Copa inicia mata‑mata neste domingo com África do Sul e Canadá

A partir de agora, derrotas significam eliminação imediata

Começa neste domingo (28), com o confronto entre a África do Sul e o Canadá, a segunda fase da Copa do Mundo. O jogo será às 16h, em Los Angeles. A partir de agora, a competição entra em formato mata-mata, em que apenas o vencedor segue para a próxima fase.

A Copa do Mundo 2026 reuniu, pela primeira vez, um total de 48 seleções. Com isso, aumenta de sete para oito o número de partidas a serem jogadas pelas equipes que avançarem até as finais.

Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

A segunda fase da competição é chamada Round of 32 (Rodada dos 32) pela Fifa. Participam dela os dois primeiros colocados de cada grupo e as oito equipes com melhor campanha, entre as 12 que ficaram em terceiro lugar.

No caso do confronto deste domingo, entre a África do Sul e o Canadá, as duas equipes chegam a essa fase após terem ficado em segundo lugar nos grupos A e B, respectivamente.

África do Sul

A seleção da África do Sul começou a Copa sendo derrotada pelo México por 2 a 0, na partida de abertura.

Ao longo da competição, a equipe melhorou o desempenho, com um empate na segunda rodada, diante da República Tcheca e, na sequência, com uma vitória por 1 a 0 contra a Coreia do Sul.

A equipe mostrou, durante a fase de grupos, um padrão de jogo fisicamente forte que se organizava defensivamente de forma a buscar saídas rápidas de contra-ataques.

1ª rodada

México 2 x 0 África do Sul

2ª rodada

República Tcheca 1 x 1 África do Sul

3ª rodada

África do Sul 1 x 0 Coreia do Sul

Canadá

A campanha do Canadá nesta Copa começou com um empate em 1 a 1 com a Bósnia e Herzegovina. Na rodada seguinte, os canadenses golearam por 6 a 0 o Catar. A equipe acabou ficando com a segunda colocação do grupo após ter perdido por 2 a 1 para a Suíça.

Em parte, essa irregularidade da equipe é explicada pelo fato de, ao mesmo tempo que apresenta um estilo de jogo ofensivo, os canadenses terem apresentado oscilações defensivas, principalmente quando teve à frente adversários mais fortes.

1ª rodada

Canadá 1 x 1 Bósnia e Herzegovina

2ª rodada

Canadá 6 x 0 Catar

3ª rodada

Suíça 2 x 1 Canadá

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Canva

Veja os confrontos da fase 16 avos da Copa do Mundo

Mata-mata começa neste domingo com África do Sul x Canadá; Brasil enfrenta o Japão na segunda-feira

Os jogos da fase de grupos da Copa do Mundo chegaram ao fim no início da madrugada deste domingo (28). Com isso, estão definidos todos os confrontos da fase de 16 avos da competição.

O mata-mata da Copa começa já neste domingo, com o confronto entre África do Sul e Canadá. A partida terá transmissão do SBT e da N Sports a partir das 15h.

A Seleção Brasileira entra em campo na segunda-feira (29), quando enfrenta o Japão. O duelo também será exibido pelo SBT, com narração de Galvão Bueno.

Veja os confrontos da 16 avos da Copa do Mundo

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

Candangão Junino 2026 segue até domingo (28) em Santa Maria com entrada gratuita

Nem o frio desanimou a torcida. A primeira noite foi marcada por muita animação e grandes apresentações

A cultura popular tomou conta de Santa Maria na noite dessa sexta-feira (26), quando teve início mais uma etapa do Candangão Junino 2026. O estacionamento do Ginásio de Esportes se transformou em um grande arraial, reunindo centenas de pessoas que enfrentaram o frio para prestigiar um dos maiores eventos juninos do Distrito Federal e Entorno.

No tablado, sete quadrilhas deram um verdadeiro espetáculo de cores, música, dança e tradição. Cada apresentação arrancou aplausos e emocionou o público, que acompanhou atentamente as coreografias, os figurinos e os enredos preparados especialmente para a competição.

Moradora de Santa Maria, Priscila Moreira da Silva foi uma das pessoas que fez questão de prestigiar a primeira noite do evento. “Valeu muito a pena enfrentar o frio. As apresentações são lindas, a organização está excelente e é emocionante ver tantas famílias reunidas para valorizar a nossa cultura. Com certeza estarei de volta nos próximos dias”, afirmou.

O estacionamento do Ginásio de Esportes se transformou em um grande arraial, reunindo centenas de pessoas | Foto: Divulgação/Administração Regional de Santa Maria

Para o presidente da FequajuDFE, Robson Vilela, o Fusca, a abertura da etapa confirmou, mais uma vez, a força do movimento junino no Distrito Federal. “Ver o espaço com torcidas vibrando e famílias participando mostra que o Candangão Junino vai muito além da competição. É um evento que fortalece nossa cultura, movimenta a comunidade e valoriza o trabalho dos grupos juninos. Estamos muito felizes com essa primeira noite e convidamos toda a população para prestigiar as próximas apresentações“, disse o presidente.

O Candangão Junino 2026 reúne os melhores grupos juninos do Distrito Federal e Entorno, promovendo uma verdadeira celebração das tradições nordestinas por meio da dança, da música e da valorização da cultura popular.

Promovido pela Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (FequajuDFE), o circuito integra o Termo de Fomento nº 992770/2026, firmado com o Ministério da Cultura, e conta com a parceria da Administração Regional de Santa Maria.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação/Administração Regional de Santa Maria

Como aproveitar as festas juninas sem parar na emergência

Especialista alerta para riscos que aumentam nesta época do ano, como queimaduras, intoxicações alimentares e descompensação de doenças crônicas

O cheiro de milho cozido, a canjica fumegante, as fogueiras acesas e o som do forró fazem parte das lembranças mais afetivas das festas juninas. Mas, para algumas pessoas, a celebração termina de forma bem diferente: em uma sala de emergência. 

Olho maior que a barriga: tenha cuidado com alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio | Fotos: Divulgação/IgesDF

Queimaduras provocadas por fogueiras e fogos de artifício, intoxicações alimentares, crises hipertensivas, aumento da glicemia e agravamento de doenças respiratórias estão entre os problemas de saúde que costumam se tornar mais frequentes durante o período junino. A combinação entre temperaturas mais baixas, consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio, além do uso inadequado de artefatos com fogo, exige atenção redobrada. 

“Sou diabética e não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial e precisei procurar atendimento de emergência”Elenice Mendes, aposentada 

Há dois anos, a aposentada Elenice Mendes, 71 anos, descobriu isso da pior maneira. Apaixonada pelas tradições juninas, ela aproveitava os arraiais sem se preocupar com os impactos da alimentação sobre a própria saúde. 

“Sou diabética e, por muito tempo, não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial. Fiquei enjoada, com a visão embaçada e muito  tonta, e precisei procurar atendimento de emergência. Foi um susto que serviu de aprendizado. Hoje sei que preciso me controlar”, relata.

De acordo com o médico clínico e gastroenterologista, Álvaro Modesto, profissional que atua no Hospital Cidade do Sol (HSOL), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), pessoas com doenças crônicas não devem encarar as festas juninas como um período de exceção.

“Quem convive com diabetes, hipertensão ou outras doenças em que a alimentação faz parte do tratamento precisa manter os cuidados mesmo durante as comemorações. O diabético continua precisando controlar a ingestão de açúcares e carboidratos, enquanto o hipertenso deve evitar o excesso de alimentos ricos em sódio”, explica. 

Queimaduras ainda são um dos principais perigos

Outro risco associado aos festejos juninos está relacionado ao uso de fogueiras e fogos de artifício. As crianças merecem atenção especial, já que acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes. 

“Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco”Álvaro Modesto, médico clínico e gastroenterologista

A orientação é manter distância segura das chamas, não permitir brincadeiras próximas às fogueiras e nunca utilizar álcool ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo. Caso ocorra uma queimadura, o primeiro socorro deve ser feito apenas com água corrente em temperatura ambiente.

“Não devem ser aplicados gelo, manteiga, pasta de dente, borra de café ou qualquer outro produto caseiro sobre a lesão. Essas práticas podem piorar a queimadura e dificultar o tratamento”, orienta Modesto.

O frio também pode representar um risco

Além das comidas típicas e das fogueiras, as baixas temperaturas características desta época do ano também merecem atenção. O frio favorece a circulação de vírus respiratórios e provoca alterações no funcionamento do organismo, aumentando os riscos para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardiovasculares.

Segundo o especialista, a queda da temperatura provoca uma contração natural dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial e aumentar a chance de complicações em pacientes hipertensos. Outro fator que preocupa é a redução da ingestão de líquidos.

“O frio não aumenta apenas os casos de gripes e resfriados. Ele também provoca alterações no funcionamento do organismo, favorecendo a elevação da pressão arterial e exigindo cuidados extras com a hidratação, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.”

Quando é hora de procurar ajuda?

Em casos de urgência e emergência, a população pode procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede ou os serviços hospitalares de referência. A recomendação é buscar atendimento médico diante de sinais como:

→ Falta de ar ou dificuldade para respirar;

→ febre persistente;

→ vômitos e diarreia intensos;

→ queimaduras extensas ou profundas;

→ dor no peito;

→ alterações importantes da pressão arterial;

→ sintomas de hiperglicemia, como visão turva, tontura e mal-estar.

“Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco”, orienta o gastroenterologista. 

Cuidado com fogueiras e fogos de artifícios: acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes 

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação/IgesDF