dia da coleta, os familiares devem apresentar documento de identificação, eventuais documentos da pessoa desaparecida e o memorando de solicitação de coleta fornecido pela delegacia, com referência à ocorrência de desaparecimento, ou o próprio boletim de ocorrência. Menores de idade e familiares com limitações de compreensão ou entendimento deverão estar acompanhados pelo responsável legal.

A orientação nacional também prevê a apresentação das informações do boletim de ocorrência do desaparecimento e, sempre que possível, uma cópia do documento. 

O agendamento será feito preferencialmente pelas delegacias de polícia diretamente com o IPDNA. Os familiares também podem entrar em contato pelos telefones (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370, pelo e-mail ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br ou pelo telefone e WhatsApp específico para assuntos relacionados a pessoas desaparecidas, (61) 98253-8016.

Serviço

► Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas — coleta de DNA de familiares
→ Data: de 24 a 28 deste mês, das 8h às 18h
→ Local: Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA)
→ Agendamento: preferencialmente por meio da delegacia responsável pela ocorrência.
→ Mais informações: telefones (61) 3207-4362 e 3207-4370, WhatsApp (61) 98253-8016 e e-mail ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br.

Após a coleta, amostras são processadas e têm os resultados inseridos no banco do Instituto de Pesquisa de DNA Forense | Foto: Divulgação



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto:  Divulgação

Saiba como proteger pesca e aquicultura de efeitos do El Niño

Fenômeno começou em junho e deve durar até março de 2027

Seca e calor intenso nas regiões Norte e Nordeste, temporais e frio no Sul do país são alguns dos efeitos do El Niño, que começou no mês de junho e deve durar até março de 2027.

O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares.

A pesca e a aquicultura são atividades vulneráveis aos efeitos do El Niño já que são afetadas diretamente pelas mudanças no regime de chuvas.

Quando as precipitações são abaixo da média, os níveis dos rios diminuem e isso afeta a navegação, a reprodução das espécies, o abastecimento de água e dificulta o acesso às comunidades. Quando acima da média, as chuvas aumentam o risco de enchentes e os danos às estruturas de produção do setor.

De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o planejamento e busca ativa por informações são aliados dos profissionais e municípios que precisam enfrentar esses desafios. Mas, para isso, é preciso trabalho coletivo, alerta o órgão.

“A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas”, destaca o ministério em nota.

Entre as recomendações para os próximos meses estão:

acompanhar as informações meteorológicas e hidrológicas oficiais;

– manter a comunicação com outros pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas;

– acompanhar as condições da água, como temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros em tanques e represas.

De acordo com o informe do MPA, também é importante conhecer as características de cada território para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.

Em casos de danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou mortalidade de peixes é necessário registrar ocorrência por meio do canal Fala.BR.

“Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes”, acrescenta o informe do Ministério da Pesca e Aquicultura.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto:  Paulo Pinto/Agência Brasil