PLP dos combustíveis ajudou a travar urgência do PL da 6×1

Medo de nova “pauta-bomba” no PLP dos combustíveis teria contribuído para governo travar votações na Câmara e manter urgência do projeto da escala 6×1

O receio do governo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis foi um dos fatores para travar a pauta da Câmara e segurar a urgência do PL da escala 6×1 nas últimas semanas. O Planalto temia que a relatora, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), usasse o texto para ampliar benefícios ao agronegócio, criando uma nova “pauta-bomba”.

A proposta perdeu força com a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias. Nesta terça-feira (16), o líder do governo na Câmara e autor do projeto, Paulo Pimenta (PT), confirmou a intenção de retirar o PLP de tramitação caso o acordo internacional se consolide.

Com o cenário internacional favorável, o governo recuou e retirou, ainda pela manhã, a urgência do PL pelo fim da escala 6×1, permitindo a retomada das sessões ordinárias. A medida foi interpretada como um aceno ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se comprometeu a barrar outros projetos de alto impacto fiscal.

Motta já havia pedido a retirada da urgência do PL na semana passada, mas enfrentou resistência do Planalto. Aliados do governo justificavam que o projeto ajudava a pressionar a tramitação da PEC sobre o mesmo tema no Senado, utilizando uma regra criada em 2001.

Na prática, contudo, essa estratégia faria com que a PEC só fosse a voto após o vencimento do prazo de 45 dias da urgência, ou seja, a partir de 15 de agosto. O cenário colidia com as expectativas do próprio governo, que quer que o texto seja votado antes do recesso parlamentar, marcado para o dia 18 de julho.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Messi iguala Klose e se torna o maior artilheiro das Copas

Craque argentino marca três gols na estreia contra a Argélia e chega a 16 gols em Copas do Mundo

A Argentina começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com vitória e mais um capítulo histórico de Lionel Messi. O camisa 10 marcou três vezes no triunfo sobre a Argélia e alcançou a marca de 16 gols em Mundiais, igualando o alemão Miroslav Klose entre os maiores artilheiros da história da competição. A atuação diante da Argélia confirmou que, mesmo aos 39 anos, Messi segue decisivo em grandes torneios.

Entre os dez maiores artilheiros da história dos Mundiais, apenas Messi e o francês Kylian Mbappé continuam em atividade. O atacante francês marcou dois gols na vitória da França sobre o Senegal e chegou à marca de 14 gols em Copas, superando Pelé.

O camisa 10 segue sendo a principal referência técnica da Seleção Argentina, atual campeã mundial, que busca mais uma campanha de destaque no torneio disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

Disputa pelo topo com Mbappé

A disputa pelo recorde promete ser um dos principais atrativos da Copa do Mundo de 2026. A cada partida de Argentina e França, as atenções estarão voltadas para os craques, que podem se tornar artilheiros isolados da história dos Mundiais.

Veja o top 10 dos maiores artilheiros da história das Copas

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Goiás mantém liderança nacional na produção de sorgo

Goiás alcançou 2,2 milhões de toneladas de sorgo: crescimento de 40,3% em relação à safra anterior

Goiás consolida mais um ano de liderança na produção de sorgo no país. De acordo com os dados do 8º levantamento de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de produção alcançou 2,2 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 40,3% em relação à safra anterior.

O resultado representa 29,3% da produção nacional do grão na safra 2025/26, estimada em 7,5 milhões de toneladas, mantendo o estado pelo oitavo ano consecutivo como o maior produtor do país.

Área de sorgo

Os dados também apontam que a área semeada com sorgo, para o mesmo período, deu um salto de 59,9%, atingindo 631,1 mil hectares frente aos 394,7 mil do ciclo anterior, com produtividade média estimada em 3,5 toneladas por hectare.

A forte expansão é motivada pela resistência do grão ao déficit hídrico e por sua adaptação à segunda safra, conhecida como safrinha. Devido ao seu alto valor nutricional, o cereal consolida-se com sua utilização direcionada principalmente para abastecer a indústria de nutrição animal.

“Goiás tem ampliado sua participação na produção nacional de sorgo de forma consistente, resultado da capacidade dos produtores de incorporar culturas que agregam competitividade ao sistema produtivo. Além de contribuir para a diversificação da segunda safra, o sorgo tem papel importante no abastecimento das cadeias de proteína animal e abre novas oportunidades para a agroindústria e a bioenergia no estado”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal.

O levantamento da safra 2025/26 confirma que Goiás permanece como o protagonista do sorgo no Brasil ao superar importantes polos agrícolas do país e liderar de forma isolada o ranking de produção, enquanto dita o ritmo de crescimento da cultura no cenário nacional. Essa eficiência goiana no campo foi determinante para que o estado alcançasse a marca de 30,7% dos 2 milhões de hectares destinados ao cultivo do grão em todo o país.

Cidades líderes

Essa força produtiva espalha-se pelo território goiano e já marca presença em 128 municípios, concentrando-se principalmente na região Sul e no entorno do Distrito Federal. Destacam-se as cidades de Cristalina e Rio Verde como as de maior protagonismo.

