Valparaíso de Goiás inicia curso de formação da Guarda Municipal

Sessão inaugural contou com autoridades locais e estaduais e marca a preparação de 64 candidatos aprovados em concurso público

Na última sexta-feira, 28 de agosto, Valparaíso de Goiás deu mais um passo importante para o fortalecimento da segurança pública municipal com o início do Curso de Formação da Guarda Municipal. A aula inaugural contou com a presença do prefeito Marcus Vinicius, da secretária de Administração, Maria Auxiliadora, e de Gustavo Toledo da Silva Lima, presidente-comandante da Agência da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (AGCMG).

Ao todo, 64 candidatos aprovados no concurso público e convocados para integrar a Guarda Municipal de Valparaíso iniciaram a formação, sendo 21 mulheres. Além deles, três candidatos do município de Cabeceiras de Goiás também participarão do curso, que terá duração de 90 dias, com uma programação intensa voltada à preparação técnica e operacional dos futuros agentes.

Para o prefeito Marcus Vinicius, a criação da Guarda Municipal integra um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas para ampliar a segurança na cidade. “Nossa cidade segue avançando na segurança pública. Além do concurso para instituir a Guarda Municipal, nossa gestão também tem auxiliado no banco de horas da Polícia Militar, comandada pelo Tenente Coronel Chiericato, Polícia Civil e Bombeiros”, destacou.

Segundo o prefeito, o investimento conjunto contribui para reforçar a presença das forças de segurança nas ruas. “Essa ação permite com que as forças de segurança permaneçam mais tempo nas ruas, ampliando o patrulhamento e a proteção do valparaisense”, afirmou Marcus Vinicius.

O curso de formação representa uma etapa fundamental antes da atuação dos novos guardas municipais, proporcionando aos convocados conhecimentos e preparação necessários para o desempenho das funções com responsabilidade, técnica e compromisso com a população.

Ao final, o prefeito desejou sucesso aos participantes que iniciam essa nova trajetória: “Boa sorte aos convocados”. A formação marca, assim, o início de uma importante caminhada para os futuros guardas municipais, que se preparam para exercer suas funções com qualificação, responsabilidade e compromisso com a população de Valparaíso.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto:  Secom PMVG

TSE suspende campanha digital de Renan Santos à Presidência

O ministro do STF Dias Toffoli suspendeu a campanha por omissão de 16 perfis nas redes sociais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a campanha digital de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. A decisão cautelar foi tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31). Segundo o ministro, o candidato deixou de informar ao TSE 16 perfis administrados por sua equipe nas redes sociais, o que configuraria irregularidade no registro da candidatura. Toffoli afirmou que a omissão foi estratégica e comprometeu a transparência necessária para a fiscalização da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e da sociedade.

De acordo com o processo, Renan Santos protocolou seu pedido de registro de candidatura em 7 de agosto. Apenas em 19 de agosto, por meio de uma petição complementar, foram informados novos perfis utilizados pela campanha. As regras eleitorais determinam que candidatos devem declarar, no momento do registro, os endereços de sites, blogs e perfis em redes sociais que pretendem utilizar durante a campanha. No domingo (30), Toffoli já havia retirado de pauta o processo de registro, apontando indícios de ilicitude nos requerimentos apresentados.

Na decisão, o ministro destacou que a omissão de perfis não é de menor importância, pois é direito dos eleitores serem expostos a meios legítimos de convencimento. Ele ressaltou que a informação correta sobre os canais digitais garante a fiscalização da regularidade por parte das instituições e da sociedade. Toffoli também afirmou que Renan Santos se beneficiou ao deixar de informar um dos perfis no Instagram, utilizado para campanha, o que caracterizaria uma omissão estratégica.

Com a medida, Renan Santos está proibido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou qualquer outro meio, além de realizar propaganda eleitoral digital em sites, blogs, redes sociais ou aplicativos de mensagem. A decisão suspende os repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e determina a exclusão dos perfis em até seis horas, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora e por perfil. O candidato também deve informar ao TSE, em até 24 horas, dados relativos a postagens, impulsionamentos e anúncios realizados desde o registro da candidatura.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan Santos classificou a decisão como “injusta e ilegal” e afirmou que recorrerá ao TSE. Ele atribuiu a omissão dos perfis a um problema técnico no momento do registro da candidatura, que, segundo ele, teria afetado outros candidatos. O presidenciável disse ainda que não utiliza recursos do Fundo Eleitoral e relacionou a decisão de Toffoli a manifestações que organizou contra o ministro no último ano, motivadas pelo envolvimento dele no caso do Banco Master.

Após a decisão, Renan Santos alterou a foto de perfil em todas as redes sociais, substituindo-a por uma imagem com a palavra “censurado”. Ele também pediu que apoiadores baixem e compartilhem seus vídeos antes que as contas sejam apagadas. Toffoli determinou que a campanha informe a data de criação de cada perfil e o início da utilização para fins eleitorais, além de indicar a existência de outros sites, blogs, redes sociais, grupos de mensagens e aplicações semelhantes.

A decisão aponta ainda que a campanha pode ter sido favorecida pelos sistemas de recomendação das plataformas ao criar novos perfis sem informar todos eles no momento do registro. Segundo o ministro, páginas registradas pela campanha podem ter sido conectadas a contas não declaradas anteriormente, ampliando o alcance do candidato. Com isso, os gastos com recursos já repassados também ficam bloqueados até nova avaliação da Corte.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News e do R7 | Foto:  Felipe Soares/Divulgação Missão

29% dos brasileiros usam IA diariamente, mostra pesquisa

Levantamento do CGI.Br estima que 93% dos usuários de internet acessem ferramentas de Inteligência Artificial com alguma frequência

Cerca de 29% dos brasileiros usuários de internet usam ferramentas de Inteligência Artificial diariamente, mostra um estudo conduzido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), divulgado nesta segunda-feira (31).

O levantamento mostrou, ainda, que pelo menos 93% dos entrevistados — compostos por brasileiros com 16 anos ou mais — acessam as IA’s com alguma frequência. Os dados constam na pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais 2025”.

Veja os hábitos de uso de IA, observado pelo CGI.Br:

Além disso, o comitê mostrou uma disparidade no uso de IA entre os diferentes níveis de escolaridade. Entre os entrevistados com ensino fundamental completo, 20% utilizavam as ferramentas diariamente. Já entre aqueles que possuem ensino médio o montante era de 27%, e, entre os graduados no ensino superior, o total era de 38%.

Entre os tipos de informação fornecida às ferramentas de IA, estão entre as mais comuns: temas de trabalho ou de estudo, com 73% dos usuários; interesses ou gostos pessoais, 58%; sentimentos e emoções, 54%; dados de saúde, como sintomas e exames, 52%; fotos suas ou de pessoas desconhecidas, 50%; finanças pessoais, 41%; e dados pessoais 37%.

A pesquisa também mediu os níveis de preocupação dos usuários de IA em relação ao uso de dados pessoais pelas empresas fornecedoras da tecnologia, mostrando que ao menos 33% das pessoas ouvidas se mostraram muito apreensivas. Veja a relação completa:

O CGI.Br entrevistou 2.500 usuários de internet de 16 anos ou mais, de forma remota, em dezembro de 2025. O cálculo de pesos foi feito com base em estimativas populacionais da PNAD Contínua e de usuários de internet da TIC Domicílios 2024, com cotas de gênero, idade, educação, classe social e região.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Canva

Comissão adia análise de ‘taxa das blusinhas’ para terça (1)

Colegiado, que votaria nesta segunda (31) medida provisória encerrando a cobrança do imposto sobre importações de até US$ 50, volta a se reunir às 10h

A comissão especial que analisará a medida provisória (MP) sobre o fim da chamada “taxa das blusinhas” adiou a sessão marcada para esta segunda-feira (31) para terça (1º), às 10h. A expectativa é que o texto também vá a plenário amanhã.

A MP zerou a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 259) e estava em regime de urgência desde 26 de junho – ou seja, precisava ser aprovado pelo Congresso ou perderia a validade. A vigência da medida provisória termina em 8 de setembro.

O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), citou que o relatório final produzido pela senadora Leila Barros (PDT-DF) ainda está sendo ajustado. Os congressistas mantêm conversas com empresários de olho em uma possível assimetria concorrencial para a indústria brasileira, que terá de voltar a competir com produtos importados de menor valor.

A MP 1.357/2026 alterou regras do Regime de Tributação Simplificada e autorizou o governo a modificar as alíquotas do Imposto de Importação, podendo reduzi-las a zero na faixa de até US$ 50 e a 30% na faixa de até US$ 3 mil (cerca de R$ 15,5 mil). A medida foi uma guinada à estratégia inicial da Fazenda, que via a cobrança como mecanismo para blindar a indústria interna e aumentar a arredação.

Mais cedo, Reginaldo adiantou que o texto vai prever um mecanismo para que o Ministério da Fazenda avalie periodicamente os efeitos da isenção para o setor produtivo. Em caso de impactos econômicos severos, será de responsabilidade do governo federal enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para mitigar esses efeitos.

Inicialmente, esse acompanhamento realizado pela Fazenda será a cada três meses e depois passará para um intervalo de seis meses entre cada avaliação, por sugestão dos setores produtivos.

Relembre a taxação

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada em 2024. Na época, aliados do Palácio do Planalto defendiam que a cobrança garantiria isonomia tributária entre empresas brasileiras e estrangeiras. A medida foi aprovada pelo Congresso em junho daquele ano.

A partir da implementação, o imposto passou a enfrentar resistência entre consumidores e foi associada ao aumento dos preços de roupas, acessórios, eletrônicos e outros produtos comprados pela internet.

Em maio de 2026, o governo revogou a cobrança e editou uma nova medida provisória (MP) para zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra se aplica às encomendas feitas por meio de empresas participantes do programa Remessa Conforme, como Shein, Shopee e AliExpress.

Para compras acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil, a MP estabelece uma alíquota de 30%, com desconto fixo de US$ 20.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto:  Reprodução/YouTube