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Calor extremo vira adversário de Brasil e Noruega

Onda de calor nos Estados Unidos coloca Nova Jersey em alerta e faz Brasil e Noruega reforçarem protocolos de hidratação

A disputa entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo terá um adversário comum neste domingo: o calor extremo. Além da batalha por uma vaga nas quartas de final, as duas seleções precisarão lidar com temperaturas elevadas em Nova Jersey, onde autoridades emitiram alertas climáticos e recomendaram cuidados especiais à população.

A previsão para o fim de semana do feriado de Independência dos Estados Unidos indica máximas entre 35°C e 41°C, com sensação térmica que pode alcançar 46°C. O cenário levou cidades como Nova York e Detroit a adotarem protocolos de emergência. Já órgãos de saúde orientam que a população evite atividades ao ar livre nos períodos mais quentes do dia e mantenha hidratação constante.

A preocupação também já faz parte da rotina das seleções. O treinamento da Seleção Brasileira desta quinta-feira (02/7), por exemplo, ocorreu sob cerca de 32°C, mas com sensação térmica próxima dos 40°C. Já a partida tem previsão de chuva, mas com o calor se mantendo.

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Noruega reforça monitoramento dos atletas

Contudo, se o calor já exige cuidados dos brasileiros, o desafio é ainda maior para a Noruega. Acostumados a temperaturas muito mais baixas, os jogadores do país escandinavo enfrentam uma realidade completamente diferente da vivida durante boa parte do ano.

Nos países nórdicos, os termômetros dificilmente ultrapassam os 20°C mesmo no verão, enquanto, no inverno, as temperaturas frequentemente permanecem abaixo de zero. Para reduzir os impactos da mudança brusca de clima, a comissão técnica norueguesa passou a realizar testes diários de urina desde a chegada aos Estados Unidos. O objetivo é monitorar constantemente o nível de hidratação de cada atleta.

Brasil apostou na aclimatação

Por outro lado, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti também colocou o clima entre as prioridades do planejamento para a Copa do Mundo. Antes mesmo da estreia, a CBF antecipou a chegada da delegação aos Estados Unidos em dez dias justamente para facilitar a adaptação dos jogadores às condições climáticas.

Além do período maior de aclimatação, a entidade investiu em equipamentos específicos para hidratação e resfriamento corporal. Eles vem sendo usados diariamente durante os treinamentos e no processo de recuperação dos atletas.

Assim, a expectativa é que essas medidas ajudem a minimizar os efeitos do calor em uma competição disputada durante o verão norte-americano, considerado um dos mais intensos dos últimos anos.

Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Canva

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