Empresários, advogados e engenheiros lideram a lista de profissão dos eleitos em 2026

Declarações de ocupação de deputados e senadores chegam a 619, segundo dados do TSE

Dos candidatos eleitos nas eleições deste domingo (4), empresários, advogados, engenheiros e médicos estão entre os maiores grupos entre as ocupações específicas declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os dados foram obtidos a partir dos dados estatísticos disponibilizados pelo tribunal (veja abaixo).

Em primeiro lugar, estão aqueles que declararam “deputado” ou “senador” como ocupação principal. Os eleitos que declararam ser deputados vão ocupar cargos no Congresso ou no estado em que foram eleitos. No total, foram 619 candidatos que se autodeclararam deputados.

Em nível federal, 202 deputados eleitos declararam já exercer um mandato. Outros 28 que afirmaram exercer essas ocupações, 22 foram reeleitos ou eleitos como senadores e 12 vão ocupar cargos de governador, vice ou suplente.

Empresários, servidores públicos, advogados e engenheiros somam 113 candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados, ou seja, 22% das cadeiras.

Ranking das principais ocupações declaradas:

Escolaridade

Comparada aos eleitos em 2022, a quantidade de deputados com o ensino médio incompleto se manteve praticamente inalterada. Os dados são relacionados aos deputados estaduais, federais e distrital.

Nessas eleições, 11 candidatos eleitos não concluíram o ensino fundamental e outros 11 estão com o ensino médio incompleto. Em 2022, 20 candidatos tinham o mesmo grau de instrução.

Em relação aos deputados federais:

Segundo turno das eleições

Eleitores de todo o Brasil voltam às urnas no dia 25 de outubro para escolher entre os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em alguns estados, também terá votação para governador.

Apenas o Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins vão votar no segundo turno para governador.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil

Nunes Marques diz que levará revisão de Bolsonaro a plenário

Ministro do STF disse que caso só deve ser avaliado após o segundo turno e aguarda parecer da PGR antes de levar processo para votação de colegas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques afirmou nesta quarta-feira (7), por meio de sua assessoria, que não vai analisar a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições, e que levará o caso para julgamento em plenário.

Segundo a assessoria, Nunes Marques considera que uma análise do caso neste momento poderia interferir no processo eleitoral. O ministro também entende que é preciso aguardar a ação ficar pronta para julgamento. O processo ainda depende de parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso (revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro) antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, o que não significa imediatamente depois. É preciso aguardar o processo estar concluso”, informou a assessoria.

Ainda segundo a nota, quando o processo estiver pronto para julgamento, Nunes Marques pretende levar o caso ao plenário, órgão competente para analisar a revisão. Se a sessão for presencial, a definição da data dependerá do presidente do STF.

Os relatores das revisões criminais relacionadas aos condenados pela trama golpista são definidos de acordo com os núcleos. Nunes Marques é o relator dos pedidos relacionados ao núcleo 1, considerado o “Núcleo Crucial”, do qual Bolsonaro faz parte. A decisão sobre o caso do ex-presidente poderá, portanto, estabelecer um entendimento para outras revisões.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que também integrou o núcleo 1, tem um pedido de revisão criminal sob relatoria de Nunes Marques. Outros condenados ainda aguardam para apresentar pedidos próprios.

O presidente do STF, Edson Fachin, também indicou a ministros da Corte que o plenário dará a palavra final sobre o pedido de revisão criminal de Bolsonaro. O mesmo procedimento poderá ser aplicado aos demais casos.

Pedidos de revisão criminal de envolvidos na tentativa de golpe tramitam no STF desde o ano passado. Até o momento, a PGR tem se manifestado contra os pedidos apresentados.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Flávio x Lula: como votaram as cidades natais dos candidatos

Senador do PL e atual presidente se enfrentam novamente no segundo turno das Eleições 2026, em 25 de outubro

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceram com ampla vantagem sobre o adversário nos locais onde nasceram, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo (4), Flávio recebeu 59,81% dos votos válidos em Resende (RJ), enquanto Lula alcançou 69,18% em Garanhuns (PE).