Os dois municípios são os maiores produtores de sorgo de todo o Brasil, respondendo juntos por 28,3% de toda a produção colhida no estado em 2024.

De acordo com dados da safra anterior reunidos na Plataforma Aroeira, o ritmo de expansão da cultura também é evidenciado pelo desempenho de novos polos, como Montividiu, que multiplicou a colheita quase 14 vezes em um ano (saltando de 3,6 mil para 49,5 mil toneladas), além do surgimento de novas lavouras em regiões como, São Domingos e São Miguel do Araguaia, entre outras. No quesito rendimento, Itapaci lidera a eficiência com a maior média do estado (4,0 t/ha), seguido por Rio Verde e Flores de Goiás (3,8 t/ha).

“Goiás reforça a presença estratégica para o agronegócio ao responder por uma parcela significativa da produção nacional. Os números e os avanços técnicos confirmam que a história de sucesso do sorgo no Brasil passa, obrigatoriamente, pelas lavouras goianas ao utilizar a safrinha como forma de impulsionar a produção da cultura”, conclui o secretário Ademar Leal.

Oportunidades

O segmento de bioenergia abre uma nova e promissora janela de projeção para o mercado goiano, na qual o sorgo ganha destaque crescente como matéria-prima para a produção de etanol. Goiás já é consolidado como o líder nacional na produção do tipo granífero e a expansão para o sorgo sacarino surge como uma oportunidade estratégica para o estado.

Em virtude da alta concentração de açúcares e ciclo produtivo curto, a variedade torna-se ideal para abastecer as destilarias locais durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. A integração é facilitada pela vantagem logística e operacional de aproveitar os mesmos equipamentos já utilizados nos canaviais para a mecanização da colheita goiana.

Essa sinergia industrial projeta um cenário de agregação de valor para o agronegócio de Goiás. A expansão do etanol a partir do cereal amplia a oferta de coprodutos de alto valor, como os grãos secos de destilaria, os Distillers Dried Grains (DDGs), que possuem elevado teor proteico e energético para a nutrição animal.

Ao conectar de forma inteligente as cadeias de biocombustíveis e de proteínas animais, o mercado goiano caminha para consolidar um sistema produtivo ainda mais sustentável, eficiente e economicamente diversificado, abrindo novas frentes de investimento para os produtores do estado.

Saiba mais

O informativo mensal Agro em Dados, publicação que integra informações dos maiores centros de pesquisa e bases de dados do agronegócio brasileiro, em sua 80ª edição tem a cana-de-açúcar como destaque.

A publicação está disponível para consulta em: https://goias.gov.br/agricultura/boletins-de-safra/.

Goiás mantém liderança nacional na produção de sorgo
Goiás alcançou 2,2 milhões de toneladas de sorgo: crescimento de 40,3% em relação à safra anterior (Foto: Lucas Eugênio)

Alô Valparaíso/* Com as informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – GO | Foto: Lucas Eugênio

Pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF passa a ser realizada a cada dois anos

Decreto publicado no DODF garante continuidade do levantamento que subsidia políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero

A pesquisa “Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal” passa a integrar oficialmente o calendário de produção de informações estratégicas do Governo do Distrito Federal. O Decreto nº 48.775, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (15), institui a realização bienal do levantamento, assegurando sua continuidade e fortalecendo o monitoramento da violência de gênero no DF.

Produzida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), a pesquisa tem como objetivo mensurar a violência contra a mulher, identificar suas diferentes formas e contextos de ocorrência, além de fornecer subsídios para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de violência.

Entre outras coisas, a pesquisa identifica situações de violência doméstica e familiar e investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero | Foto: Agência Brasília

De acordo com o novo decreto, a pesquisa deverá ser realizada a cada dois anos, com coleta de dados preferencialmente entre os meses de abril e outubro. A medida garante a produção contínua de informações qualificadas sobre um dos principais desafios sociais enfrentados pelas mulheres no DF.

O estudo utiliza metodologia específica para identificar situações de violência doméstica e familiar, considerando tanto a autodeclaração das vítimas quanto relatos de experiências compatíveis com os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha. Além disso, investiga percepções da população sobre desigualdade de gênero, violência contra a mulher e avaliação das políticas públicas existentes.

A norma estabelece que o IPEDF será responsável pela coordenação metodológica da pesquisa, incluindo a elaboração dos instrumentos de coleta e a articulação com órgãos governamentais que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher. Já a Secretaria da Mulher ficará responsável pela articulação institucional e pelo suporte operacional necessário à execução do levantamento.

Outro aspecto previsto no decreto é a garantia de transparência dos resultados. Os relatórios deverão detalhar procedimentos metodológicos, critérios de coleta e eventuais limitações da pesquisa. Os microdados também serão disponibilizados ao público no portal do IPEDF, respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A institucionalização da pesquisa representa um avanço para a consolidação de uma base permanente de evidências sobre a violência contra a mulher no Distrito Federal, contribuindo para o aperfeiçoamento das ações de prevenção, acolhimento, proteção e garantia de direitos das mulheres.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília