Endrick é nomeado embaixador do Unicef no Brasil

Jogador atuará na promoção dos direitos de crianças e adolescentes

O jogador de futebol Endrick, da Seleção Brasileira e do Real Madrid, foi nomeado nesta quarta-feira (22) o embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

Com isso, o centroavante passa a integrar o grupo de personalidades que usam sua voz e influência para promover e defender os direitos da infância e da adolescência. 

No Brasil, também são embaixadores Maísa, Renato Aragão, Daniela Mercury, Lázaro Ramos, Bruno Gagliasso e a personagem Mônica. 

Em material divulgado pelo Unicef nesta quarta, o atleta afirma que o convite é mais que uma honra:

“É uma responsabilidade muito grande. Eu sei que milhões de crianças sonham todos os dias com um futuro melhor, assim como eu também sonhei. Quero usar minha voz para mostrar que elas podem acreditar em si mesmas, lutar pelos seus objetivos e nunca desistir. Nenhuma criança pode ficar para trás. Estou muito feliz de fazer parte dessa missão”.

O Unicef conta com embaixadores e embaixadoras em todo o mundo desde 1954. Eles são artistas, atletas e outras personalidades que oferecem seu talento e reconhecimento para promover e defender os direitos de meninos e meninas.

Segundo o fundo da Organização das Nações Unidas (ONU), embaixadores são escolhidos não só pela fama que possuem, mas, principalmente, pela credibilidade que têm perante o público e pela disposição para trabalhar pela infância e adolescência, mesmo tendo uma agenda profissional repleta de compromissos.

22/07/2026 - O jogador de Futebol Endrick é nomeado embaixador do UNICEF no Brasil. Foto:  Jonathan Guimarães/ Divulgação
O jogador de Futebol Endrick é nomeado embaixador do UNICEF no Brasil. Foto: Jonathan Guimarães/ Divulgação

Inspiração

Endrick construiu uma trajetória meteórica nas categorias de base no Brasil até o futebol europeu, consolidando-se como um dos maiores talentos de sua geração antes mesmo de completar 20 anos. Contratado pelo Real Madrid em 2024, o atacante acumulou atuações de destaque e confirmou o potencial que o transformou em uma das principais promessas do futebol mundial.

No Real Madrid, tornou-se o jogador estrangeiro mais jovem a marcar em La Liga e o mais jovem da história do clube a balançar as redes na Liga dos Campeões, além de ser o primeiro atleta do Século 21 a marcar em suas estreias nas duas competições.

Pela Seleção Brasileira, entrou para a história ao se tornar o jogador mais jovem a marcar um gol em Wembley por uma seleção principal e passou a integrar uma lista seleta de jovens que igualaram feitos de Pelé e Coutinho com a camisa do Brasil.

De acordo com o Unicef, mais do que os números, Endrick simboliza a renovação do futebol brasileiro no cenário internacional.

“Endrick é um jovem exemplo, que inspira milhões de crianças e adolescentes, e tem um grande potencial para levar as mensagens sobre os direitos de meninas e meninos para todo o Brasil”, afirma Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do Unicef no Brasil.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Jonathan Guimarães/ Divulgação

Programa de ressocialização amplia serviços públicos em Valparaíso de Goiás

Iniciativa contabiliza 13 frentes de trabalho entre 2025 e 2026, com impacto direto para mais de 218 mil habitantes

A Secretaria Municipal de Políticas Penais, em parceria com a Polícia Penal do Estado de Goiás, intensificou sua atuação em Valparaíso de Goiás por meio do programa Transformando Vidas e Espaços Públicos. A iniciativa combina ressocialização de internos com execução de obras e serviços de interesse coletivo.

Entre 2025 e 2026, o programa registrou 13 frentes de trabalho, envolvendo mais de 90 internos e contando com o apoio de mais de 60 policiais penais. As atividades somaram mais de 390 dias de execução, resultando em economia estimada superior a R$ 4 milhões e recuperação de mais de 900 mil metros quadrados de áreas públicas. Os impactos alcançaram diretamente uma população superior a 218 mil habitantes.

As intervenções abrangeram diferentes áreas da administração municipal, com destaque para a saúde, responsável por seis das treze frentes realizadas. Também foram contemplados serviços nas áreas de educação, assistência social, justiça, meio ambiente e infraestrutura urbana.

Entre as obras e serviços executados estão:

Além dos resultados estruturais, o programa oferece oportunidades de trabalho aos custodiados, favorecendo o desenvolvimento de habilidades profissionais e reforçando valores como disciplina, responsabilidade e cidadania. Todas as atividades são realizadas sob coordenação e fiscalização da Polícia Penal, garantindo segurança durante a execução.

Os indicadores apresentados demonstram que a iniciativa contribui para a conservação do patrimônio público, otimiza a aplicação dos recursos municipais e amplia a capacidade de atendimento da administração. O programa consolida uma política pública que une responsabilidade social, eficiência e melhoria dos serviços oferecidos à população.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Secom PMVG | Foto: Secom PMVG

Seu cérebro realmente descansa aos fins de semana? Entenda

Especialista explica por que atividades comuns de lazer podem não proporcionar a recuperação mental e emocional necessária

Após uma semana intensa de compromissos, muitas pessoas aguardam ansiosamente a chegada do fim de semana para descansar. No entanto, atividades frequentemente associadas ao relaxamento, como maratonar séries, navegar pelas redes sociais ou permanecer disponível para demandas profissionais, podem não atingir a recuperação mental e emocional necessária.

Segundo o psicólogo Filipe Colombini, o cérebro precisa de pausas para reduzir o estado constante de alerta que marca o dia a dia.

“Muitas vezes confundimos distração com descanso. Embora algumas atividades sejam prazerosas, elas continuam exigindo processamento de informações, tomada de decisões e contato constante com estímulos. Isso faz com que o cérebro processe informações sem parar, dificultando uma recuperação efetiva”, explica.

Quando o lazer não gera recuperação

Assistir a vários episódios de uma série em sequência, usar vários aplicativos, acompanhar notificações em tempo real ou verificar mensagens de trabalho durante o fim de semana são atividades que continuam exigindo atenção e processamento cognitivo.

De acordo com Colombini, o problema não está em realizar essas práticas de vez em quando, mas não usufruir nunca de alguns momentos para uma verdadeira desconexão. “O cérebro precisa de períodos em que não esteja respondendo a demandas o tempo todo. Quando permanecemos conectados sem pausa, consumindo informações ou resolvendo pendências, o organismo continua em estado de alerta, mesmo que estejamos fora do ambiente de trabalho”, diz.

“Essa dificuldade em desacelerar pode fazer com que muitas pessoas iniciem uma nova semana já cansadas, sem a sensação de recuperação que o período de descanso deveria proporcionar”, acrescenta o especialista.

O impacto da hiperconectividade

As tecnologias em todos os momentos do dia tem aumentado o problema. Smartphones e redes sociais oferecem estímulos contínuos, que mantêm o cérebro em atividade mesmo durante os momentos que seriam destinados ao ócio.

Para Colombini, esse excesso de estímulos pode contribuir para sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga mental e sensação persistente de esgotamento.

“O descanso é essencial para a recuperação. Ele não acontece apenas porque paramos de trabalhar. É preciso criar espaço para que a mente respire, um tempo em que ela possa desacelerar, digerir as experiências do dia, organizar os pensamentos e recuperar as energias emocionais e mentais”, explica.

Aprender a descansar também faz parte do autocuidado

Muitas pessoas encontram dificuldade para desacelerar sem sentir culpa ou a necessidade de estar sempre ocupadas. Por isso, desenvolver uma relação mais consciente com o próprio tempo livre tornou-se um importante desafio para a saúde mental.

Colombini explica que o primeiro passo é compreender que descanso não significa apenas interromper tarefas profissionais, mas permitir que o cérebro tenha momentos genuínos de recuperação.

“Aprender a descansar de verdade é um exercício que exige consciência e prática. Pausar sem culpa pode parecer difícil para muita gente, mas é justamente nessas pausas que o corpo e a mente encontram o equilíbrio necessário para seguir em frente. Cuidar do descanso é, também, uma forma de cuidar de si”, afirma o psicólogo.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Pexels

Vale a pena trabalhar por aplicativo? Estudo mostra impactos da jornada, custos e direitos

Apesar da renda mensal próxima à média, ganhos são menores quando se leva em conta a jornada e as despesas da atividade.

O motorista de aplicativo pode até olhar o valor depositado na conta no fim do mês e achar que ganhou mais do que outros trabalhadores. Mas, quando o cálculo considera o tempo dedicado ao trabalho, o cenário é outro.

Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que a renda desses profissionais é pressionada por jornadas mais longas, custos elevados para manter a atividade e um modelo em que grande parte dos riscos recai sobre o próprio motorista.

Segundo a pesquisa, o ganho médio mensal dos motoristas de aplicativo chega a R$ 2.996. O valor fica acima do salário mínimo federal, que atualmente é de R$ 1.621, mas ainda abaixo da renda média dos brasileiros considerando todas as fontes de rendimento, que alcançou R$ 3.367 em 2025.

Enquanto a jornada média dos trabalhadores em geral é de 39,3 horas por semana, motoristas de aplicativo trabalham cerca de 44,8 horas. Com isso, o rendimento por hora fica 8,3% menor do que o de quem atua fora das plataformas.

O levantamento faz parte de um diagnóstico mais amplo sobre o trabalho por aplicativos no Brasil, especialmente no transporte de passageiros, que concentra a maior parcela desses profissionais.

Atualmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham por plataformas digitais no país. Quase 60% delas atuam no transporte de passageiros.

A ideia de que esse modelo garante liberdade e flexibilidade, um dos principais argumentos das empresas, é questionada pelo estudo. Na prática, esses trabalhadores têm pouca influência sobre decisões relevantes da atividade, aponta o TST.

O estudo aponta que o controle não desapareceu, apenas mudou de forma. Em vez de um chefe supervisionando de perto, entram em cena sistemas de avaliação, notas e rankings.

Esses mecanismos podem influenciar diretamente a quantidade de corridas recebidas e, consequentemente, a renda. Motoristas que recusam muitas viagens ou recebem avaliações baixas podem ter menos oportunidades na plataforma.

Outro ponto destacado pelo TST é que praticamente todos os custos da atividade ficam com o trabalhador. Combustível, manutenção do carro, seguro, impostos, alimentação e até a internet utilizada no trabalho saem do próprio bolso.

Segundo a pesquisa, a falta de clareza sobre esses gastos pode criar uma percepção equivocada sobre a renda gerada pela atividade.

O impacto aparece também no endividamento. Dados citados no levantamento indicam que 92% dos trabalhadores de plataformas estão endividados.

Em alguns casos, as próprias empresas oferecem linhas de crédito aos motoristas. Assim, o trabalhador passa a depender do aplicativo não apenas para gerar renda, mas também para quitar dívidas que podem ser descontadas diretamente dos seus ganhos.

A falta de proteção trabalhista é outro ponto destacado pelo estudo. A maioria desses profissionais não tem acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego ou aposentadoria garantida.

Sem essa proteção, qualquer imprevisto pode interromper a fonte de renda, explica o TST. Uma doença, um acidente ou até um problema mecânico no carro pode deixar o trabalhador sem ganhos, já que as plataformas não oferecem uma rede de proteção equivalente.

Além disso, motoristas estão expostos diariamente a riscos como acidentes de trânsito e violência urbana, sem garantias de assistência em situações desse tipo.

A pesquisa também destaca a dificuldade de organização coletiva dos trabalhadores. A comunicação com as plataformas costuma ocorrer por canais automatizados, como chatbots, e decisões como bloqueios nem sempre oferecem espaço para contestação.

Para os autores do estudo, o modelo atual de trabalho por aplicativos transfere custos, riscos e responsabilidades aos trabalhadores.

O TST destaca que a discussão precisa ir além da existência ou não de vínculo empregatício e incluir medidas que garantam condições mínimas de trabalho, remuneração adequada e proteção para esses profissionais.

 



Alô Valparaíso/* Com as informações do g1 | Foto: Canva