Campeão mundial pela França é flagrado cochilando durante Espanha X Arábia Saudita

Youri Djorkaeff esteve em Atlanta para acompanhar a partida

A vitória da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita teve uma cena curiosa fora de campo. O ex-meia francês Youri Djorkaeff, campeão da Copa do Mundo de 1998, foi flagrado cochilando na tribuna de honra do estádio de Atlanta durante o segundo tempo de Espanha e Arábia Saudita, partida válida pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial de 2026.

As imagens mostraram o ex-jogador sentado ao lado de Fernando Hierro, ex-zagueiro da seleção espanhola e do Real Madrid. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também estava no mesmo setor do estádio. Djorkaeff, que disputou as Copas de 1998 e 2002 pela França, integrou a equipe que conquistou o primeiro título mundial do país ao vencer o Brasil na final disputada em Paris.

Como foi a goleada da Espanha

A Espanha conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo de 2026 ao golear a Arábia Saudita por 4 a 0, em Atlanta, pela segunda rodada do Grupo H. Após o empate sem gols com Cabo Verde na estreia, a equipe comandada por Luis de la Fuente assumiu a liderança provisória da chave.

Lamine Yamal abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, marcando seu primeiro gol em Copas do Mundo. Oyarzabal ampliou com dois gols em sequência, aos 20 e aos 23 minutos, deixando a seleção espanhola com larga vantagem ainda antes do intervalo.

No início da etapa final, a Espanha chegou ao quarto gol após jogada de Cucurella. A finalização do lateral resultou em gol contra do zagueiro saudita Tambakti.

Com a vantagem construída, a equipe espanhola passou a administrar o resultado e promoveu mudanças no time, incluindo as saídas de Yamal e Oyarzabal. A Arábia Saudita teve dificuldades defensivas durante toda a partida e pouco ameaçou o gol adversário.

Com o resultado, a Espanha chega embalada para a última rodada da fase de grupos, quando enfrentará o Uruguai. Já a Arábia Saudita segue pressionada na disputa por uma vaga nas oitavas de final.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/Internet

Lucas Paquetá: “Ficamos muito felizes com a volta do Neymar”

Meio-campo não descartou hipótese de substituição de Raphinha

O meio-campo Lucas Paquetá, autor de uma assistência na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, na última sexta-feira (19), concedeu entrevista coletiva neste domingo (21) e, dentre outros assuntos, abordou o retorno de Neymar aos treinos com o restante do grupo.

“Estamos todos muito felizes com a volta dele, é um cara muito importante para a história da seleção. Esperamos que ele possa estar em campo para nos ajudar o quanto antes”, revelou Paquetá.

O camisa 10 participou pela primeira vez de uma atividade em grupo, já que antes vinha trabalhando em separado do grupo. O treino deste domingo teve apenas três titulares do último jogo presentes – Paquetá, Alisson e Vini Jr. Uma ausência importante foi o atacante Raphinha, que saiu da partida contra o Haiti ainda no primeiro tempo e teve uma lesão no músculo posterior da coxa direita constatada. Perguntado sobre a possibilidade de ocupar a faixa do campo e realizar a função destinada a Raphinha, Paquetá se limitou a dizer que, se preciso, fará isso.

“Eu sempre me coloco à disposição para ajudar e fazer o melhor, mas essa é uma dúvida para o professor (Ancelotti). É ele quem decide. Mas com certeza todo mundo está preparado para entrar e fazer o seu melhor”, disse Paquetá, que não disse se foi passado algum prazo para o retorno do atacante.

A respeito das comparações com outras seleções que estrearam com resultados melhores do que o Brasil (empate em 1 a 1 com o Marrocos), Paquetá garantiu que o grupo vem crescendo de produção.

“A gente sabe que as expectativas foram um pouco quebradas no primeiro jogo. Trabalhamos e melhoramos. Temos que focar no que a gente pode fazer. Somos a seleção brasileira e trabalhamos para conquistar o objetivo de vencer mais uma Copa. Se no final o objetivo for alcançado, nenhuma comparação vai importar”, opinou.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Rebeca Andrade conquista medalha de ouro no salto no Pan-Americano

Depois de dois anos afastada, ginasta retorna às competições com a maior nota da final

Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro no salto no Pan do Rio de Janeiro, Brasil, neste domingo (21). A ginasta brasileira alcançou a média de 14.266 pontos, marcando seu retorno triunfal aos ginásios após dois anos de pausa dedicados ao cuidado do corpo e da mente.

