PF deflagra operação contra anúncios falsos que usavam imagem do governo federal

Criminosos usavam selos públicos e inteligência artificial para enganar internautas

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Ad Phishing, para aprofundar investigação sobre a veiculação de anúncios digitais fraudulentos que utilizavam a imagem do governo federal e de instituições públicas “para conferir aparência de legitimidade a páginas falsas na internet”.

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos, ao todo, nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Durante as investigações, foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos vinculados a dezenas de páginas e domínios distintos.

Segundo a PF, muitos deles utilizavam elementos visuais associados ao governo federal e a instituições públicas, além de conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial.

Os investigados podem responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro, sem prejuízo da apuração de outros crimes eventualmente identificados no curso das investigações, como estelionato, associação criminosa, falsidades e lavagem de dinheiro.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Polícia Federal/Divulgação

Polícia Civil do DF não indicia Bolsonaro no caso de arma apreendida

Militar que estava com o artefato responderá por porte ilegal

A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou nesta terça-feira (1°) o inquérito aberto para investigar o caso da arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

No mês passado, a corporação começou a apurar o caso após o militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho ter sido parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto.

O delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso, decidiu não indiciar Bolsonaro. No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada.

Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista. 

“Analisando os elementos probatório produzidos nos autos, constata-se que Jair Messias Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência. É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado. 

Contudo, Boeing entendeu que Estácio Leite deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. 

“Estácio Leite da Silva Filho possui o porte de arma de fogo para portar armas de fogo da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, porém portava arma registrada em nome de terceiro, sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento”, completou.

PGR 

Após receber o relatório da Polícia Civil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre as conclusões da investigação. 

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caiado escolhe Gilberto Kassab como vice na disputa para a Presidência

Presidente do PSD integrará chapa com foco em reduzir carga tributária; parte dos filiados da sigla considera anúncio precipitado

O pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou, nesta quarta-feira (1), que o vice que irá compor a sua chapa nas eleições deste ano é Gilberto Kassab, atualpresidente do PSD e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil.

“Hoje nós temos uma convicção muito grande de que a República está podre. Hoje os poderes estão contaminados com ineficiência e isso acaba abalando a confiança da sociedade brasileira na República”, afirmou o pré-candidato a vice após o anúncio.

Segundo Kassab, um dos principais pontos da campanha será a redução da carga tributária do país.

“Nós poderíamos ultrapassar mais de um bilhão de reais para investir na infraestrutura do país, na saúde e educação. Em vez de fazer essa performance, o que se pratica é o aumento da carga tributária. Já éramos o país que tinha a maior carga tributária do mundo e, a cada momento, essa carga é elevada. Isso vai mudar com Ronaldo Caiado”, declarou o presidente do PSD.

‘Acima de qualquer suspeita’

O anúncio sobre a vice-candidatura ocorre 20 dias antes do início das convenções partidárias, momento em que os partidos definem quem disputará os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

Em coletiva após evento conduzido na sede do PSD, em Brasília, Caiado disse que a chapa está “acima de qualquer suspeita” sobre sua chegada ao segundo turno em outubro.

“É uma campanha que veio para ficar e veio para ganhar. Então é uma chapa que está, definitivamente, acima de qualquer suspeita se ela chegará ou não ao segundo turno”, afirmou o pré-candidato.

A reportagem apurou, porém, que o anúncio não foi bem visto por todos os integrantes do partido. Alguns nomes filiados à sigla disseram considerar que o comunicado foi feito muito “cedo” e que poderia ter sido adiado, principalmente diante dos recentes conflitos envolvendo a família Bolsonaro.

Quem é Gilberto Kassab

Gilberto Kassab fundou o Partido Social Democrático em 2011. Sua trajetória na política começou quando se tornou vereador em São Paulo, em 1992, sendo, posteriormente, secretário de Planejamento na gestão Celso Pitta e deputado federal.

O político também atuou como secretário da Casa Civil no governo do estado, durante a gestão João Doria, e como secretário de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio de Freitas — cargo que deixou em março deste ano.

Nogoverno federal, o presidente do PSD foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações durante o mandato de Michel Temer.

Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Alesp/Reprodução

PGR defende que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar

Procurador-geral Paulo Gonet enviou a manifestação ao STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quarta-feira (1°) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à continuidade da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, após o caso da apreensão da arma atribuída ao ex-presidente.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Ele cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

Gonet citou a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não indiciou Bolsonaro, e disse que o ex-presidente deve continuar na prisão domiciliar.

“A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio. Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”, afirmou.

Arma

Sobre a arma atribuída ao ex-presidente, o procurador disse que o armamento deve continuar apreendido. “É certo que a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo”, avaliou.

Mais cedo, o delegado Thiago Boeing, da Polícia Civil do Distrito Federal, decidiu não indiciar Bolsonaro. No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada.

Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista.

Contudo, Boeing entendeu que Estácio Leite, segurança do ex-presidente, deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

No mês passado, o militar do Exército foi parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto. Posteriormente, a versão foi confirmada pela defesa de Bolsonaro.

Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil