Médicos dizem ao STF que Bolsonaro precisa fazer cirurgia no ombro direito
Relatórios apontam dor intensa, perda de mobilidade e fase pré-operatória já iniciada
A equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro informou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que o ex-presidente precisa passar por uma cirurgia no ombro direito. De acordo com documentos enviados a Moraes, Bolsonaro enfrenta um quadro de dor intensa e limitação funcional, o que levou à indicação de tratamento cirúrgico.
A necessidade da cirurgia já havia sido apontada no fim de março, quando o ex-presidente ficou internado por cerca de duas semanas para tratar um quadro grave de pneumonia que afetou ambos os pulmões.
Segundo o relatório apresentado a Moraes, o ex-presidente está em fase pré-operatória. Ele iniciou um acompanhamento específico, com sessões voltadas ao controle da dor, preparo tecidual e manutenção da funcionalidade do ombro.
O objetivo, conforme os médicos, é garantir melhores condições clínicas tanto para a realização do procedimento quanto para o processo de reabilitação posterior.
Os médicos dizem que Bolsonaro começou a fazer fisioterapia pouco depois de ser levado para prisão domiciliar, em 27 de março. O relatório encaminhado ao STF diz que, “durante o período avaliado, o paciente apresentou dor intensa em ombro, associada à limitação funcional importante, com amplitude de movimento reduzida, especialmente na abdução, limitada a aproximadamente 90 graus, além de dificuldade na realização de movimentos de flexão e abdução do membro superior”.
Também foi registrada diminuição de força muscular no membro afetado e uma assimetria postural, com rebaixamento do ombro direito em relação ao esquerdo, de acordo com a equipe médica.
“Diante do exposto, conclui-se que o paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico [doloroso] importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas. Ressalta-se a necessidade de continuidade do acompanhamento fisioterapêutico com foco em analgesia, preparo tecidual e manutenção da funcionalidade global, visando melhores condições clínicas para o procedimento cirúrgico e posterior reabilitação.”
Apesar da recomendação cirúrgica, os relatórios não detalham um diagnóstico específico, lesão ou patologia.
Alô Valparaíso/* Com as informações do R7 | Foto: Beto Barata/PL


