Alunas de Luziânia criam bioplástico com jatobá do Cerrado
Projeto de colégio estadual também testa a casca do fruto contra larvas do Aedes aegypti e está entre os semifinalistas de prêmio nacional
Três estudantes de Luziânia transformaram o jatobá, fruto típico do Cerrado, em matéria-prima para um bioplástico. A pesquisa é feita no Colégio Estadual em Tempo Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles.
O projeto começou em 2024, em uma disciplina de Biotecnologia. Ana Luiza Mendes Barfknecht, Letícia Araujo e Isadora Rodrigues Rapatoni lideram o trabalho, com orientação da professora Gabrielle Rosa Silva.
O grupo testou sete fórmulas até chegar a um material com consistência satisfatória. Agora, o desafio é deixar o bioplástico mais resistente e durável.
Contra a dengue
As alunas também estudam se a casca do jatobá pode ajudar a combater as larvas do Aedes aegypti, o mosquito da dengue. Os primeiros testes são promissores, mas a equipe ressalta que ainda são necessárias novas análises antes de qualquer uso prático.
O trabalho colocou a escola entre as semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil. Sem laboratório adequado e com poucos recursos, as estudantes buscam parcerias com universidades para continuar a pesquisa.
Alô Valparaíso, com informações do Diário Goianiense | Foto ilustrativa: flpschi/Unsplash

