PDT confirma apoio a Lula na campanha à reeleição

Em convenção nacional realizada em Brasília, partido foi o primeiro a endossar nome do presidente nas eleições de 2026

O PDT oficializou apoio à reeleiçãodo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. A confirmação se deu nesta segunda-feira (20), durante convenção nacional da sigla em Brasília, e coloca o partido como o primeiro a fechar apoio à chapa encabeçada pelo petista.

Em discurso durante o evento, Lula agradeceu o apoio recebido pela legenda trabalhista e afirmou que a defesa da soberania nacional e da democracia será uma de suas prioridades para a campanha. “Estou mais preparado do que quando tinha 57 anos e fui eleito pela primeira vez”, destacou.

Lula também exaltou a trajetória junto a Leonel Brizola, fundador do PDT, e prometeu investir na área da educação — histórica bandeira da legenda — em caso de uma eventual reeleição.

“Hoje, todo mundo tem clareza de que a escola de tempo integral é o que vai dar para esse país o que ele precisa”, destacou. O petista ainda argumentou que a modalidade de ensino deve servir como apoio aos pais, pelo tempo que os filhos passam na escola, além de promover uma formação voltada à cultura. “Educação é investimento, sem o qual a gente nunca será um país altamente soberano, um país independente”, frisou.

Sem citar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na corrida à presidência, Lula criticou a atuação de brasileiros que vão aos Estados Unidos para “punir o Brasil”, em menção ao tarifaço norte-americano sobre produtos exportados pelo país.

“Temos traidores que vão aos EUA para pedir punições ao Brasil”, disparou. O presidente também convidou a comunidade internacional para acompanhar as eleições no Brasil, citando diretamente o nome do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alinhado a Flavio.

“[Se Rubio] quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte o comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, anunciou.

A candidatura de Lula à reeleição ainda será formalmente anunciada pelo PT no dia 2 de agosto. A indicação depende de uma consulta interna do partido antes de o nome ser levado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Convenção

A sessão que confirmou o apoio a Lula contou com a presença dos ministros Wolney Queiroz, da Previdência, e Waldez Goés, da Integração e Desenvolvimento Regional, que fazem parte da cota do PDT na Esplanada.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, frisou em diferentes momentos que a chegada das autoridades se deu após as 18h, para que não houvesse relação entre a ida à convenção com as responsabilidades do ministério.

Senadores do PDT que tentarão a reeleição, como Leila Barros (DF) e Weverton Rocha (MA), também acompanharam a cerimônia. Outros nomes lançados pela legenda à Casa Alta, como os de Marília Arraes (PE) e o do ex-ministro do Turismo Celso Sabino (PA), estiveram presentes.

O encontro ainda confirmou que Carlos Lupi continuará na presidência do PDT.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Reprodução/PDT

Lula desafia Rubio e antecipa mote de campanha: soberania e democracia

Presidente participou de convenção do PDT, centrada em tom anti-imperialista e de críticas ao alinhamento de Flávio Bolsonaro e Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou sua participação na convenção nacional do PDT nesta segunda-feira (20) para deixar um recado aos Estados Unidos e ensaiar os motes que guiarão sua campanha a um eventual quarto mandato: a defesa da soberania, no plano externo, e da democracia, no interno. Por decisão unânime entre seus filiados e delegados, o PDT foi o primeiro partido a formalizar o apoio à reeleição de Lula no evento, realizado na sede do partido, em Brasília.

Discursos que antecederam a fala do presidente reforçaram a tônica contrária aos EUA e às interferências da Casa Branca sobre o Brasil, em um momento em que o país é alvo de medidas que vão desde um tarifaço até a classificação de facções criminosas como terroristas, uma categorização temida como brecha para intervenção militar em território nacional.

Presidente do PDT e ex-ministro da Previdência de Lula, Carlos Lupi disse que o petista representava no mundo a “antítese” do americano Donald Trump.

No encerramento de sua participação, Lula agradeceu a Lupi e ao partido pelo apoio já no primeiro turno — em 2022, por exemplo, o PDT lançou Ciro Gomes como candidato próprio e só ingressou nas fileiras petistas no segundo, com ressalvas de Ciro, hoje regresso ao PSDB e pré-candidato ao governo do Ceará.

O presidente afirmou que a coligação não tem “o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar a governar” e o que está em jogo é a manutenção de políticas públicas e uma estratégia nacional desmantelada após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Ao voltar a falar sobre punição a forca a traidores da pátria, em referência que faz paralelo com a Inconfidência Mineira e as ações da família Bolsonaro na busca por apoio da Casa Branca, Lula provocou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e disse que, mesmo com um apoio explícito do governo americano, Flávio Bolsonaro não será capaz de vencê-lo.

“Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui do Brasil. Se o secretário Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário que venha, que monte um comitê, porque nós vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país “, declarou.

Essa foi a primeira fala pública do presidente desde que Rubio acusou Lula de ter negociado de má-fé contra a aplicação da sobretaxa de 25% contra uma gama de produtos brasileiros na última semana.

Na ocasião, o secretário disse que Lula “colocou seu próprio ego à frente” de um acordo favorável ao povo brasileiro e era o responsável direto pelo tarifaço.

A declaração foi rechaçada pelo Itamaraty, mas Lula disse que só faria manifestações sobre o tarifaço depois de Trump, para manter o mesmo nível de hierarquia a nível de governo.

Brizola e Arraes

Na sede do partido que ecoa o legado do ex-governador Leonel Brizola (1922-2004), líder trabalhista que pendulou entre aliado e adversário do petista ao longo dos anos, Lula fez questão de fazer acenos a outras lideranças históricas da política brasileira e lamentar o que chamou de “podridão” instalada na política brasileira nos últimos anos.