No caso do petista, há ainda uma particularidade. Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 na localidade de Caetés, que, à época, era um distrito de Garanhuns. Caetés se emancipou em 1963 e hoje é um município independente. Na atual cidade de Caetés, a vantagem de Lula foi ainda maior: o presidente recebeu 86,98% dos votos válidos.

Flávio e Lula foram os dois candidatos mais votados no país e disputarão o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto o petista ficou com 45,16%.

Flávio tem 59,81% em Resende

Natural de Resende, no sul do estado do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro recebeu 43.226 votos, o equivalente a 59,81% dos votos válidos no município. Lula teve 22.536 votos (31,18%).

A diferença entre os dois candidatos na cidade natal de Flávio foi, portanto, de 20.690 votos e 28,63 pontos percentuais.

O resultado em Resende acompanhou a preferência registrada no conjunto do estado do Rio de Janeiro, onde Flávio também ficou à frente. O candidato do PL recebeu 4.966.844 votos (53,01%), contra 3.693.021 (39,41%) de Lula.

Lula tem 69,18% em Garanhuns

Em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Lula recebeu 53.078 votos, o equivalente a 69,18% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro somou 19.550 votos (25,48%).

A vantagem do petista sobre o candidato do PL foi de 33.528 votos e 43,70 pontos percentuais.

Assim como ocorreu com Flávio no Rio de Janeiro, o desempenho de Lula em Garanhuns acompanhou o resultado estadual. Em Pernambuco, o presidente recebeu 3.553.971 votos (63,45%), enquanto Flávio teve 1.738.043 (31,03%).

Em Caetés, Lula chega a 86,98%

O resultado mais expressivo entre os locais ligados ao nascimento dos dois candidatos ocorreu em Caetés. Lula nasceu na localidade quando ela ainda fazia parte de Garanhuns.

No primeiro turno de 2026, Lula recebeu 12.694 votos (86,98%) em Caetés. Flávio Bolsonaro teve 1.472 votos (10,09%). A diferença entre os dois foi de 11.222 votos e 76,89 pontos percentuais.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Charles Vieira e Divulgação/Ricardo Stuckert

Após Zema, Novo anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

Mais cedo, federação formada por União Brasil e PP também formalizou suporte à campanha do presidenciável do PL

O partido Novo, que concorreu à Presidência com Romeu Zema, formalizou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições para presidente da República.

“Apoio programático”, informou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Novo tem grandes quadros, tenho grandes amigos que participaram de outras lutas, enfrentando atraso da esquerda, perseguição da esquerda. Partido que vem pra somar não apenas agora nessa campanha, mas também construção do novo Brasil”, disse a jornalistas.

O senador esteve reunido com a cúpula da legenda no QG da campanha, em Brasília, e falou a jornalistas ao lado do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, e dos senadores eleitos Marcel van Hattem (Novo-RS) e Deltan Dallagnol (Novo-PR).

Perguntado sobre qual espaço o Novo teria em um eventual governo dele, Flávio despistou e afirmou que “a gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir”. “Vou fazer um governo enxuto, mas certamente com as melhores pessoas de cada pasta, em cada área”, disse.

Ex-governador de Minas Gerais, Zema (Novo) foi o primeiro presidenciável a anunciar apoio a Flávio, na segunda (5). Nessa terça (6), Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, também formalizou suporte ao candidato do PL. Hoje mais cedo, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também se manifestou.

Flávio Bolsonaro falou a jornalistas que está no aguardo de uma definição do Republicanos, que deve ser anunciada nesta quarta, às 18h. O senador se reuniu ontem com lideranças da legenda, incluindo o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Após oficialmente já ter declaração da federação União Progressista, agora também o Novo. Vamos aguardar agora o posicionamento do Republicanos. Já conversamos com o presidente [do partido, Marcos Pereira]. Mas tá em alinhamento com seus quadros. Isso mostra que há unidade. Não é agora esquerda contra direita. É quem quer mudança contra os que não querem”, acrescentou.

O parlamentar também adiantou que sua propaganda eleitoral deverá abordar a abstenção, que atingiu o maior percentual (21,08% ou 33.469.244 eleitores) no primeiro turno desde 1998. “Já tá nas redes e insisto com isso. Muita gente tá comemorando, mas ainda faltam 19 dias pro segundo turno”, falou.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Charles Vieira