“Caí no golpe do Pix, e agora?”: Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger

Com o aumento das compras online durante as promoções da data, especialista da UNIASSELVI detalha os principais golpes, o uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e as formas de recuperar o dinheiro

Todo consumidor que aproveita as promoções do Dia do Cliente (15 de setembro) para fazer compras online precisa reforçar a atenção com as finanças digitais. O aquecimento do comércio eletrônico vem acompanhado de um salto nas tentativas de fraudes e abordagens de engenharia social. Para orientar a população e promover a cidadania digital, a UNIASSELVI preparou um guia prático sobre como prevenir e agir diante dos novos golpes envolvendo o Pix.

Kamila Mendes, advogada especialista em Direito do Consumidor e professora do curso de Direito da UNIASSELVI, aponta que o avanço dos pagamentos instantâneos exige novos hábitos de segurança no dia a dia. “Com o avanço do Pix e dos pagamentos digitais, o consumidor precisa redobrar os cuidados com a segurança das suas informações. É importante conferir o nome do destinatário antes de realizar qualquer transferência, não compartilhar senhas, códigos ou dados bancários e desconfiar de links, mensagens e contatos suspeitos. Também é fundamental manter os aplicativos e dispositivos atualizados e utilizar os mecanismos de segurança oferecidos pelos bancos”, alerta a especialista.

Golpes com Inteligência Artificial

A evolução tecnológica trouxe camadas extras de sofisticação para os crimes virtuais. Recursos como deepfakes e clonagem de voz permitem que golpistas simulem conversas reais com alta precisão.

“A inteligência artificial permite reproduzir a voz, a imagem e até a forma de falar de uma pessoa. Com isso, o criminoso pode se passar por um familiar, amigo, funcionário de banco ou até mesmo por uma autoridade. Por isso, atualmente não basta confiar apenas na voz ou na imagem: é necessário confirmar a identidade por outro meio antes de realizar qualquer pagamento”, explica Kamila.

Principais fraudes em circulação

Entre as abordagens mais frequentes no comércio eletrônico e nas redes sociais estão:

Como agir e canais de recuperação

Ao identificar uma fraude, a agilidade do consumidor é vital para tentar reaver o valor pago. A orientação principal é contatar imediatamente o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada pelo Banco Central para bloquear e recuperar valores em transações fraudulentas via Pix.

Além do acionamento bancário, o consumidor deve registrar o Boletim de Ocorrência e guardar todas as provas disponíveis, como comprovantes de transferência, capturas de tela (prints) de conversas, números de telefone, e-mails e links de anúncios falsos.

Sobre a responsabilidade das instituições financeiras em transferências feitas voluntariamente pela vítima, Kamila esclarece os limites jurídicos.

“É necessário analisar cada caso concreto, verificando se houve falha na segurança ou na prestação do serviço bancário e se a instituição adotou os mecanismos de prevenção e segurança esperados. O banco pode adotar medidas para tentar bloquear ou recuperar os valores, inclusive por meio dos mecanismos específicos existentes para situações de fraude. Entretanto, não existe uma garantia de devolução em todos os casos”, ressalta.

A especialista recomenda ainda consultar as diretrizes de prevenção à fraude disponibilizadas na página da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) para manter hábitos seguros na navegação digital.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Assessoria de imprensa | Foto: Divulgação

Em pronunciamento oficial, Flávio Bolsonaro usa crise no STF para defender fim da reeleição

Candidato diz que renovação de mandato ‘só atrapalhou’ e que não será candidato à Presidência em 2030 se for eleito

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, divulgou nesta terça-feira (15) um vídeo em que volta a defender o fim da reeleição. No pronunciamento, Flávio afirma que, se eleito nas eleições deste ano, não será candidato à Presidência novamente em 2030.

“Só há um caminho na democracia, onde o povo é soberano. Eu mesmo já apresentei um projeto pelo fim da reeleição. Eu não serei candidato à reeleição, porque assim só terei como compromisso consertar o país. Essa é a minha missão”, diz Flávio no vídeo. “A reeleição só atrapalhou, porque muitos presidentes pensaram primeiro neles e só depois no Brasil”, completa o senador.

Flávio divulga o discurso no dia em que o STF julga se o ministro Alexandre de Moraes será investigado formalmente pela Suprema Corte do país. O membro da mais alta Corte do país seria o primeiro na história a ser investigado.

