Lula inicia 2026 com desaprovação de 50,7%, diz pesquisa Atlas/Intel
Levantamento ouviu 2.000 pessoas em 849 cidades entre os dias 15 e 19 de janeiro; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (22) aponta que 50,7% dos brasileiros desaprovam e 48,7% aprovam desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Levantamento mostra estabilidade nos números do mandatário neste primeiro mês de ano eleitoral. Em dezembro de 2025, índice de reprovação também ficou em 50,7%, enquanto aprovação registrou 48,8%.
Cenário segue dividido na avaliação popular do governo Lula: 48,5% acham ruim ou péssimo, enquanto 47,1% consideram bom ou ótimo; apenas 4,4% responderam regular. Em dezembro, 48,9% diziam achar ruim ou péssimo, 46,5%, bom ou ótimo, e 4,6%, regular.
O estudo apontou a maior desaprovação de Lula entre:
- Homens: 58,5%
- Pessoas de 16 a 24 anos: 75,5%
- Quem estudou até o ensino médio: 62,8%
- Renda familiar entre R$ 2.000 e R$ 3.000: 55,7%
- Evangélicos: 74,2%
- Moradores do Norte: 64,9%
Já a aprovação é maior entre:
- Mulheres: 55,9%
- Pessoas de 60 a 100 anos: 73,3%
- Quem estudou até o ensino fundamental: 61,2%
- Renda familiar acima de R$ 10 mil: 58,3%
- Agnósticos ou ateus: 84,2%
- Moradores do Nordeste: 57,2%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.418 eleitores em todo o país, entre os dias 15 e 20 de janeiro. O instituto utilizou recrutamento digital aleatório para coletar as respostas. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Acertos x erros, risco político e economia: veja outros gráficos
Levantamento também fez perguntas a eleitores sobre outros temas, como acertos e erros do governo Lula neste terceiro mandato, risco político e expectativas para a economia.
A decisão mais bem avaliada, com 86%, é gratuidade para todos os medicamentos e itens do programa Farmácia Popular. Já a mais reprovada, com 59%, envolve imposto sobre compras de até US$ 50 em sites do exterior, apelidado de “taxa das blusinhas”.
Na avaliação de risco político para os próximos seis meses, 59% acham “muito provável” que o Brasil enfrente “revelações sobre grandes fraudes ou esquemas de corrupção”. Preocupações com segurança pública e violência aparecem logo em seguida: 39% consideram “muito provável” um “aumento de ataques ou assassinatos relacionados a facções criminosas” e 34% citam alta em furtos e assaltos.
Esses temores também se refletem na pergunta sobre “maiores problemas do Brasil hoje em dia”, à qual eleitores puderam responder com três opções: corrupção (64,9%) e criminalidade e tráfico de drogas (49,9%) lideram. Mais abaixo, vêm assuntos como “extremismo e polarização política” (25,2%) e economia e inflação (21,2%).
Rejeição de Lula e outros candidatos
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 21 de janeiro, pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram os maiores índices de rejeição política no país.
O levantamento indica que metade do eleitorado brasileiro rejeita os dois nomes que protagonizaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2022 e que seguem como os principais símbolos da polarização nacional.
De acordo com os dados, Jair Bolsonaro aparece com 50% de rejeição entre os eleitores entrevistados. Lula surge logo atrás, com 49,7%.
Na sequência do levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,4% de rejeição. O número posiciona o parlamentar entre os nomes mais rejeitados do país, refletindo também o impacto do sobrenome Bolsonaro no cenário político atual. Logo depois, Renan Santos, do Partido Missão, registra 45,6% de rejeição entre os eleitores.
Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR


