Homem que tentou matar ex-mulher a facadas é procurado pela polícia.

Ataque ocorreu em Valparaíso de Goiás (GO), em junho deste ano. Imagens mostram o autor perseguindo a mulher e a atacando em via pública

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) procura por Manoel Arnaldo Alves de Melo (foto em destaque), homem investigado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. Ele foi flagrado atacando a vítima a facadas em uma rua de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, em junho deste ano.

O crime ocorreu em 18 de junho. A mulher, de 47 anos, caminhava na rua quando foi surpreendida pelo agressor, como mostram as imagens acima. Ela teve ferimentos no antebraço esquerdo e em um dos dedos.

A tentativa de feminicídio só não foi consumada graças à intervenção de duas pessoas que passavam pelo local e conseguiram cessar a agressão.

A operação é conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Valparaíso. De acordo com a unidade, Manoel Arnaldo teria atacado a vítima com golpes de faca em via pública por não aceitar o fim do relacionamento, que durou cinco anos.

Vítima tem medidas protetivas

As investigações apontam que a vítima já possuía medidas protetivas de urgência e vinha sendo alvo de ameaças e perseguições por parte do ex-companheiro. Após o ataque, ela foi socorrida, encaminhada para atendimento médico e registrou a ocorrência na delegacia.

Diante da gravidade dos fatos e do histórico de violência, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado. No entanto, ele não foi localizado e permanece foragido.

A Polícia Civil de Goiás solicita que qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Manoel Arnaldo Alves de Melo seja comunicada, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 197 ou pelos canais oficiais da Deam de Valparaíso de Goiás.



Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Reprodução / PCGO

Sem vice, Flávio oficializa candidatura pelo PL neste sábado

Banco Master, embates com Michelle, tarifas dos EUA e dificuldade de atrair aliados marcaram os primeiros meses da pré-campanha do senador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa neste sábado (25) sua candidatura à Presidência da República durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para às 9h, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.

O evento reunirá aliados do senador, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Argentina, Javier Milei, além de uma participação em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para liderar o projeto político do bolsonarismo nas eleições de 2026, o parlamentar chega à disputa sem um candidato a vice definido e, até o momento, sem uma aliança formal com partidos do Centrão.

A trajetória que levou Flávio à convenção começou em 5 de dezembro de 2025, quando o senador anunciou ter sido escolhido pelo pai para representar o PL na disputa pela Presidência da República em 2026.

A partir dali, contudo, a pré-campanha passou a enfrentar uma sequência de obstáculos. Ao longo dos meses seguintes, Flávio viu seu nome ser associado às revelações envolvendo o Banco Master, protagonizou embates públicos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enfrentou dificuldades para ampliar sua aprovação entre o eleitorado feminino, foi apontado como um dos responsáveis pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e encontrou resistência para atrair os principais partidos do Centrão para uma coligação.

Moderação em teste e resistência do Centrão

Desde que foi anunciado como pré-candidato, Flávio tem procurado se apresentar a lideranças políticas, empresários e representantes do mercado financeiro como uma versão mais moderada de seu pai. A estratégia busca ampliar seu diálogo com o Centrão, grupo considerado essencial para a formação de uma ampla coligação. Algumas declarações do senador, no entanto, têm colocado essa imagem à prova.

A mais recente ocorreu no início desta semana. Durante um encontro com diplomatas em Brasília, Flávio voltou a levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Na ocasião, o pré-candidato afirmou que os Estados Unidos teriam identificado indícios de fraude no sistema eleitoral eletrônico da Venezuela e relacionou esse episódio ao modelo de votação adotado no Brasil.

Como argumento, citou um relatório da CIA e afirmou que muitas urnas eletrônicas brasileiras teriam “a mesma origem” das produzidas pela empresa empresa venezuelana Smartmatic. As declarações foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A declaração repercutiu negativamente entre dirigentes de partidos do Centrão, que a interpretaram como um movimento na direção oposta ao esforço de moderação que Flávio tenta imprimir à pré-campanha.

Integrantes dessas legendas avaliam que episódios como esse dificultam a construção de alianças para a disputa presidencial e reforçam a percepção de que o senador acumula muitos “tetos de vidro”, o que eleva o custo político de uma eventual aliança.

O PP já decidiu permanecer neutro no primeiro turno. Como integra a federação União Progressista com o União Brasil, a decisão inviabiliza o apoio do bloco à candidatura de Flávio. O Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, também avalia adotar uma postura semelhante.

Eleitorado feminino e o peso de Michelle Bolsonaro

Desde que anunciou sua pré-candidatura, Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para ampliar sua aprovação entre o eleitorado feminino. Integrantes do PL avaliavam que um apoio mais ativo de Michelle, uma das principais lideranças do bolsonarismo entre mulheres e evangélicos, poderia contribuir para reduzir essa resistência. O cenário, porém, se tornou mais complexo após uma crise pública entre os dois.

O episódio teve início em 24 de junho, quando Michelle divulgou um vídeo acusando Flávio de humilhá-la e desrespeitá-la após divergências sobre as articulações do PL no Ceará. O conflito envolvia a decisão da sigla de apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual e a candidatura da vereadora Priscila Costa (PL-CE) ao Senado.

A crise teve reflexos dentro do partido. Michelle deixou a presidência do PL Mulher, enquanto Flávio declarou publicamente que não mantinha mais relação com a ex-primeira-dama.

Após o atrito, o senador passou a tratar como prioridade a escolha de uma mulher para compor sua chapa como candidata a vice-presidente, em uma tentativa de fortalecer sua imagem junto ao eleitorado feminino.

