Zoológico de Brasília se prepara para receber girafas resgatadas

Animais foram retirados de esquema de tráfico e devem ser transferidos do Rio de Janeiro para o Distrito Federal

O Zoológico de Brasília iniciou obras de adaptação em seu recinto destinado a girafas para receber exemplares resgatados de um esquema de tráfico internacional de animais. A transferência dos animais, atualmente sob tutela do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em Mangaratiba, Rio de Janeiro, já foi definida pelo órgão. Ainda não há confirmação sobre o número de girafas que serão encaminhadas ao Distrito Federal.

De acordo com nota, as intervenções têm como objetivo adequar o espaço às necessidades biológicas e comportamentais dos futuros animais, seguindo critérios de bem-estar e manejo estabelecidos pelos órgãos competentes. As obras incluem aumento da altura do cercamento, melhorias nas áreas de passagem e alimentação, além de ajustes no acondicionamento. O recinto é o mesmo onde viveu Yaza, girafa que morreu em 2025 aos 21 anos. Desde então, o zoológico não recebeu novos animais da espécie.

O caso das girafas do Bioparque é considerado o maior crime de tráfico internacional de animais já registrado no Brasil. Em 2021, 18 girafas foram trazidas irregularmente da África do Sul e enviadas para quarentena no resort Portobello Safári, em Mangaratiba. Durante esse período, três morreram, o que levantou questionamentos de entidades de proteção animal. A investigação conduzida pela Polícia Federal resultou no indiciamento de responsáveis pelo tráfico e, quatro anos depois, três pessoas foram condenadas por maus-tratos, contrabando, falsidade ideológica e inserção de informações falsas em parecer técnico.

Atualmente, 14 girafas permanecem sob responsabilidade do Ibama em Mangaratiba. O órgão conduz tratativas com zoológicos interessados em receber os animais, com o objetivo de garantir condições adequadas de manejo e bem-estar. A chegada dos exemplares ao Zoológico de Brasília marca a retomada da presença da espécie na instituição, que desde a morte de Yaza não contava com girafas em seu plantel.

A transferência representa uma etapa do processo de redistribuição dos animais resgatados, que deverão ser encaminhados a diferentes instituições no país. O Ibama acompanha as adequações estruturais e técnicas necessárias para assegurar que os zoológicos estejam preparados para acolher os exemplares, em conformidade com normas ambientais e de proteção animal.

Yaza viveu no Zoológico de Brasília e morreu em 2025 – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Alô Valparaíso/* Com as informações do Metrópoles | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília