PT deve abrir mão de candidaturas estaduais para reeleger Lula, diz presidente do partido
Edinho Silva vê Lula como única liderança capaz diante de crise global e diz que eleição de 2026 será ‘a mais importante da história’
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (13) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato da sigla nas eleições de 2026, ainda que a formalização dependa das convenções partidárias. Segundo ele, a postura de aguardar o rito oficial faz parte do compromisso democrático do chefe do Executivo.
Em entrevista ao programa JR ENTREVISTA, da Record News, Edinho afirmou que, para garantir a reeleição de Lula, é preciso uma estratégia baseada em pragmatismo político. A prioridade do partido, segundo ele, será a construção de alianças amplas, inclusive com legendas de centro, como MDB, PSD, PP e União Brasil.
Nesse contexto, o PT admite abrir mão de candidaturas próprias nos estados sempre que necessário para fortalecer palanques regionais competitivos. A ideia é unificar forças políticas em torno da candidatura presidencial e ampliar a base de apoio.
“Nós temos que montar palanques nos estados que priorizem a eleição do presidente Lula, que garantam a reeleição do presidente Lula, fazendo alianças estaduais. Então, onde nós precisarmos retirar candidaturas, não termos candidaturas para que a gente construa essas alianças e reeleja o presidente Lula, nós faremos e nós temos construído essa posição”, destacou Edinho.
Segundo o presidente do PT, “quem quiser esse Brasil, que venha conosco, que nós faremos alianças”.
“Nós temos priorizado a construção de alianças com partidos do campo democrático. Quem defende um Brasil democrático, quem defende um Brasil que tenha um projeto de desenvolvimento nacional, um Brasil que tenha um projeto soberano, que a gente não entregue as nossas riquezas para potências internacionais, que a gente tenha um projeto de universalização da educação integral, um projeto sério e de segurança pública”, acrescentou.
“Eleição mais importante da história”
Lula é, hoje, a única liderança com capacidade de conduzir o país em meio a um cenário de “profunda turbulência e insegurança internacional”.
“O espaço em que ele [Lula] vai oficializar sua candidatura é na convenção do PT e também nas convenções dos partidos aliados. Mas o presidente é candidato. Na nossa avaliação, ele é a única liderança que tem condições, nesse momento, de conduzir o Brasil nesse momento de tamanha turbulência internacional, um ambiente internacional que exige uma liderança que tenha condições de negociar com outros líderes mundiais, que tenha condições de ser respeitado, de ser recebido em qualquer país do mundo”, destacou Edinho.
Na avaliação do presidente do PT, a eleição de 2026 será “a mais importante da história”, inserida em um contexto global de avanço do autoritarismo e conflitos internacionais.
“Nós não precisaríamos estar vivendo um momento como esse, mas estamos vivendo, infelizmente. Então, nós precisamos, e nós sabemos que a eleição no Brasil repercute no mundo. Nós precisamos derrotar esse pensamento autoritário que também está presente no Brasil”, disse.
“Essa eleição é tão importante para que a gente mantenha o Brasil longe do autoritarismo, para que a gente mantenha o Brasil no caminho da democracia, no caminho da reconstrução das políticas públicas”, acrescentou Edinho.
Alô Valparaíso/* Com as informações d

