‘Fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana’, diz advogado de Bolsonaro sobre decisão do STF
Defesa diz que negativa de transferência após queda e suspeita de traumatismo craniano viola direitos fundamentais do ex-presidente
O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha, criticou nesta terça-feira (6), nas redes sociais, a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que negou a transferência imediata de Bolsonaro para um hospital após uma queda sofrida durante a madrugada. O magistrado determinou que a defesa apresente um laudo médico antes de autorizar a remoção.
Em publicação no X (antigo Twitter), Cunha afirmou que seu cliente sofreu uma queda que resultou em traumatismo craniano que, embora aparentemente leve, exige, na avaliação da equipe médica que o acompanha, a realização de exames mais aprofundados. Entre os procedimentos citados estão tomografia e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma, que, segundo ele, seriam realizados no hospital DFStar, em Brasília.
De acordo com o advogado, Bolsonaro já esteve internado diversas vezes na unidade, sempre sob vigilância da Polícia Federal e sem qualquer indício de tentativa de fuga. “Um trauma no crânio — despiciendo ser médico para compreender — demanda investigação adequada, não sendo prudente limitar-se à avaliação clínica nas dependências da Polícia Federal”, escreveu.
Na avaliação da defesa, a decisão do ministro viola direitos fundamentais do ex-presidente. Cunha ressaltou que Bolsonaro é septuagenário e possui histórico de problemas de saúde. “Indeferir a internação do presidente Bolsonaro — idoso e com sabidas comorbidades — é medida que afronta direitos fundamentais, sobretudo quando comparada a situações semelhantes que resultaram em concessão de prisão domiciliar”, afirmou.
Por fim, o advogado informou que a defesa está adotando todas as medidas legais cabíveis. Segundo ele, a decisão “fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana”, valor que classificou como central na legislação ocidental e amplamente protegido por cortes internacionais.
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Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