Flávio Bolsonaro diz que a gestão do presidente Lula, que tenta ser eleito para um quarto mandato neste pleito, “criou um desequilíbrio institucional e decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”.

“O atual governo faz parte desse sistema que está apodrecido”, defende o senador. “Eu quero, mais do que criticar, apresentar um caminho. Não é hora de rancor, é hora de ter esperança, é hora de mudar, mudar o Brasil para melhor. Esperança agora é mudança”, conclui o candidato.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Reprodução

Caiado volta à campanha e cobra afastamento de Moraes durante evento em Goiás

Declaração foi dada no primeiro compromisso público do candidato após alta médica

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (15) esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a investigação do ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi dada durante um evento político em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, que reuniu aliados e pelo menos 120 prefeitos goianos.

Foi o primeiro compromisso público de campanha de Caiado desde que o ex-governador de Goiás recebeu alta médica após ser internado em São Paulo para tratar uma pneumonia.

Ao comentar o julgamento que ocorre no STF sobre a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes, Caiado afirmou acreditar que os ministros irão atender ao que, segundo ele, é um desejo da sociedade brasileira.

“Eu acredito que o Supremo Tribunal Federal dará aquilo que toda a sociedade brasileira deseja nesse momento, que é a investigação do ministro Alexandre de Moraes.”

Na sequência, o candidato relacionou o episódio ao cenário político e jurídico do país e afirmou que, em sua avaliação, a situação representa um risco para a democracia brasileira.

“É um momento que você vê que o Brasil, com esse nível de irresponsabilidade, com essa imoralidade que hoje alcança a vida política e jurídica do país, está levando à deterioração da democracia brasileira”, declarou.

Retorno à campanha

O evento em Aparecida de Goiânia marcou a retomada da agenda política de Caiado após o período de afastamento provocado pela pneumonia.

Em Goiás, Caiado participou do encontro ao lado de aliados políticos e de prefeitos de diferentes municípios do Estado. Também estiveram presentes lideranças da base governista, como o atual governador de Goiás e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB).



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Crise no STF: 68% defendem aumentar exigências para nomeação de ministros, mostra Quaest

Desconfiança no STF cresce dez pontos em meio à crise na Corte. Percentual voltou ao mesmo patamar registrado em abril e maio.

A maioria dos brasileiros (53%) defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta segunda-feira (14). A margem de erro do levantamento é de dois pontos.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em meio à crise interna que assolou a Corte. O STF vive atualmente conflitos internos, com um embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça envolvendo as investigaçãos do Caso Master.

Os eleitores foram questionados sobre seis propostas de mudanças na Corte e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas. Segundo a pesquisa, 53% se disseram favoráveis a “estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros”, enquanto 30% foram contra a medida. Outros 4% disseram não ser “nem a favor, nem contra”, e 13% não souberam responder.

A maior parte dos entrevistados (68%) também disse ser favorável a “aumentar as exigências” para a chegada de novos nomes ao Supremo. Além disso, 50% dos eleitores apoiam que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a escolha é feita pelo presidente da República.

Os ministros do STF precisam se submeter à idade mínima de nomeação, que é de 35 anos, e à aposentadoria compulsória, aos 75 anos, mas não há um tempo fixo para atuação na Corte. A seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) defendeu em carta um mandato fixo de 12 anos para ministros da Corte.

Todos os poderes afetados

Ainda segundo o levantamento da Quaest, 46% dos entrevistados consideram que o caso Master afeta negativamente todos os Poderes de maneira igual. Para 17%, o caso afeta apenas o STF. Outros 15% apontam o governo anterior e a família Bolsonaro. Para 9%, o impacto negativo recai sobre o governo Lula e políticos do PT. O Banco Central foi citado por 2% dos entrevistados. Para 1%, o caso afeta negativamente o Congresso Nacional; outro 1% considera que não afeta nenhum deles. Os que não sabem ou não responderam somam 17%.

Desconfiança no STF

O levantamento também captou que 56% dizem “não confiar” no Supremo, enquanto 9% dizem “confiar muito”. Outros 30% responderam “confiar pouco”. O número subiu dez pontos em relação à pesquisa passada, divulgada em agosto.

O percentual voltou a patamares próximos aos registrados nos meses de abril e maio de 2026. Em abril, 53% dos entrevistados diziam não confiar no STF. Em maio, o índice chegou a 55%.



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil