Flávio celebra desempenho; Lula pede debate mais qualificado

Candidatos fizeram balanço do debate da Band TV realizado na noite deste domingo (18); próximo debate está marcado para sexta-feira (23)

Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram um balanço de seus desempenhos no debate deste domingo (18) na Band TV.

Lula afirmou que o debate precisa ser mais qualificado e criticou a troca de “acusações baratas”. Já Flávio comemorou sua participação e disse ter sido capaz de “rebater várias mentiras”.

O atual presidente também reafirmou seu desafio, feito durante o encontro, para que tanto ele como seu adversário abram seus sigilos telefônico e bancário para apurar quem está ligado a esquemas de corrupção. Por outro lado, o senador ironizou a ideia do petista e disse que ele sequer tem celular.

Questionados sobre a reta final de campanha, Lula disse que viajará pelo país nessa última semana antes do segundo turno. O candidato à reeleição irá a Rio Grande do Sul, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

“Enquanto a gente tiver possibilidade de andar e fazer um discurso para convencer o povo, a gente vai fazer”, declarou o presidente, que disse estar convencido da virada nas urnas no próximo domingo (25).

Para Flávio, esses últimos dias antes da eleição vão mostrar que o país está “unido do mesmo lado, o da mudança”.

“A gente vai continuar levando nossa verdade, mobilizando as ruas, com pessoas que vão voluntariamente aos atos que nós fazemos”, afirmou.

Lula e Flávio Bolsonaro ainda podem se encontrar em novo debate na sexta-feira (23), organizado pela TV Globo. Eles ainda não confirmaram suas presenças no programa.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução

Campanha de Flávio Bolsonaro realiza manifestação na Paulista

Réplica de míssil atômico pede que Trump bombardeie o Brasil

A uma semana do segundo turno das eleições para presidência da República, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) participou de ato na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, neste domingo (18). Durante seu discurso, ele voltou a afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, participará da cerimônia de posse caso ele seja eleito, dando a entender que cuidará da anistia ao pai que cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou.

Flávio disse ainda que pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e às drogas. Afirmou também que confrontará o candidato do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no debate marcado para as 20h, na TV Band.
 

São Paulo (SP), 18/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República reúne apoiadores na Avenida Paulista. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro participam de ato com apoiadores na Avenida Paulista – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Vou falar com o coração e para cada um de vocês da família brasileira. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”.

Além de bandeiras e cartazes com palavras de ordem, apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro levaram uma réplica inflável de um míssil, onde estava escrito “Trump nuke Brazil”, que na tradução literal quer dizer Trump jogue uma bomba nuclear no Brasil, em alusão ao presidente norte-americano Donald Trump.

Eleitores

A técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, esteve no ato e acha importante participar para tornar o movimento grandioso e gerar número, mostrando representatividade. Para ela, pode haver uma virada nas urnas derrotando Bolsonaro, principalmente por conta de fake news e informações que alarmaram as pessoas.

“Eu voto nele porque sempre concordei com leis mais duras e acredito que a solução para o país, tomado pela criminalidade, seja endurecer para as pessoas terem medo de serem presas. A economia também não está funcionando da forma como está indo e eu concordo com a forma como ele vai eliminar o déficit e gerar receita”, afirmou.
 

São Paulo (SP), 18/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República reúne apoiadores na Avenida Paulista. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Ato na Paulista reúne apoiadores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos, disse estar cansado do PT no governo e acredita que é hora de mudança, já que para ele o Brasil está atrasado e poderia ser uma das maiores potências mundiais.  “E vem com esse discurso de pobreza. Nós temos que ver o progresso. Dar oportunidades, principalmente para os jovens”.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ministros do STF adotam cautela no segundo turno e evitam entrar em embate eleitoral

Avaliação nos bastidores é de que há maior preocupação em evitar exposições desnecessárias e conflitos públicos

Depois da crise às vésperas do primeiro turno, quando ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foram envolvidos no noticiário sobre o Banco Master, integrantes da Corte têm evitado aumentar a exposição pública na reta final da disputa presidencial.

Segundo interlocutores ouvidos pelo Quarta Instância, a preocupação é evitar novos desgastes e conflitos que ampliem a tensão política antes do segundo turno.

Há um clima de “respiro” com os holofotes voltados para o Congresso Nacional, onde avançam discussões de apelo eleitoral, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.

O blog apurou que integrantes do Supremo evitaram entrar nos últimos ruídos no Judiciário. Um episódio que ajuda a entender esse momento é a divergência entre o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

O caso provocou um embate entre os dois magistrados. Nunes Marques determinou a suspensão do canal após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Cueva, relator de uma das ações relacionadas ao caso, reverteu a medida ao considerar que as alegações apresentadas não justificavam a retirada imediata do canal do ar.

A divergência se aprofundou nos dias seguintes, quando Nunes Marques voltou a suspender o canal, desta vez por falta de registro formal na Justiça Eleitoral. O episódio expôs um conflito sobre os limites de atuação da Presidência do TSE e as atribuições do corregedor na condução dos processos.

Apesar da repercussão política, o embate não se transformou em uma disputa pública entre outros integrantes do Supremo, por exemplo. Não houve uma sequência de manifestações de ministros do STF em defesa de um dos lados, nem uma troca pública de indiretas nas redes sociais que ampliasse o conflito para além da Justiça Eleitoral.

Crise restrita

Segundo interlocutores, esse é um dos aspectos que chamam a atenção no episódio: apesar da gravidade do atrito institucional, a disputa permaneceu concentrada nos procedimentos e nas decisões do TSE, sem mobilizar publicamente outras alas do Supremo.

O caso também não levou o STF, como instituição, a intervir na divergência entre os dois magistrados. O caso foi tratado no âmbito da Justiça Eleitoral, responsável pela condução das regras e dos processos relacionados à campanha.

Solução

Outro elemento que ajuda a compreender o desfecho foi a decisão tomada pelo plenário do TSE na última quinta-feira (15). Por unanimidade, os ministros aprovaram uma mudança que afastou a exigência de esperar 48 horas para usar canais digitais de campanha registrados tardiamente entre o primeiro e o segundo turno.

A medida alterou o procedimento aplicado a canais como o “Exército do Lula” e encerrou a discussão em torno da espera obrigatória após o registro. A solução foi construída por meio de uma deliberação colegiada, em vez de manter o debate restrito a decisões individuais conflitantes.

Cuidado redobrado

A avaliação de interlocutores é de que o segundo turno exige cuidado redobrado dos ministros, sobretudo em decisões que possam produzir efeitos diretos sobre as campanhas ou alimentar questionamentos sobre a imparcialidade da Justiça.

A cautela aparece, de acordo com assessores de ministros, menos como uma mudança individual de comportamento e mais como a ausência de novos focos de confronto institucional em meio à disputa eleitoral.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Antonio Augusto/STF

Flávio diz que vai “esfregar crimes de Lula” em debate

Em ato na Avenida Paulista, candidato do PL voltou a dizer que, se eleito, quer receber a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (18), durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, que pretende usar o debate eleitoral da Band para “esfregar os crimes” que, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “cometeu contra nossa nação”. O debate está marcado para as 20h deste domingo.

“Eu vou poupar minha voz porque hoje quero vocês na televisão assistindo ao debate com Lula”, falou o senador a milhares de apoiadores. “Onde vou ter oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação”, continuou, sem detalhar quais seriam.

O senador voltou a afirmar que, se eleito, quer receber a faixa presidencial do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão em regime domiciliar. Flávio também reiterou a intenção de indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam “contra o aborto e as drogas e a favor da prosperidade do povo brasileiro”.

“Sete dias pra gente livrar o Brasil do PT. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho. E eu vou cuidar do Brasil, vou cuidar do povo brasileiro e o Brasil vai vencer”, declarou.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo, 25 de outubro.

O comício, realizado em clima de bloco carnavalesco de rua, reuniu Flávio e a esposa, a cirurgiã-dentista Fernanda Bolsonaro, em um trio elétrico ao lado de aliados políticos. Entre os presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e o influenciador Pablo Marçal (PRTB).

Passagem da faixa presidencial

O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar no condomínio onde mora, em Brasília, após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF por tentativa de golpe de Estado.

A tradição de passagem da faixa presidencial entre o antecessor e o novo presidente foi interrompida em 2023. Derrotado nas urnas, Jair Bolsonaro deixou o Brasil no fim de dezembro de 2022 e não participou da posse de Lula.

Na ocasião, o petista recebeu a faixa de oito representantes da sociedade brasileira, entre eles trabalhadores, uma criança e o cacique Raoni Metuktire.

Em 2019, o então presidente Michel Temer (MDB) havia passado a faixa presidencial a Jair Bolsonaro.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/YouTube