“Mesmo quando eu e Brizola brigávamos, a gente nunca deixou de ser amigo. Por mais que tivéssemos divergência, a gente teve uma relação respeitosa. E hoje, passado tanto tempo, eu posso dizer a vocês: o nosso querido engenheiro Leonel de Moura faz falta na política brasileira de hoje”, elogiou, ao lado da neta Juliana Brizola, que encabeça a chapa para o governo do Rio Grande do Sul.

“Meu avô Brizola sempre foi determinante para a luta contra o imperialismo. O outro lado entrega as nossas riquezas, que acha que ter uma filha mulher é uma fraquejada. O PDT tem lado”, destacou Juliana.

Outros elogios também foram distribuídos ao pernambucano Miguel Arraes (1916-2005), fundador e presidente histórico do PSB, e a nomes como Ulysses Guimarães (1916-1992) e Mario Covas (1930-2001).

Herdeira dos Arraes, a pré-candidata ao Senado Marília Campos também ecoou a tônica anti-Trump ao dizer que o “imperialismo sempre teve o apoio das elites brasileiras”.

“A diferença é que o bolsonarismo faz isso escancarado”, afirmou Marília.

Candidato ao governo do Paraná, o deputado estadual Requião Filho disse que a aliança marca uma reaproximação estratégica entre os partidos em um momento de ataques internacionais.

“Estamos em uma guerra na qual está em jogo o futuro de uma nação. Caminhamos em uma aliança forte, em cima de princípios, e não de pragmatismo. Devemos estar juntos em 2030. Não estamos retrocedendo, estamos reorganizando”.

O entendimento foi endossado pelo presidente do PT, Edinho Silva.

“Estamos construindo uma aliança para deixar um recado para as futuras gerações”, disse.

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Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Reprodução/YouTube

Eduardo Bolsonaro obtém green card e passa a ter residência permanente nos EUA

Documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) obteve o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos, segundo confirmou ao jornalista Paulo Figueiredo, aliado do ex-deputado federal. A informação foi repassada à reportagem nesta segunda-feira (20).

O green card permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início deste ano, e desde então intensificado sua atuação política no exterior. O deputado licenciado afirma ser alvo de perseguição política e tem mantido interlocução com parlamentares e autoridades norte-americanas para denunciar o que considera violações à liberdade de expressão no Brasil.

A reportagem também procurou Eduardo Bolsonaro para comentar a informação e esclarecer por qual modalidade migratória obteve o green card, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Prazo para pedir voto em trânsito começa nesta segunda (20)

Eleitores fora do domicílio eleitoral podem solicitar modalidade de voto até 20 de agosto; veja como funciona

Eleitores que já sabem que estarão fora do município onde votam nas eleições de 2026 poderão solicitar, a partir desta segunda-feira (20), a habilitação para o voto em trânsito.

O prazo segue até 20 de agosto e o pedido pode ser feito pela internet, no Autoatendimento Eleitoral da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

A modalidade permite que o cidadão vote em uma cidade diferente daquela onde está inscrito, desde que o município escolhido seja uma capital ou tenha mais de 100 mil eleitores.

O voto em trânsito está disponível apenas em anos de eleições gerais, como as de 2026, quando os brasileiros escolhem presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

O que é o voto em trânsito?

O voto em trânsito é uma transferência temporária do local de votação para quem estará fora do domicílio eleitoral no dia da eleição. Depois do pleito, o título retorna automaticamente à seção eleitoral de origem, sem necessidade de um novo pedido.

A solicitação pode ser feita para o primeiro turno, o segundo turno ou para ambos. Caso o eleitor saiba que estará em cidades diferentes nas duas datas, poderá indicar um município distinto para cada turno.

Quem pode solicitar?

O serviço é destinado a eleitoras e eleitores com a situação regular no cadastro da Justiça Eleitoral. Quem estiver com o título cancelado ou suspenso não poderá utilizar a modalidade.

Não é permitido que outra pessoa solicite a habilitação em nome do eleitor.

Em quais cargos será possível votar?

Os cargos disponíveis dependem da cidade escolhida para votar.

Se o voto em trânsito for em outro município do mesmo estado, o eleitor poderá votar para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Se o voto for em outro estado, será possível votar apenas para presidente da República.

Já os brasileiros com título eleitoral registrado no exterior que estiverem no Brasil durante as eleições também poderão solicitar o voto em trânsito. Nesse caso, a votação será exclusivamente para presidente da República.

E se eu não conseguir comparecer?

Quem solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local escolhido no dia da eleição deverá justificar a ausência, mesmo que esteja na cidade onde mantém seu domicílio eleitoral.

Isso acontece porque, após a habilitação, o eleitor fica temporariamente impedido de votar na seção de origem. Caso desista da modalidade, será necessário cancelar o pedido até 20 de agosto.

Outros grupos também podem usar a modalidade

Além dos eleitores em viagem, a legislação eleitoral prevê a transferência temporária do local de votação para grupos específicos, como pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas, quilombolas, moradores de assentamentos rurais, pessoas em situação de rua e integrantes de comunidades tradicionais.

Já militares, agentes de segurança pública, pessoas presas provisoriamente, adolescentes em unidades de internação e servidores da Justiça Eleitoral terão regras próprias, com solicitações encaminhadas pelos órgãos responsáveis.

Mesários, auxiliares da Justiça Eleitoral, agentes penitenciários e policiais penais convocados para trabalhar nas eleições terão um prazo diferente para pedir a mudança temporária do local de votação: até 28 de agosto.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Antonio Augusto/TSE