Trilha de abelhas nativas do Cerrado é lançada
Projeto de educação ambiental visa levar conhecimento sobre polinizadoras sem ferrão do bioma
O Instituto Brasília Ambiental promoveu neste sábado (7), a inauguração da trilha de abelhas nativas sem ferrão, no Parque Ecológico Tororó, localizado na Região Administrativa do Jardim Botânico. O projeto, idealizado por agentes de unidades de conservação, tem o objetivo de conscientizar a comunidade quanto ao relevante papel desempenhado por esses insetos para a manutenção da flora do Cerrado.
Durante a abertura do evento, o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, enalteceu o trabalho em conjunto para a concretização do projeto. “Agradeço a todos que se empenharam, sobretudo os agentes de parques, os brigadistas e os frequentadores, em uma grande parceria, para a consolidação desta trilha. Precisamos sempre de mais pessoas envolvidas em ações ambientais, semeando novas ideias, protegendo a natureza”, disse.
“Esse projeto não apenas educa sobre a importância dos agentes polinizadores, mas também demonstra que juntos, podemos cultivar um futuro mais sustentável, valorizando o que a natureza nos oferece e protegendo nossas riquezas naturais”, comentou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
“Esse pequeno caminho faz parte da trilha da biodiversidade do Parque Ecológico do Tororó. Nele observamos a cultura de algumas espécies de abelhas sem ferrões, a exemplo da jataí, mandaçaia e uruçu-amarela. Há também as abelhas solitárias, que prestam relevantes serviços ao bioma do Cerrado”, afirma o agente de Unidades de Conservação e Parques, Francisco Maciel, que elaborou o projeto com Wilson Silveira.
Maciel acrescentou, ainda, que a trilha é composta por um viveiro de orquídeas baunilhas do Cerrado, que fazem conexão com as abelhas que as polinizam. “É um momento interessante, pois demonstra a função de proteção e preservação exercido pela unidade de conservação e estabelece uma ligação com a sociedade mostrando o que há de belo neste bioma.”
Os participantes do evento percorreram o trajeto explicativo de 125 metros durante o qual puderam observar atentamente a criação de variadas abelhas sem ferrão, as suas características e hábitos e as espécies de baunilhas.
Ao final do passeio, foi realizada a oficina de manejo das melíponas (abelhas nativas sem ferrão), com o instrutor Geraldo Lira, na qual o público aprendeu como proceder e resguardar a presença desses insetos, práticas com iscas, demonstração dos diversos tipos de caixas para criação, limpeza e manutenção, entre outros.
Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasília | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental


