Bolsonaro tem saúde estável às vésperas do fim da domiciliar

⁠Relatório diz que ex-presidente teve boa recuperação de pneumonia e cirurgia no ombro, mas tem colaterais de remédio contra soluços; prazo termina na quinta

O último relatório médico e fisioterapêutico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do fim do prazo de prisão domiciliar mostra que sua saúde está estável, com boa recuperação do quadro de broncopneumonia diagnosticado em março e também da cirurgia feita no ombro no começo de maio.

O balanço da equipe médica foi divulgado nesta sexta-feira (19), e na quinta-feira (25) termina o prazo de 90 dias de prisão domiciliar do ex-presidente.

Conforme o relatório, Bolsonaro tem apresentado efeitos colaterais de medicamentos administrados contra as crises de soluço, como desequilíbrio e sonolência durante o dia.

Porém, houve estabilização dos soluços, que haviam piorado na última semana. No pulmão esquerdo, o mais afetado pela pneumonia, os médicos citam uma alteração residual na base – que em geral pode se tratar de uma cicatriz ou sequela de baixa gravidade decorrente da infecção respiratória.

Os exercícios de fisioterapia do pós-operatório mantiveram-se em nível leve, com uso de faixas elásticas para ganho de mobilidade.

“Observa-se evolução satisfatória quanto à redução da dor, melhora da mobilidade da cintura escapular e ganho progressivo da função do ombro direito. Entretanto, permanecem restrições nos movimentos de rotação interna e externa do ombro. Em conformidade com a orientação médica, tais movimentos ainda não estão sendo trabalhados de forma intensiva, aguardando evolução adequada do processo de cicatrização e recuperação dos tecidos envolvidos no procedimento cirúrgico”, diz o relatório.

A defesa do ex-presidente não apresentou até o momento um pedido para estender o prazo da domiciliar. Uma concessão do benefício pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou em xeque depois que uma blitz em Brasília encontrou uma arma registrada no nome de Bolsonaro junto a um sargento cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A justificativa apresentada pelos advogados era de que a arma havia sido inutilizada por receio com a saúde psiquiátrica do ex-presidente, que estranhou o estado da arma e a entregou para o sargento para reparos. Nesta sexta, Moraes autorizou que Bolsonaro preste depoimento sobre o episódio à Polícia Civil do Distrito Federal na próxima terça (23), de forma presencial.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Marcos Corrêa/PR

Veja os caminhos do Brasil na Copa até uma possível final

Vitória sobre o Haiti deixa a seleção perto da classificação. Entenda os cenários para avançar em 1º, 2º ou até 3º lugar no Grupo C

O Brasil confirmou o favoritismo ao vencer o Haiti por 3 a 0 nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Com o resultado, a equipe comandada por Carlo Ancelotti chegou à última rodada da fase de grupos em posição confortável na luta por uma vaga no mata-mata.

Mais cedo, o Marrocos venceu a Escócia e também chegou aos quatro pontos. Os marroquinos aparecem na segunda colocação pelos critérios de desempate, enquanto os escoceses somam três pontos e seguem vivos na disputa. O Haiti ainda não pontuou.

O que o Brasil precisa para se classificar?

O cenário mais simples para a seleção é evitar a derrota para a Escócia na última rodada. Em caso de empate, o Brasil chegaria a cinco pontos e garantiria a classificação, independentemente do resultado entre Marrocos e Haiti.

Já uma derrota pode complicar a situação. Caso o Marrocos vença o Haiti, a seleção brasileira corre o risco de terminar a fase de grupos na terceira colocação e depender da comparação com outras seleções para avançar entre os melhores terceiros colocados.

A Copa do Mundo de 2026 passou a contar com 48 seleções e ganhou uma fase eliminatória adicional. Agora, os classificados disputam os 16 avos de final antes das tradicionais oitavas, quartas de final, semifinal e decisão.

Ao todo, avançam para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados da competição.

Os critérios de desempate consideram pontos conquistados, saldo de gols, gols marcados e fair play, entre outros fatores previstos pela FIFA.

Caminho do Brasil se terminar em 1º lugar

Caso confirme a liderança do Grupo C, o Brasil terá um cruzamento teoricamente mais favorável nas primeiras fases do mata-mata.

O adversário deverá sair do Grupo F ou entre os melhores terceiros colocados classificados. A vantagem é evitar confrontos imediatos contra outros líderes de grupo, aumentando as chances de encontrar seleções mais fortes apenas nas quartas de final ou semifinais.

Caminho do Brasil se terminar em 2º lugar

Se avançar como vice-líder, a Seleção entrará em um lado mais complicado da chave.

Nesse cenário, o primeiro confronto eliminatório poderá ser contra o líder de outro grupo, aumentando o grau de dificuldade logo no início da fase decisiva. O risco de enfrentar favoritos ao título nas oitavas ou quartas de final também cresce.

Caminho do Brasil se avançar em 3º lugar

O novo formato também permite a classificação da Seleção mesmo fora das duas primeiras posições do grupo.

Para isso, o Brasil precisaria encerrar a fase inicial entre os oito melhores terceiros colocados da competição. O cruzamento, porém, tende a ser o mais difícil possível, já que normalmente coloca os terceiros colocados diante dos líderes de grupo.

Apesar disso, a classificação continuaria viva e o caminho rumo ao hexacampeonato seguiria aberto.

Independentemente da posição final na fase de grupos, o Brasil precisará superar cinco fases eliminatórias para conquistar a Copa do Mundo:

A decisão da Copa do Mundo de 2026 está marcada para o dia 19 de julho, nos Estados Unidos. Por isso, a partida contra a Escócia ganha importância estratégica para a Seleção Brasileira, já que a posição final no Grupo C pode alterar completamente o caminho rumo ao sonhado hexacampeonato.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Alckmin: aumento da mistura de etanol na gasolina será aprovado na quarta-feira

Percentual será elevado de 30% para 32%; objetivo é reduzir necessidade de importação

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (20), que o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovará na quarta-feira (24), o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.

“Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, disse, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o percentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura.

O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Falso alerta da Defesa Civil atingiu cerca de 30 milhões em 8 estados

PF investiga de onde partiram as mensagens

Usuários de telefonia móvel de ao menos sete estados, mais o Distrito Federal, receberam as falsas mensagens disparadas após a invasão do sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil, entre a noite desta sexta-feira (19) e madrugada deste sábado (20). De acordo com o ministério, os disparos foram feitos entre 23h41 e 1h23.

Conforme a reportagem apurou, uma análise preliminar aponta que os diferentes alertas chegaram a moradores de:

Somadas, essas cidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas. Além das capitais, também foram enviados alertas para outros municípios menores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, esclareceu que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes notificações.

“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025]  e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.

O Cell Broadcast é a tecnologia que o sistema Defesa Civil Alerta utiliza para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para os celulares da população em áreas de risco. A tecnologia permite que os alertas cheguem de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de um aplicativo ou registro prévio.

De acordo com o secretário nacional, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba. Pouco depois, usuários de telefonia móvel de outras localidades começaram a receber as mensagens. Além do alerta sonoro, as mensagens continham texto que mencionavam termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outras.

De acordo com o secretário, o trabalho de investigação que está sendo realizado pela Polícia Federal junto à equipe técnica da Defesa Civil vai determinar se as mensagens foram enviadas por uma pessoa ou um grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também está apurando o caso.

A suspeita é que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil nacional, responsável por emitir os alertas.

Em nota, a Anatel informou que, ao que se sabe até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Print Marcelo Brandão