Lula celebra trajetória pessoal e promete avançar; Flávio fala do pai e foca discurso na segurança

Na largada da campanha, petista e candidato do PL reafirmam contrapontos em projetos

No primeiro dia oficial de campanha à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram atos de largada com tons e focos que acentuam as diferenças programáticas das duas chapas.

Em São Bernardo do Campo (SP), Lula escolheu o estádio 1º de Maio, palco das greves de 1979, para celebrar a própria trajetória pessoal, ligada à história do PT e do movimento sindical do ABC.

Com camisa branca, calça caqui e chapéu Panamá, ele prometeu avançar com propostas para a educação, segurança e economia.

Já em Copacabana (RJ), Flávio chegou ao trio elétrico com camiseta verde-amarela e ao som de funk e músicas sertanejas. Ele dedicou boa parte do discurso ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe, e, em um tom duro e bastante crítico ao governo petista, concentrou as propostas no combate ao crime organizado.

Estádio lotado

Diante de uma plateia estimada em 20 mil pessoas e outras 20 mil simultâneas pelo YouTube, Lula relembrou o próprio surgimento como liderança sindical no mesmo estádio, em 1979, quando discursava sem palco, microfone ou megafone.

Relembrou o tratamento de radioterapia por um câncer de pele na cabeça, tirando o chapéu em saudação ao público, e fez um tributo emocionado à mãe, dona Lindu, morta em 1980 enquanto ele estava preso, além de um recado às mulheres presentes: “Levantem a cabeça, porque Deus fez a gente igual.”

Na parte voltada ao próximo mandato, o candidato à reeleição prometeu ampliar a escola em tempo integral, defendeu a industrialização de minérios e terras raras em solo brasileiro diante da disputa entre Estados Unidos e China sobre o segmento. Na parte mais dura, atribuiu à direita a responsabilidade por “400 mil mortes” durante a pandemia de Covid-19.

Bera da praia

Em Copacabana, Flávio chegou ao evento por volta das 11h, ao lado do vice Alfredo Gaspar, da mulher, Fernanda, e da mãe, Rogéria Bolsonaro, com colete à prova de balas e camiseta estampada “meu partido é o Brasil”.

Ao discursar, inverteu a narrativa sobre o papel do pai na democracia brasileira: “Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia. Muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura do crime de uma vez por todas”, disse, puxando com a plateia o coro “Volta, Bolsonaro!”.

O discurso teve a segurança pública como eixo central. Flávio prometeu tratar PCC, Comando Vermelho e milícias como “organizações terroristas”, criticou a perda de soberania do cidadão comum sobre o próprio celular, a casa e a rua diante do crime, e usou o tema até para criticar a crise comercial entre Lula e o presidente americano Donald Trump. Defendeu ainda penas mais duras, incluindo castração química para abusadores de mulheres e crianças e redução da maioridade penal para estupradores de 16 anos.

Soberania nacional

O termo “soberania” atravessou os dois discursos com sentidos opostos. Lula tratou do tema no plano nacional, ligado à exploração de minérios diante de potências estrangeiras; Flávio usou a palavra no plano individual, como a capacidade do cidadão de se proteger do crime organizado.

Flávio também atacou o custo de vida, citando produtos que, segundo ele, encolheram de tamanho sem baixar de preço, e acusou o governo de transformar lucro de estatais em prejuízo bilionário, dizendo que “a corrupção e o roubo do INSS chegaram dentro do gabinete do presidente da República”, numa referência ao filho de Lula, Fábio Luís, o Lulinha.

Antes de discursar, Flávio viu passar pelo palco aliados como o senador Carlos Jordy, que defendeu evitar “outros quatro Alexandre de Moraes” no STF, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que convocou apoiadores para um novo ato em 7 de setembro.

Em São Bernardo, Lula foi antecedido por discursos de Paulo Pimenta, Gleisi Hoffmann e Simone Tebet, entre outros, além da primeira-dama Janja e da candidata ao Senado Benedita da Silva, ambas em tom de aceno ao eleitorado feminino.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert e Vittor Sales

Brasil faz história e leva dois ouros no Mundial de ginástica rítmica

Conquistas inéditas foram nas finais das cinco bolas e na série mista

A ginástica rítmica do Brasil fez história neste domingo (16) e conquistou duas inéditas medalhas de ouro no Campeonato Mundial da modalidade, realizado em Frankfurt, na Alemanha.

O primeiro ouro veio na exibição com cinco bolas, e o segundo, na chamada série mista, em que as atletas se apresentam com três arcos e duas maças ─ instrumento parecido com um pino de boliche.

O conjunto é formado pela paulista Nicole Pírcio, a capixaba Sofia Madeira, as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves, a amazonense Maria Paula Caminha e a alagoana Maria Eduarda Arakaki, capitã do sexteto. Das seis ginastas da equipe, cinco vão para o tablado e uma fica como reserva.

Nas cinco bolas, as Leoas (apelido da equipe brasileira) executaram uma série sem erros e alcançaram 29.450 de nota. As avaliações levam em conta grau de dificuldade, execução e composição artística.

O desempenho ao som de Feeling Good, de Michael Buble, superou os 29.250 atingidos no Campeonato Pan-Americano, em junho, no Rio de Janeiro, que era a maior pontuação do mundo no ano.

O Brasil deixou para trás simplesmente os dois últimos campeões olímpicos: China, medalhista de prata, com 28.900 de nota; e Bulgária, de bronze, com 28.400. É a primeira vez que um país das Américas foi ao topo do pódio nesse tipo de prova no Mundial.

“Nós aprendemos a acreditar que era possível. Primeiro, sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto. Não aconteceu de um dia para o outro. Foram anos de trabalho, erros, acertos, lágrimas, renúncias e muita persistência”, celebrou Camila Ferezin, técnica do conjunto, à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

Horas depois do ouro nas cinco bolas, as brasileiras retornaram ao tablado para a final da série mista, prova em que foram medalhistas de prata no Mundial do ano passado, no Rio. No embalo de Abracadabra, de Lady Gaga, as Leoas cravaram outra apresentação perfeita, com nota 29.450.

A Espanha, campeã geral no sábado (15), teve 29.050 de pontuação e ficou em segundo, seguida pela Bulgária (28.750).

“Éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer. Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos”, emendou Camila.

Quadro de medalhas do Mundial de Frankfurt

PaísOurosPratasBronzesTotal
Alemanha3014
Brasil2013
Bulgária1326
Rússia1135
Espanha1102
Ucrânia1102
China0112
Itália0112
Japão0101
Fonte: World Gymnastics

Todas as medalhistas do Mundial de GR

Conjunto geral
1 – Espanha – 57,450 pontos
2 – Japão – 56,700
3 – Brasil – 55,500

Conjunto simples (cinco bolas)
1 – Brasil – 29,450
2 – China – 28,900
3 – Bulgária – 28,400

Conjunto misto (três arcos e dois pares de maças)
1 – Brasil – 29,450
2 – Espanha – 29,050
3 – Bulgária – 28,750

Individual geral
1 – Darja Varfolomeev (Alemanha) – 119,500
2 – Stiliana Nikolova (Bulgária) – 117,600
3 – Sofia Raffaeli (Itália) – 117,550

Arco individual
1 – Taisiia Onofriichuk (Ucrânia) – 30,700
2 – Sofia Raffaeli (Itália) – 30,500
3 – Darja Varfolomeev (Alemanha) – 30,400

Bola individual
1 – Darja Varfolomeev (Alemanha) – 30,350
2 – Sofiia Ilteriakova (Rússia) – 29,800
3 – Mariia Borisova (Rússia) – 29,150

Maças individual
1 – Stiliana Nikolova (Bulgária) – 30,150
2 – Taisiia Onofriichuk (Ucrânia) – 30,050
3 – Mariia Borisova (Rússia) – 30,050

Fita individual
1 – Darja Varfolomeev (Alemanha) – 30,500
2 – Stiliana Nikolova (Bulgária) – 30,450
3 – Mariia Borisova (Rússia) – 29,900

Equipe (conjunto + individual)
1 – Rússia – 278,300
2 – Bulgária – 276,050
3 – China – 275,400



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Caiado dá largada à campanha presidencial pelo Entorno do DF e aposta em legado de Goiás

Ex-governador iniciou corrida ao Palácio do Planalto com carreata em Águas Lindas de Goiás e depois a caravana passa por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental.

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, deu início oficialmente à campanha eleitoral neste domingo (16) com uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal.

A largada ocorreu em Águas Lindas de Goiás, a maior cidade da região, e marca o início de uma agenda que vai percorrer seis municípios goianos próximos à capital federal.

Depois de Águas Lindas, a caravana passa por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental. O primeiro dia de campanha termina em Luziânia, onde está previsto um comício no fim da tarde.

Em entrevista concedida no início da campanha, o ex-governador explicou que decidiu começar a caminhada eleitoral pela região para apresentar aos eleitores resultados que, segundo ele, foram alcançados durante os dois mandatos à frente do governo de Goiás.

Caiado citou especialmente ações nas áreas de segurança pública, saúde, educação e programas sociais.

“O que eu vou apresentar na campanha é exatamente o que eu posso mostrar aqui no estado de Goiás como realizado”, afirmou o candidato. A estratégia é transformar a experiência administrativa em uma espécie de cartão de visitas para as propostas que pretende levar ao governo federal.

A segurança pública ocupa lugar central na escolha do Entorno. Durante a entrevista, Caiado destacou que a região apresentava índices elevados de violência quando assumiu o governo de Goiás e afirmou que, atualmente, o território estaria “recuperado”. A segurança é uma das principais bandeiras da candidatura ao Palácio do Planalto.

A largada também expôs uma divisão de tarefas dentro da própria chapa. O presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, não acompanhou Caiado em Goiás.

O ex-prefeito de São Paulo permaneceu no estado para coordenar o início da campanha paulista, considerado estratégico por concentrar o maior colégio eleitoral do Brasil.

Caiado minimizou a ausência do vice e negou qualquer crise na campanha. Segundo ele, Kassab deverá atuar em diferentes estados ao longo da disputa, enquanto o candidato a presidente também percorrerá outras regiões do país. “Kassab fica o dia todo em São Paulo e eu aqui”, afirmou.

A estratégia permite que os dois principais nomes da chapa estejam, desde o primeiro dia, atuando em frentes distintas: Caiado busca transformar sua experiência como governador em discurso nacional a partir de Goiás, enquanto Kassab concentra esforços em São Paulo, território fundamental para a disputa presidencial.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Bruno Varani/PSD

Mega-sena acumula para R$ 45 milhões; confira os números

Cinco acertos renderam R$ 89 mil a 22 apostadores

O prêmio da Mega-Sena acumulou para R$ 45 milhões na manhã deste domingo (16), segundo a Caixa Econômica Federal. 

Os números sorteados no Concurso 3045 foram 23, 29, 33, 42, 43 e 57. 

Um total de 22 apostas conseguiu acertar cinco dezenas e levou o prêmio de R$ R$ 89.393,18. Mais 2.912 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.113,23.

Novas apostas podem ser feitas até as 19h de terça-feira (18). Às 20h, ocorrerá o sorteio no Espaço da Sorte, em São Paulo.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil