“Governo tem total condições de manter veto a Dosimetria”, diz líder do PT
Lindbergh Farias espera que o presidente Lula vete nesta quinta-feira (8) o projeto aprovado pelo Congresso
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), disse nesta quarta-feira (7) que o governo tem “total condições” de reverter 34 votos e evitar que um eventual veto ao projeto de lei que amenizou as penas aos envolvidos em atos golpistas não seja derrubado pelos deputados federais.
“Esperamos que o presidente Lula vete integralmente o PL da Dosimetria. E caso retorne ao Congresso, trabalharemos para que o veto não seja derrubado”, explicou Lindbergh.
Segundo o parlamentar, a estratégia inclui “ir para as ruas”, divulgar diariamente um placar de deputados que são favoráveis ou contra a proposta e usar a força do governo para negociar.
“Temos um mapeamento. E tenho a impressão de que a relação entre Executivo e Legislativo vai melhorar em 2026”, completou.
Um veto do Executivo pode ser derrubado pelos parlamentares se a maioria absoluta dos deputados (257) e dos senadores (41) votarem pela derrubada. O líder do PT também tem a “esperança” de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não pautará o veto.
Atos em alusão ao 8 de Janeiro
O presidente deve vetar o PL da Dosimetria durante um ato em alusão ao ataque às sedes dos Três Poderes, que será realizado nesta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de Alcolumbre, não participarão da cerimônia.
A ausência das principais lideranças do Congresso repete um padrão observado desde a criação dos atos oficiais e ocorre em meio ao desgaste na relação entre Legislativo e Executivo.
Lindbergh amenizou as ausências.
“É claro que se o presidente Hugo Mota e o presidente Alcolumbre viessem [no Planalto] ao ato, não tem dúvida que o presidente poderia vetar em outro dia. Mas eu que fui informado que eles não virão. E que não tem nada a ver com o veto. É uma opção [de não comparecer]. Aconteceu a mesma coisa ano passado, porque esse é um tema que divide muita gente”, afirmou.

Alô Valparaíso/* Com as informações da CNN Brasil | Foto: Lula Marques/Agência Brasil


