Trump diz que está acompanhando ‘muito de perto’ as eleições brasileiras

Presidente norte-americano também comentou que a eleição no Brasil é ‘muito importante’

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (1º), em conversa com jornalistas à saída da Casa Branca, que acompanha muito de perto o andamento das eleições no Brasil.

“Estou acompanhando muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, comentou.

Apesar da declaração, Trump não mencionou se apoiava algum candidato.

Possível interferência

As declarações ocorrem em meio à atenção em Washington sobre a disputa brasileira. No começo desta semana, três senadores democratas dos EUA pediram ao governo Trump que evite qualquer interferência no processo eleitoral, em carta enviada ao secretário de Estado, Marco Rubio.

Na semana passada, integrantes da Casa Branca ouvidos pela reportagem afirmaram que caberia ao próprio Trump decidir se reconhecerá o resultado da eleição.

As fontes disseram ainda que o presidente americano tem preferência por um candidato por afinidade ideológica, mas que não havia, naquele momento, apoio formal a nenhum nome.

Em setembro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a criticar Trump, afirmando que disse ao presidente americano para não se envolver nas eleições brasileiras que vão acontecer em outubro.

“O povo brasileiro é soberano. Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump: não se meta nas eleições brasileiras. Que as eleições brasileiras são um problema do povo brasileiro”, falou Lula.



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Canva

Fatal Fans: patrocínio de Corinthians é suspenso

Clube tem 15 dias para retirar ou cobrir a marca da Fatal Fans; decisão também exige remoção de links e verificação de idade na plataforma

A Justiça de São Paulo determinou nesta quinta-feira (1) a suspensão imediata dos efeitos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto.

O clube tem 15 dias para retirar ou cobrir a marca de uniformes, espaços esportivos e canais digitais oficiais, além de remover links que direcionem ao serviço.

A liminar foi concedida pela Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé, em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo o Tribunal de Justiça, a decisão considerou o alcance da publicidade entre crianças e adolescentes.

A ordem também determina que sejam adotados mecanismos de verificação de idade para restringir o acesso de menores ao conteúdo da plataforma. O processo tramita em segredo de Justiça.

Patrocínio previa exposição em equipes

O Corinthians anunciou a parceria no início de julho. O acordo previa a exibição da marca no calção do time masculino de futebol e nos uniformes das equipes de futsal e basquete. No futebol feminino, o espaço seria ocupado pela campanha “Respeita As Minas”, voltada ao combate à violência contra a mulher.

O clube informou que o contrato iria até 31 de dezembro de 2027, com possibilidade de extensão até o fim da temporada de 2028. O valor não foi divulgado. Segundo o Corinthians, seria o maior contrato de patrocínio já feito para apoiar as modalidades poliesportivas do clube.

Acordo provocou críticas

A parceria gerou um abaixo-assinado com mais de 40 mil assinaturas, uma representação no Ministério Público e críticas de especialistas sobre a publicidade de serviços adultos em ambientes frequentados por crianças e adolescentes.

A Fatal Fans é voltada à venda de conteúdo adulto por assinatura. Segundo a empresa, o acordo firmado em contrato não previa a divulgação desse conteúdo ao público.

Corinthians e Fatal Fans ainda não se manifestaram.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

TV Globo cancela debate com candidatos à Presidência da República

Anúncio foi feito após ministra Estela Aranha, do TSE, proibir púlpito vazio com nome de Lula e Gilmar Mendes, do STF, determinar a inclusão de Renan Santos no debate.

A Globo recebeu há pouco, na noite desta quinta-feira (1º), duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento. 

A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência da República.

A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes.

A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem em trinta segundos a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.

A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

A segunda intimação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.

As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral.

Devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).

Uma outra decisão, essa da última terça-feira (29), do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento do próprio TSE sobre contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia.

Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais.

Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite.

Leia também



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Reprodução

TSE proíbe cadeira vazia de Lula; Flávio diz que não vai ao debate da Globo; STF decide incluir Renan

Estão confirmados os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Presidente Lula informou que não vai participar do debate.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a TV Globo não mostre o púlpito que seria destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que informou nesta quarta-feira (30) que não participará do debate da emissora, nesta quinta-feira (1º) à noite.

A ministra também proibiu que os demais concorrentes façam perguntas dirigidas ao petista.

“A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei”, disse, na decisão.

Pouco depois, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não participará mais do debate que será realizado pela emissora.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, disse Flávio em uma publicação nas redes sociais.

Na noite desta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que o candidato a presidente pelo Missão, Renan Santos, participe do debate dos presidenciáveis da TV Globo.

O pedido foi feito pelo partido Solidariedade, em uma ação que tramitava no STF desde maio, e envolvia postagens em redes sociais feitas por um parlamentar e barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Nesta quinta, o partido pediu a Gilmar que o ministro determinasse a participação de Renan no debate.

No entendimento do ministro, a participação de Renan no debate “deve ser assegurada em atenção aos postulados da liberdade de expressão e do pluralismo político”.

Gilmar mencionou ainda decisão tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de determinar que o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, também participe do debate desta quinta.

“Em uma análise de razoabilidade que deve nortear a aplicação do princípio da igualdade de chances no processo eleitoral, não parece ser legítimo admitir a participação de candidato situado em patamar inferior em termos de intenções de voto, um termômetro importante para fins de aferição da representatividade, e negar a participação de candidato mais bem-posicionado”, disse Gilmar.

Estão confirmados no debate os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e também poderá ser visto simultaneamente no g1 e na GloboNews.

O debate será logo após o Jornal Nacional, com início previsto para as 21h30. Pela primeira vez, o programa ocupará a faixa da novela das 21h, “Quem Ama Cuida”.

Como será o formato do debate

O programa terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Dois blocos são de temas determinados e dois, de tema livre.

A dinâmica dos candidatos acontece ao redor de um mapa do Brasil posicionado no centro do cenário.

Por meio do mapa, o debate abordará as regiões do Brasil e temas específicos como a preservação da Amazônia; segurança nas fronteiras e combate ao crime organizado; e desafios para melhorar a infraestrutura para as exportações brasileiras.

Além disso, os candidatos poderão escolher entre temas predefinidos no telão para fazer as suas perguntas.

O candidato que faz a pergunta terá dois minutos para dividir entre a formulação da questão e a réplica. O candidato que responde terá três minutos para dividir entre resposta e tréplica.

Decisão de Nunes Marques sobre candidatos do Novo

Na terça-feira (29), o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu uma decisão liminar (provisória) requerida pelo Partido Novo, alterando entendimento anterior do TSE que define os critérios de participação de partidos em debates eleitorais em emissoras de rádio e TV.

A decisão garantiu a participação dos candidatos do Partido Novo nos debates das eleições de 2026 em todas as emissoras de rádio e TV a partir de terça.

O ministro determinou que os candidatos do Novo ao governo do Distrito Federal (DF), Kiko Caputo, e do Rio de Janeiro (RJ), André Marinho, participassem dos debates realizados pela Globo na noite de terça.

A decisão também beneficia o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema.

Leia também



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Reprodução