Saiba como ficam os serviços bancários no feriado do dia 12 de outubro

Pix, internet banking e caixas eletrônicos estarão disponíveis

As agências bancárias de todo o país não terão atendimento presencial na próxima segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes poderão utilizar os canais digitais das instituições financeiras para realizar operações durante o dia.

O atendimento nas agências será retomado na terça-feira (13) nas localidades onde não houver feriado estadual ou municipal.

Canais eletrônicos

De acordo com a Febraban, o Pix funcionará normalmente, 24 horas por dia, inclusive durante o feriado. Também estarão disponíveis os aplicativos dos bancos, internet banking, caixas eletrônicos, atendimento telefônico e correspondentes bancários.

Já as operações que dependem de compensação bancária, como TEDs, cheques, boletos e pagamentos agendados, poderão ser feitas no feriado, mas serão processadas apenas no primeiro dia útil seguinte.

Contas

As contas de consumo, como água, energia elétrica, telefone e boletos com vencimento em 12 de outubro, poderão ser pagas no dia útil seguinte sem cobrança de juros ou multa. A orientação não vale para tributos e impostos, que devem ser quitados antecipadamente para evitar acréscimos.

A Febraban recomenda que os clientes se programem para operações que dependam da compensação bancária. A entidade lembra ainda que boletos cadastrados no Débito Direto Autorizado (DDA) podem ser pagos normalmente pelos canais eletrônicos dos bancos.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Embraer tem alta de 6% nas entregas no terceiro trimestre

Foram 66 aviões entregues no período

A Embraer divulgou nesta sexta-feira (2) o desempenho de entrega de aeronaves no terceiro trimestre deste ano. No período, a empresa entregou 66 aviões entregues, aumento de 6% na comparação com o mesmo período de 2025.

A maioria das vendas foi de modelos da aviação executiva, como Phenom 300, Praetor 500 e 600 e Phenom 100. No total, foram 41 unidades desses modelos no trimestre analisado e 115 no ano. No terceiro trimestre de 2025, foram 41 unidades entregues. 

No segmento de aviação comercial, foram entregues 22 aeronaves no período. No ano, já somam 52 aviões. Em 2025, foram 20 aviões comerciais entregues no terceiro trimestre e 46 entre janeiro e setembro.

Os meses de julho, agosto e setembro registraram a entrega de três aeronaves de defesa, sendo um KC-390 Millenium e dois A-29 Super Tucano, num total de oito aviões do segmento este ano. 

“A Embraer permanece com a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial (ponto médio com crescimento de 6% ao ano) e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva (ponto médio com crescimento anual de 6%) em 2026”, informa nota da empresa. 



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Preço do limão está acima da média, mesmo na entressafra

Chuvas afetaram a florada no começo do ano

Mesmo em período de entressafra, o limão está caro para o consumidor além da média. A razão está na pouca produção, e quem tem cobra pela dificuldade em garantir a colheita.

“O limão tem como uma de suas características ter uma volatilidade muito alta em seu histórico de preços, diferente do que estamos acostumados a ver em outras plantas. O momento atual é um período bem precário, com uma condição especial de chuvas que afetou a florada no começo do ano”, explicou à Agência Brasil o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que no cinturão cítrico paulista, de onde sai 80% da produção nacional, a média do preço pago ao produtor do limão tahiti passou de R$ 32,10 pela caixa de 27,2 kg em junho para R$ 55,60 em julho e R$ 104,78 em agosto.

O aumento acumulado no período foi de 226,4%. Ao comparar o preço da caixa de 27,2 kg paga ao produtor em agosto deste ano ao de agosto de 2025, a diferença foi 71% maior para o corrente ano.

O preço do atacado no maior entreposto do país, o Ceagesp, na capital paulista, teve aumento de 374%, cotado a R$ 1,82 o quilo no início da entressafra, em maio, e indo para R$ 8,62 no pico em fins de setembro, e de 240% na CeasaMinas – Grande BH, onde a variação foi de R$ 2,50 para R$ 8,50.

“Normalmente, o mercado do limão funciona da seguinte maneira: em janeiro e fevereiro há o pico da safra. Em março e abril a produção cai, mas fica estável, com a entrada na entressafra propriamente dita em fins de maio. Esse período se estende até meados de setembro, quando começa a entrar a nova safra”, explicou a Conab.

O aumento repentino se deu pela queda na oferta do começo da entressafra, em relação aos anos anteriores, pois o excesso de chuvas afetou a quantidade e qualidade comercializável e a formação da próxima safra. A umidade maior no começo do ano, assim como o aumento de dias nublados, aumentaram a quantidade das frutas mais claras e dificultaram a colheita.

Somam-se a esses fatores a competição entre o mercado interno e externo – vendemos cerca de 11% da safra, principalmente para a Europa – e o aumento da demanda interna com o calor em agosto e setembro.

“A principal florada para compor a oferta no segundo semestre, ocorrida em julho, foi afetada por chuvas acima da média que caíram nas principais regiões produtoras [Matão e Bebedouro], e essa florada somente deve gerar volume relevante da fruta a partir de meados de novembro”, esclarece a Conab. 

Além disso, aponta a central, esse excesso de chuvas prejudicou também o pegamento de frutos de floradas anteriores, reduzindo justamente a quantidade da fruta que deveria aliviar a escassez em setembro e outubro.

As regiões mais impactadas foram Bebedouro e Matão, municípios que concentram aproximadamente 68% da área de produção dos limões e limas do cinturão. Dos frutos produzidos, 88% é de limão tahiti . Outras áreas com menor relevância foram Limeira, Votuporanga e São José do Rio Preto.

A normalização dos preços da fruta está prevista para o fim do ano, com a chegada da nova safra. 

Na última semana, os preços na Ceagesp começaram a diminuir, mas não é possível afirmar que se manterão nesta tendência. 

“O impacto maior foi no volume de produção. Tivemos anos anteriores bons, mas houve impacto da condição climática, que deve se estender para o próximo ano”, estima o pesquisador Renato Ribeiro, do Cepea/Esalq. 

Há, ainda, segundo especialistas no tema, o risco para a próxima safra, pois o cenário de El Niño forte no começo de 2027 pode aumentar o calor e o déficit hídrico, estressando as plantas e afetando a florada no final da primavera e início do verão. 

Os técnicos da Conab consideram que o El Niño teve pouco impacto na produção de limão este ano. 

“Mesmo no mês de julho, quando chuvas e ventos anormais afetaram a florada, o fenômeno era de intensidade ainda baixa. Então não podemos afirmar que foi a causa principal das alterações ocorridas nesse mercado. Podemos dizer que contribuiu para essa configuração, mas não foi o fator principal”, avaliam.



Alô Valparaíso/* Com as informações da Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

TST manda encerrar greve da Caixa e reajusta plano de saúde

Funcionários devem voltar ao trabalho até quarta-feira (30) e compensar dias parados; veja as mudanças no Saúde Caixa

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta terça-feira (29) o fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro. A paralisação não foi considerada abusiva, mas os trabalhadores terão de retornar às atividades imediatamente, no máximo até esta quarta-feira (30).

Os ministros da Seção Especializada em Dissídios Coletivos acompanharam por unanimidade o voto do relator Maurício Godinho Delgado. Os dias parados deverão ser compensados em até 180 dias, sem desconto nos salários.

O TST também definiu reajuste de 4,6% para salários e benefícios, resultado da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para reajustes salariais, mais ganho real de 0,6%. As novas condições valem desde 1º de setembro.

O acordo coletivo terá duração de dois anos, até 2028, mantendo a data-base dos empregados da Caixa alinhada à dos demais bancários.

Entenda as mudanças no Saúde Caixa

O plano de saúde foi o principal ponto de impasse entre o banco e os funcionários durante as negociações. Pela decisão do TST, o Saúde Caixa também terá reajuste de 4,6%.

A sentença manteve a contribuição do titular em 3,5% da remuneração e o limite de 7% para o comprometimento da renda do grupo familiar. Também foram preservadas as regras existentes para dependentes e coparticipação —parcela paga pelo usuário quando utiliza determinados serviços médicos.

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), uma das entidades que representaram os funcionários no processo, afirmou que as reivindicações sobre o Saúde Caixa não foram atendidas.

“Embora tenham sido mantidos os 3,5% mínimo e 7% o teto de contribuição, o problema do déficit não foi resolvido. Além disso, foi mantido o principal problema que enfrentamos: o limite de 6,5% para a contribuição da Caixa”, afirmou a entidade.

A Contec informou que, por enquanto, não pretende recorrer da decisão, mas poderá reavaliar essa possibilidade após a publicação da sentença e pedir esclarecimentos ao TST.

Durante as negociações, a Caixa apresentou propostas que previam aumento da contribuição dos empregados, mudanças no teto familiar e alterações na divisão dos custos do plano. Os funcionários rejeitaram as condições e iniciaram a greve depois de sucessivas rodadas de negociação.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) defendia o fim do limite de 6,5% da folha de salários para a participação da Caixa no custeio e a volta do modelo em que o banco banca 70% das despesas e os usuários, 30%.

A entidade também pedia reajuste zero em 2026 e a preservação do modelo solidário, no qual os custos são compartilhados entre empregados de diferentes idades e gerações.

Durante as negociações, a Caixa chegou a oferecer uma solução intermediária: elevar de 6,5% para 9% da folha o limite de sua participação a partir de 2027 e assumir o déficit previsto para 2026 sem cobrança extraordinária dos empregados. A proposta, porém, foi rejeitada pelos trabalhadores.



Alô Valparaíso/* Com as informações do SBT News | Foto: Divulgação/Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região