Para assegurar a primeira posição, Rebeca precisava da maior média entre as duas tentativas. Seu primeiro salto foi avaliado com a nota de 14.433, a mais alta de toda a competição, demonstrando um desempenho praticamente perfeito.

Embora o segundo salto tenha recebido 13.700 pontos devido a uma saída um pouco desalinhada na chegada, a média final de 14.266 foi suficiente para garantir o lugar mais alto do pódio. Esta é a primeira medalha de ouro do Brasil no salto feminino em um Pan-Americano.

Pódio do salto feminino

A medalha de prata foi conquistada pela canadense Lia Monica, que obteve a média de 14.249. Completando o pódio, a americana Claire Pease ficou com o bronze, registrando 13.916 pontos em suas apresentações.

Nas classificatórias para o Pan do Rio, Rebeca Andrade já havia se destacado, apresentando o melhor resultado individual entre todos os aparelhos. Ela competiu apenas no salto, modalidade onde possui duas medalhas olímpicas: ouro em Tóquio 2020 e prata em Paris 2024.

Rebeca anunciou seu retorno às competições em abril deste ano, após um período de ausência que se seguiu às Olimpíadas de Paris em 2024. Na ocasião, a ginasta conquistou um ouro, duas pratas e um bronze para o Brasil.

Outros destaques brasileiros

Além de Rebeca, o ginasta Vitaliy Guimarães também subiu ao pódio no Pan do Rio. Ele disputou as finais do solo masculino, a primeira prova com participação brasileira neste domingo, e emocionou a plateia presente.

Vitaliy Guimarães terminou sua apresentação sendo muito aplaudido e garantiu a medalha de bronze com a nota de 13.700. O ouro na categoria solo masculino ficou com o guatemalteco Jorge Vega, que marcou 14.166, seguido pelo colombiano Angel Barajas, prata com 13.900.

Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy decidiu representar o Brasil a partir de 2024. Esta conquista marca a primeira medalha do ginasta pela Seleção Brasileira em uma competição internacional.

“Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil”, declarou Vitaliy Guimarães, emocionado com o apoio do público.

Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva

Semana Mundial da Alergia alerta para prevenção e diagnóstico

Ao menos 30% da população mundial têm algum tipo de alergia

Dados da Organização Mundial de Alergia (WAO, do nome em inglês) apontam que 30% da população mundial têm algum tipo de alergia. No Brasil, isso se repete.

Os brasileiros alérgicos constituem “uma multidão, um país dentro de outro”, disse à Agência Brasil a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Fátima Rodrigues Fernandes.

“São vários tipos de doença ocasionadas por uma alteração do nosso sistema imunológico, que responde de uma maneira mais exacerbada a estímulos, causando as inflamações.”, afirmou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até 2050, metade da população global poderá ter alergias, devido às mudanças climáticas, que permitem maior penetração de alérgicos no organismo das pessoas.

A rinite alérgica atinge cerca de 30% da população do Brasil. Cerca de 26% das crianças brasileiras têm rinite. Em adolescentes, esse percentual alcança 30%, de acordo com dados do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (ISSAC), aplicados em vários estados do país.

A asma alérgica é outra condição prevalente no Brasil, atingindo cerca de 20% da população. No mundo, a asma afeta cerca de 260 milhões de indivíduos e responde por mais de 450 mil mortes a cada ano. Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito, tosse, sensação de cansaço e dor no peito, frequentemente após esforço físico ou até mesmo ao falar e rir.

Outra doença com impacto significativo na qualidade de vida é a dermatite atópica, doença crônica da pele, não contagiosa, que afeta pessoas de todas as idades. Esse tipo atinge especialmente as crianças – cerca de 20% – sendo que 5% delas apresentam a forma mais grave da doença.

Em torno de 60% dos casos são iniciados no primeiro ano de vida. Entre os adultos, a estimativa é que 3% tenham dermatite atópica. A coceira intensa e as lesões de pele levam o paciente a quadros de ansiedade e, por vezes, até à depressão, de acordo com a Asbai.

Campanha

A Semana Mundial da Alergia, que ocorrerá de 21 a 27 deste mês, organizada pela WAO e, no Brasil, pela AsbaiI, com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar as doenças alérgicas, que aumentam a cada ano, visando seu controle. O tema da campanha é Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial, alertando para a saúde de toda a família. 

Fátima deu o exemplo da rinite, uma das alergias mais frequentes, cujos sintomas se caracterizam por coceira constante no nariz ou nos olhos, espirros seguidos, coriza e obstrução nasal, mesmo sem resfriado.

“A pessoa dorme com a boca aberta, tem perturbação no sono, mas não liga. Ela acostumou e pensa que aquilo é o normal dela. Mas não é”, diz a presidente da associação. A pessoa pode ter uma qualidade de vida melhor se ela se cuidar.”

Como a campanha coincide no Hemisfério Sul com o início do inverno, a entidade aproveita para alertar sobre os sintomas das doenças alérgicas e incentivar os pacientes a procurarem um médico especialista, que pode ser um alergista ou imunologista, para controlar esses sintomas.

A especialista afirmou que, na maioria das vezes, a alergia é genética e, portanto, não tem cura, mas tem controle. “Se controlada, o indivíduo pode ficar totalmente sem sintomas”. Para isso, entretanto, é preciso, em primeiro lugar, definir qual é o tipo de alergia, qual é o alérgeno que desencadeia aquele problema e instituir o tratamento adequado.

Além de entrevistas com especialistas que podem ser acessadas no site da Asbai e em suas redes sociais, a campanha contará com eventos junto ao público em diversas regionais da entidade pelo país, mostrando como são os exames para diagnosticar alergia e tirar dúvidas da população.

Testes

Como orientação geral, a médica ressaltou a necessidade de a pessoa reconhecer seus sintomas. Ela mencionou, por exemplo, a asma, muito problemática nessa época do ano, em especial. “Os prontos-socorros ficam cheios de crianças, adolescentes e idosos com problemas pulmonares e respiratórios. A asma é uma doença que pode ser bem mais grave, colocando, inclusive, em risco a vida do paciente”.

No inverno, as pessoas que têm problemas respiratórios devem procurar ajuda médica, de preferência com especialista, que é preparado para esse tipo de diagnóstico e de cuidado, recomendou Fátima. O diagnóstico pode ser feito por meio de testes alérgicos feitos na pele do indivíduo, ou por coleta de sangue do paciente.

A presidente da associação afirma que seja qual for o teste, ele ajuda a diagnosticar a causa da alergia e previne novos sintomas que forem aparecendo, preparando a pessoa para lidar melhor com a doença e ter uma vida mais saudável.

“O importante é diagnosticar, cuidar e permitir que o indivíduo tenha uma vida normal e não, simplesmente, isolada”.

Além das alergias respiratórias, a médica citou as alergias alimentares, que podem resultar também em quadros graves; as dermatites, que podem adquirir um aspecto muito grave que limita a vida da pessoa; as urticárias, bastante incômodas, que prejudicam bastante a vida do paciente.

A campanha objetiva ainda dar atenção às pessoas que cuidam dos alérgicos. Como a alergia é hereditária, muitas vezes as famílias cuidam de uma criança alérgica e esquecem, muitas vezes, que o pai tem uma rinite e a mãe pode ter uma asma e negligenciam o cuidado dos adultos.

Fátima também aconselhou que todos da família façam tratamento. “A gente costuma dizer que, quando se fala de alergia, o tratamento não é só do paciente; é de toda a família. A alergia à poeira, a ácaros em casa acende o alerta, porque todos vão estar influenciados por esse tipo de exposição. Nesses casos, deve-se cuidar da casa e da família como um todo, “até para melhorar a qualidade geral de vida”.

Orientações

Visando garantir uma vida com mais qualidade, a ASBAI sugeriu algumas orientações:

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva