Anvisa proíbe venda de panetones após identificar fungos em lotes
Medida, que ainda inclui proibição de distribuição e consumo, é valida para quatro lotes; resolução também atinge produtos fabricados com cogumelos Lion´s Mane e Cordyceps
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira, 6 de janeiro, a proibição da comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. A medida inclui também o recolhimento dos produtos já distribuídos.
Segundo a Anvisa, o recolhimento foi iniciado de forma voluntária pela própria fabricante após a identificação de fungos na superfície dos panetones. Os lotes afetados têm validade até 27 de fevereiro de 2026 e incluem os seguintes itens: Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (140g), Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons em formato de língua de gato (700g), Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (700g) e Panetone com Frutas Trufado Tradicional (700g), todos do lote 251027. A resolução estabelece que os produtos não podem mais ser comercializados nem consumidos e devem ser retirados dos pontos de venda.
Além dos panetones, a Anvisa suspendeu a venda, distribuição, fabricação, divulgação e consumo de produtos da empresa Coguvita II Alimentos Ltda. Os itens foram produzidos com os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, que não possuem autorização para uso em alimentos no Brasil, já que sua segurança ainda não foi avaliada. Entre os produtos proibidos estão pastas de cacau e avelã, pasta de amendoim, barras de frutas, granolas, mix de castanhas e cápsulas de café, todos comercializados sob as marcas Smush Smushnuts, Smushn Go e Smushnola.
De acordo com a resolução, os produtos da Coguvita II eram divulgados com alegações de benefícios à saúde mental, memória, foco e imunidade, sem comprovação científica. A Anvisa reforçou que tais práticas configuram divulgação irregular e não podem ser utilizadas para promover alimentos sem avaliação prévia de segurança.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e tem efeito imediato. A reportagem tenta contato com as empresas envolvidas para posicionamento, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Canva