Em outra frente, Flávio lançou, em 16 de julho, o Plano Brasil por Elas. A iniciativa reúne 12 propostas voltadas ao público feminino. A principal medida é a criação da Central da Mulher, plataforma física e digital destinada a reunir serviços de proteção, acolhimento, qualificação profissional e incentivo à autonomia financeira.

Às vésperas da convenção nacional do PL, o senador também buscou reconstruir a relação com Michelle. Na quinta-feira (23), divulgou um vídeo em que pediu desculpas à ex-primeira-dama e defendeu a união do grupo para derrotar o PT.

Michelle aceitou o gesto. Como parte do acordo de reaproximação entre os dois, o nome de Priscila Costa, aliada da ex-primeira-dama, passou a ganhar força para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio.

Flávio e o Banco Master

A relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passou a ocupar o centro da pré-campanha em maio deste ano, quando o site Intercept Brasil revelou mensagens mostrando que o senador procurou o ex-banqueiro para obter recursos destinados ao filme Dark Horse, obra biográfica sobre Jair Bolsonaro.

As conversas, trocadas com o publicitário Thiago Miranda e com o próprio Vorcaro, mostraram que as tratativas começaram no fim de 2024 e que, ao longo de 2025, Flávio passou a cobrar diretamente a liberação de parcelas para a produção.

Inicialmente, o senador negou que o filme tivesse recebido financiamento de Vorcaro. Posteriormente, admitiu ter procurado o empresário, mas afirmou que se tratava de recursos privados destinados a um projeto privado, sem recebimento de valores por ele nem oferta de qualquer contrapartida. Essa tem sido a principal linha de defesa adotada por Flávio desde o início da controvérsia.

Na quinta-feira (23), o caso ganhou um novo desdobramento. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar o repasse de recursos ao Dark Horse, tornando Flávio oficialmente investigado pela Polícia Federal (PF).

Poucas horas depois, o nome do senador voltou a ser associado a Vorcaro após o portal Metrópoles revelar documentos segundo os quais o escritório de advocacia de Flávio emitiu e cancelou, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que somavam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria. De acordo com a reportagem, a empresa é apontada como de fachada e teria sido utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Banco Master.

Na noite de quinta-feira (23), durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Flávio comentou o episódio e afirmou ser “claramente uma pessoa altamente perseguida”. O senador atribuiu as críticas a uma suposta campanha da imprensa para desgastar sua imagem e disse haver uma “construção de narrativa” baseada, segundo ele, em acusações “infundadas” e sem provas.

“Gente, estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro. E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, […] esse pessoal você não vê a grande mídia falando. Eu respeito o trabalho da imprensa, mas está descarado. Está desproporcional […] Eles não vão parar, inclusive depois que eu virar presidente da República”, disse.

Flávio e tarifas dos EUA

As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros também passaram a representar um desafio para a pré-campanha do senador.

Embora afirme ter atuado para evitar a medida, inclusive participando de uma audiência pública nos EUA sobre o tema, levantamentos indicam que o episódio desgastou a imagem de Flávio e fortaleceu politicamente o presidente Lula, que passou a sustentar o discurso de que a família Bolsonaro teria atuado em favor das tarifas e contra os interesses do país.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Flávio Bolsonaro | Vittor Sales

Bolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliar

Medida foi tomada por Moraes após carta divulgada por Flávio Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (24) recurso contra a decisão que o proibiu de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias.

Na semana passada, a medida foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro tem contra ele uma restrição que o proíbe de usar a internet, inclusive por meio de terceiros. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não poderá divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No recurso apresentado ao Supremo, a defesa sustenta que o ex-presidente não pode ter suas liberdades de pensamento e de manifestação de ideias restringidas em função de sua condenação.

“Decisão termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição, além de representar sensível ampliação do alcance tradicionalmente atribuído às limitações próprias da execução penal, convertendo-a em instrumento de limitação ideológica, resultado incompatível com o regime constitucional das liberdades públicas”, afirmou a defesa. 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Lei que autoriza venda de spray de pimenta para mulheres entra em vigor nesta sexta-feira

Medida vale para maiores de 18 anos, sem histórico de crimes graves; texto prevê cadastro, regras para o produto e treinamento

A lei que autoriza a venda de spray de pimenta para a defesa pessoal de mulheres começou a valer nesta sexta-feira (24). Publicada no DOU (Diário Oficial da União), a medida permite a comercialização, compra e posse do produto em todo o país para mulheres maiores de 18 anos.

O objetivo da nova legislação é aumentar a proteção e garantir a integridade física, psicológica e sexual das mulheres diante de situações de violência.

Para adquirir o produto, a mulher deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e atestado de antecedentes criminais sem condenações por crimes violentos. Já as lojas autorizadas a vender o equipamento terão de cadastrar os dados da compradora para garantir o rastreamento do item e fornecer orientações básicas sobre o uso seguro. Antes da nova lei, esse tipo de spray era de uso restrito das Forças Armadas e de órgãos de segurança pública.

A norma também estabelece regras para o equipamento. O spray deve ser de uso individual, não letal e ter apenas efeito temporário para deter o agressor. O produto tem de ser fabricado à base de oleorresina de capsicum ou outros extratos vegetais autorizados pelos órgãos competentes. A regulamentação do item, incluindo o limite de concentração e os padrões de segurança, ficará a cargo do governo e da Anvisa.

Além disso, a lei prevê a criação do Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. A iniciativa visa orientar sobre o que é legítima defesa, a fim de evitar excessos; divulgar informações sobre o ciclo da violência doméstica e os canais de denúncia e promover campanhas sobre o uso responsável do spray.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Bruno Collaço/Agência Alesc